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EXPLORANDO A CAVERNA DE PLATÃO


 

INTRODUÇÃO

Vislumbrando um pouquinho a introdução dada à metáfora, ou podemos dizer, à explicação dada pelo autor, começo a tirar minhas conclusões de que um assunto direcionado as organizações, pode e deve ser aplicado aos aspectos e experiências da vida dos seres humanos como um todo.

Muitos dos seres humanos, se não todos eles, possuem paradigmas criados, ou podemos dizer, prisões psíquicas criadas com base no modo de criação (desde a infância), cultura, e modo de vida que levam.

Cada pessoa possuem uma maneira de enxergar a vida, as reações de cada um difere também da interação do meio ambiente em que está inserido em determinados momentos de sua história, onde cada reagente para o mesmo assunto se dá de maneira diferente dependendo da fase em que se esta vivendo.

Podemos tirar um grande exemplo pratico disto que eu estou dizendo, no nosso dia a dia, quando olhamos para a "religião" de um modo geral; onde as pessoas se acostumam com um ambiente que podemos dizer que são heranças familiares, praticam a religião simplesmente observando aquilo que trazem de tradições antepassadas e quando descobrem uma nova contextualização da religião, percebem que aqueles mitos que foram outrora criados não servem mais como parâmetro de crença e ao dividir isso com outros de seu meio ambiente, é ridicularizado e denominado herege ou outros termos específicos para descrente.

A ARMADILHA DAS FORMAS ASSUMIDAS DE RACIOCÍNIO

É interessante como os grandes erros acontecem quando fixamos uma idéia e fechamos para o mundo que aquilo que enxergamos é o correto.

Isso acontece geralmente, quando não analisamos os processos e os ambientes iteragentes ligados a nossa decisão.

No caso do perigo da autoconfiança (sucesso), é fixamos um parâmetro, que esta dando certo pôr muito tempo e acharmos que aquele parâmetro é imutável e não analisarmos as alterações ocorridas no meio ambiente e somente acordarmos quando o parâmetro se tornou obsoleto e isso trazer conseqüências trágicas para o desenvolvimento do processo.

Outro perigo comum é o conformismo (acomodação), quando nos conformamos que dentro dos processos existem uma margem de erro incorporado ao planejamento, estamos nada mais nada menos do que camuflando nosso enganos e dizendo que a possibilidade de dúvida e erro num processo que denominamos coerente e eficaz, aumenta cada vez que avançamos em suas fases.

E pôr fim, outro erro clássico dos seres humanos, é colocarmos total confiança no que é dito pôr intelectuais, especialistas sobre determinados assuntos e tomarmos aquilo como lei e não reagirmos a eventuais discordância pôr causa de statuscór, carisma ou posição hierárquica.

Sem duvida nenhuma esta é uma das maiores dentre as outras armadilhas do raciocínio, talvez a mais perigosa.

Sem investigarmos os pontos fortes e fracos das suposições que moldam a forma pela qual as organizações e as pessoas, vêem e lidam com seu meio ambiente, tendemos ao fracasso, uma vez que a margem de erro é muito maior em opiniões centralizadas e individuais.

A ORGANIZAÇÃO E O INCONSCIENTE

Existem maneiras distintas de interpretação de uma visão psíquica gerada pelo inconsciente e uma delas é interpretada pôr Sigmund Freud que diz que a medida que os seres humanos reprimem seus sentimentos e desejos despertam desta maneira o que chamamos de inconsciente.

Isto se torna muito interessante, pois a importância de buscarmos o significado dos nossos sentidos ocultos, são extremamente importantes para aquietarmos esses interesses inconscientes que criamos.

Um ponto comum nesta interpretação é a idéia que nós seres humanos somos prisioneiros de nossas próprias criações subconscientes pessoais; assim sendo as atividades que Platão se concentrava, buscava meios para que os seres humanos se libertassem através de diferentes métodos de auto compreensão confrontando o mundo exterior com suas dimensões ocultas em seu próprio subconsciente.

A ORGANIZAÇÃO E A SEXUALIDADE REPRIMIDA

A relação da sexualidade e da organização são que ambas mantém uma simples referencia das diferenças explicitas entre o controle da organização que esta diretamente ligada a antigas regras e normas organizacionais e culturais.

Sendo que este conflito entre organização e sexualidade não devessem existir uma vez que o controle do corpo é fundamental ao controle da vida política, social e principalmente nas organizações.

As organizações não são condicionadas pêlos seus respectivos ambientes, mas são moldadas pelo interesses inconscientes dos seus membros, onde muito pode se fazer para resolver problemas pessoais e interpessoais entre indivíduos onde as conseqüências da sexualidade reprimidas estão além da personalidade do indivíduo.

A ORGANIZAÇÃO E A FAMÍLIA PATRIARCAL

Enquanto muitos se concentram na sexualidade e pregam a emancipação feminina no conjunto da sexualidade dentro da organização, a concepção Patriarcal dentro da organização são reconhecidas pelo contrário.

Muitas organizações relacionam de um modo bastante cultural a figura masculina em postos expressivos, com exceção de postos como aqueles de apoiar, bajular, entreter, agradar, que são diretamente ligadas a figura feminina.

Neste processo foram criadas organizações em que, em mais de uma forma se acha definido como sendo o mundo masculino; onde muitas delas colocam a figura dominante do macho como sendo a raiz das relações hierárquicas, onde ele (Patriarca) comanda e os outros obedecem como se fossem crianças.

Ao encarar as organizações como extensões inconscientes das relações familiares, consegue-se um poderoso instrumento para a compreensão de aspectos chaves do mundo empresarial.

A ORGANIZAÇÃO MORTE E IMORTALIDADE

Os seres humanos negam grande parte do seu tempo a realidade em que vive; principalmente quando se refere a morte como algo que não consegue compreender e que esta fora do seu conhecimento.

Grande parte dos seres humanos, mandam para o fundo de seu subconsciente seus maiores medos e principalmente do que não se tem certeza.

Isso faz com que se entenda um pouco mais as organizações no aspecto de mortalidade e os medos relacionados.

Muitos atos apresentados são relacionados a símbolos criados como fugas da nossa própria mortalidade.

Quando a organização estabelece objetivos profissionais a médio e longo prazo, e esses passam a fazer parte dos objetivos pessoais, esquecemos a condição de mortalidade e passamos a reafirmar nossa confiança no futuro desconhecido.

A ORGANIZAÇÃO E A ANSIEDADE

Todas as nossas ansiedades aparecem desde a infância quando o ser humano desde o berço possui a sensação de morte e aniquilamento quando experimenta o desconforto provindo do meio em que vive; quando na infância a criança tem que dividir seus brinquedos, a atenção dos pais com outra criança, começam a gerar pequenas ansiedades decorrentes desta pequena competição.

Desta maneira as organizações se caracterizam pelas lutas internas ou pôr uma pratica muito mais elevada do que na infância, onde os impulsos destrutivos de aniquilamento quase sempre se desencadeiam a partir do interior e do subconsciente que guardamos desde a infância, criando uma cultura que floresce de diferentes formas, no contexto de bloquearem o sucesso de seus amigos pensando não serem capazes de conseguirem o mesmo sucesso.

A ORGANIZAÇÃO BONECAS E URSINHOS DE PELUCIA

Desde a infância, valorizamos algumas coisas bem mais do que outras; principalmente quando estas se tornam amuletos, objeto de nossa obsessão.

Valorizamos aquilo e quando este objeto se quebra ou se perde, influencia profundamente em nosso subconsciente gerando conseqüências graves ao nosso desenvolvimento.

Da mesma forma a organização se da quando possui uma teoria de valorização do que não é importante e apresenta fragilidade ao se postar diante do seu meio ambiente e tem uma restrição enorme a mudanças que lhe são apresentadas.

Da mesma forma que os pais, podem apresentar objetos intermediários que a criança não valorize tanto, mas faz com que ela esqueça o objeto de culto, isso pode perfeitamente se apresentar nas organizações quando se é apresentado um pacote de mudanças intermediário que ajude o grupo a abandonar aquilo que valorizava antes das mudanças propostas.

CONCLUSÃO

O nosso psique, esta sempre relacionado ao nosso cotidiano, nossos atos e atitudes que apresentamos em cada fase de nossa vida, esta sempre relacionado ao nosso subconsciente.

É certo que carregamos desde o momento em que nascemos todos os nossos medos, ansiedades, ressentimentos, conhecimentos, tudo que aprendemos e vivenciamos e o descarregamos de alguma forma nas experiências que se apresentam diante de nós no nosso dia a dia.

Isso se da também dentro da organização, onde cada atividade nos é apresentada e as vezes parece estar fora da nossa capacidade realiza-la uma vez que não vivenciamos aquilo que esta a nossa frente; então passamos a liberar nosso subconsciente consequentemente nossos medos, ansiedades e nos achamos incapazes de realizar tal atividade porque não conhecemos o mundo além daquilo que nos foi apresentado.

 

 

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