A Fábrica do Futuro
Introdução Os paradigmas de empresa/fabricas, governos, funcionários, clientes e capital, entre outros, estarão radicalmente modificados já na próxima geração, e os cinco principais forças que estão redesenhando o mundo são: a mudança da estrutura demográfica, o avanço tecnológico, o processo de globalização, a preocupação com o meio ambiente e o impacto das mudanças governamentais sobre a sociedade. Em 2020, serão a educação, as comunicações, o entretenimento e, especialmente os esportes, estes por suas capacidade de globalizar marcas e associar a elas determinados valores que influirão no comportamento da próxima geração. Quanto as empresas, elas terão o futuro definido por seu capital intelectual; e os setores de atividades e instituições que podem converte-se em protagonistas de qualquer cenário futuro será em primeiro lugar o setor de tecnologia. Porém terá que haver também um novo tipo de relacionamento com fornecedores e clientes e no outro extremo -é bom observar isso -, os mais jovens deverão esquecer definitivamente a antiga separação entre a vida de estudante e o ingresso na força de trabalho. O certo é que muitos já terão sido incorporados ao mundo do trabalho enquanto estudavam, por necessidade ou, como ocorre freqüentemente na Califórnia, porque o espírito empreendedor não pode esperar e quer pôr-se à prova em negócios próprios, outro exemplo vem do Japão onde estão sendo criadas escolas para empreendedor. O capital humano é o recurso mais importante e escasso e define o futuro das empresas. Mais o que acontecerá se os efeitos da tecnologia forem principalmente negativos, como o aumento do desemprego ou crescente invasão da privacidade, por exemplo? Os governos devem intervir para mudar esse curso? Não, os governos não devem intervir muito. Pois o melhor exemplo é o sucesso da Internet, que não é fruto de estratégia de uma empresa, e sim de um número incontável de pessoas e organizações que souberam aproveitar o poder de uma rede. 1. A Fábrica do Futuro Quando ouvimos a expressão "fábrica do futuro" pensamos logo em uma instalação repleta de robôs, computadores comandando todas as operações e, no máximo, algumas poucas pessoas para ligar e desligar as máquinas. Essa é uma visão que não corresponde à realidade, nem presente nem futura. A fábrica do futuro será caracterizada por outros aspectos, além de um elevado grau de automação, e estará devidamente organizada em torno do computador, que integrará, através de softwares especialmente desenvolvidos, praticamente todas as atividades. 1.1 Organização da produção. Será focada na alta produtividade. As atividades que não agregam valor serão eliminadas. A filosofia de fazer certo desde a primeira vez será levada a extremos. Os refugos e retrabalhos não serão admitidos. Os métodos de trabalho terão mecanismos para a prevenção de problemas. Os níveis de estoques serão baixíssimos, pois o just-in-time estará em toda a parte, e os componentes serão entregues diretamente nas linhas de fabricação e/ou montagem. Os colaboradores serão treinados em várias funções, desde a operação, preparação e manutenção até projetos de novos produtos e/ou processos produtivos. O planejamento, a programação e o controle da produção, ou, melhor dizendo, dos processos produtivos, serão todos controlados por computadores através de softwares integrados. 1.2 Projeto dos produtos e dos processos. Os produtos terão um menor número de componentes, o que diminuirá os risco de falhas e os custos, sem que se perca a flexibilidade, pois os produtos serão modulados. Isso permitirá uma vasta combinação de componentes, que produzirão uma enorme variedade de produtos finais (uma camionete com três tipos de cabinas e três motorizações permite a formação de nove produtos finais diferentes). 1.3 Layout. É o elemento determinante da fábrica do futuro. As fábricas grandes hoje existentes serão divididas em várias pequenas unidades, dentro da fábrica original, devidamente focalizadas, organizadas em células de produção, com elevado grau de automação. Serão comuns as "ilhas de automação". Os novos projetos contemplarão áreas muito reduzidas para estoques de matérias-primas e produtos acabados, e não haverá previsão de áreas para retrabalho. 1.4 Comunicação visual. A comunicação visual estará cada vez mais presente em nossas fábricas e escritórios. As informações sobre produção, produtividade, objetivos atingidos e a atingir, porcentagem de refugos etc. estarão dispostas em quadros espalhados por todas as instalações, para serem lidos, analisados e criticados por todos os colaboradores. A era dos gerentes que guardam as informações para deter o poder está chegando ao fim. Na fábrica do futuro as informações serão disponibilizadas em tempo real, com a utilização de painéis eletrônicos conectados a vários terminais de entrada de dados e de leitoras ópticas, que, como parte integrante de sistema de código de barras, irão monitorar o processo produtivo, recebimento de matéria-prima, expedição de produtos acabados, o ponto dos colaboradores etc. 1.5 Posto de trabalho. O posto de trabalho será projetado tendo em vista os conceitos da ergonomia, procurando o conforto, hem-estar e segurança dos colaboradores. O ambiente de trabalho, além de extremamente limpo, contará com floreiras, jardins, verdadeiras salas de estar, com poltronas, cafezinho, jornais do dia, revistas etc. tudo no meio das máquinas, ao lado de corredores com o trânsito de empilhadeiras e outros meios de transporte interno. Em muitas empresas, o sistema just-in-time utiliza colaboradores que fazem a distribuição dos componentes em roller skates (desde que o peso e o volume permitam), que possibilitam maior rapidez e menor cansaço. 1.6 Compromisso com o meio ambiente. A fábrica do futuro será ecologicamente correia, isto é, não será poluidora. Todas serão certificadas nos termos da ISO 14000 ou normas correspondentes. A preocupação em trabalhar com materiais recicláveis estará presente em todas elas. Deverá haver uma contabilização dos custos sociais e ambientais, como também a utilização de tecnologias adequadas, tendo em vista as necessidades humanas e a preservação do meio ambiente.
A manutenção de instalações tem por objetivo básico mantê-las operando nas condições para as quais foram projetadas, e também fazer com que retornem a tal condição, caso tenham deixado de exercê-la.Outro aspecto intimamente ligado ao da manutenção é o da qualidade do produto. Interrupções levam quase sempre a uma queda na qualidade. Máquinas com defeitos, trabalhando de forma inadequada, não fabricam produtos dentro das especificações previstas. Esse movimento mundial em busca de maior qualidade e menor custo tem levado as empresas a dar à manutenção uma atenção toda especial. Até pouco tempo atrás só se sabia da existência da manutenção quando um equipamento quebrava, passando a ser alvo da atenção de toda a empresa e sofrendo críticas de todas as espécies. A concepção de que todo equipamento quebra está sendo reformulada. Hoje, dentro dos conceitos modernos, já se adota o princípio de zero quebra, isto é, não se admite mais a interrupção do processo produtivo em decorrência da parada de um equipamento, o que colocaria por terra os princípios do just-in-time, que prevê um fluxo ininterrupto de materiais e serviços.
3.1 Manutenção Corretiva. Como o nome bem diz, visa corrigir, restaurar, recuperar a capacidade produtiva de um equipamento ou instalação que tenha cessado ou diminuído sua capacidade de exercer as funções para as quais foi projetado. 3.2 Manutenção Preventiva. Consiste em executar uma série de trabalhos, como trocar peças e óleo, engraxar, limpar etc. segundo uma programação preestabelecida. Normalmente os manuais de instalação e operação que acompanham os equipamentos fornecem as instruções sobre a manutenção preventiva, indicando a periodicidade com que determinados trabalhos devem ser feitos. A manutenção preventiva exige, acima de tudo, muita disciplina. Só as empresas maiores e mais organizadas e conscientes dispõem de equipes próprias ou terceirizadas para os serviços de manutenção preventiva. As vantagens da manutenção preventiva são inúmeras; por exemplo: · Aumenta a vida útil dos equipamentos. · Reduz custos, mesmo a curto prazo. · Diminui as interrupções do fluxo produtivo. · Cria uma mentalidade preventiva na empresa. · É programada para os horários mais convenientes. · Melhora a qualidade dos produtos, por manter condições operacionais dos equipamentos. 3.3 Manutenção Preditiva. Consiste em monitorar certos parâmetros ou condições de equipamentos e instalações de modo a antecipar a identificação de um futuro problema. Assim, através da análise química do óleo de corte de uma máquina-ferramenta, podem-se detectar problemas de desgaste nas ferramentas de corte. Através da análise de fotos infravermelhas de um painel elétrico podem-se detectar pontos de superaquecimento que logo provocariam uma interrupção no fornecimento de energia elétrica. Para componentes críticos, como o eixo de uma turbina, a monitoração das vibrações é feita em tempo real, com a utilização de sensores e softwares específicos que interpretam os dados colhidos, transformando-os em informações gerenciáveis. A manutenção preditiva é quase toda terceirizada. pois necessita de tecnologia específica, que poucas empresas podem fornecer.
Diferentemente dos casos vistos acima, a manutenção produtiva total (TPM) vai bem além de uma forma de se fazer manutenção. É muito mais uma filosofia gerencial, aluando na forma organizacional, no comportamento das pessoas, na forma com que tratam os problemas, não só os de manutenção, mas todos os diretamente ligados ao processo produtivo. A TPM apoia-se em três princípios fundamentais, a saber: 4.1 Melhoria das pessoas. Sem o desenvolvimento, preparação e motivação das pessoas é praticamente impossível atingir um nível adequado de aplicação da filosofia TPM. Todos os programas iniciam-se com um treinamento do pessoal. A multifuncionalidade deverá ser atingida. 4.2 Melhoria dos equipamentos. Depois das pessoas, os equipamentos constituem o maior recurso de uma empresa. A teoria da TPM advoga que todos os equipamentos podem e devem ser melhorados, conseguindo-se, a partir daí, Grandes ganhos de produtividade. É falso supor que uma fabrica, para ser moderna e de alta produtividade, deve contar com equipamentos novos. 4.3 Qualidade total. A TPM é parte integrante dos conceitos de qualidade total, já tão difundidos entre nós. A implantação de um programa de TPM deve caminhar paralelamente à implantação de um programa de melhoria da qualidade e da produtividade.
Para aumentar a produtividade dos equipamentos e, conseqüentemente, de toda a empresa, a TPM recomenda o ataque às denominadas seis grandes perdas. Perda l — Quebras. É a quantidade de itens que deixa de ser produzida porque a máquina quebrou. É a mais conhecida e mais facilmente calculada. Deve ser combatida com uma manutenção preventiva eficaz. Perda 2 — Ajustes (setup). É a quantidade de itens que deixa de ser produzida porque a máquina estava sendo preparada e/ou ajustada para a fabricação de um novo item. Deve ser combatida com técnicas de redução de setup (trocas rápidas). Perda 3 — Pequenas paradas/tempo ocioso. R a quantidade de itens que deixa de ser produzida em decorrência de pequenas paradas no processo para pequenos ajustes, ou por ociosidades várias, como, por exemplo, bate-papo do operador. Perda 4 — Baixa velocidade. F a quantidade de itens que deixa de ser produzida em decorrência de o equipamento estar operando a uma velocidade mais baixa do que a nominal especificada pelo fabricante. Perda 5 — Qualidade insatisfatória. É a quantidade de itens que é perdida (para todos os efeitos, é como se eles não tivessem sido produzidos) por qualidade insatisfatória, quando o processo já entrou em regime. Perda 6 — Perdas com start-up. É a quantidade de itens que é perdida (para todos os efeitos, é como se eles não tivessem sido produzidos) por qualidade insatisfatória, quando o processo ainda não entrou em regime. No start-up ou partida, o índice de perda é em geral maior.
A denominação OEE (de overall equipment effectiveness) é bem mais usada nos meios de manutenção do que a abreviatura da "tradução", que poderia ser EGE (de eficiência global do equipamento). Dessa forma, usaremos também OEE, que é definida como: OEE = ID X IE x IQ
Uma empresa pode definir uma política de manutenção com ênfase em vários aspectos. Entre eles: · Postura preventiva. Estabelece e implanta um programa de manutenção preventiva em todos os níveis. Através de software, terá condições de gerir com precisão todos os eventos, como trocas de peças após certo número de horas de uso. limpeza etc. · Maior número de máquinas com menor utilização. Não sobrecarrega equipamentos, diminui quebras e aumenta a confiabilidade. · Treinamento de operadores. São treinados para efetuar pequenas manutenções de rotina, conforme filosofia da TPM. · Projeto robusto. Trabalhar com equipamentos robustos, isto é, capazes de suportar eventuais sobrecargas de trabalho sem apresentar defeitos. · Manutenibilidade. Optar pela compra de equipamentos que se caracterizem pela facilidade de se efetuar as manutenções. · Tamanho das equipes de manutenção. Trabalhar com folga de mão-de-obra de manutenção para que eventuais ocorrências simultâneas possam ser prontamente atendidas. · Maior estoque de peças sobressalentes. Como no caso anterior, tem-se maior segurança no atendimento. · Redundância de equipamentos. Principalmente para os críticos, dispor de reserva que possa ser utilizada imediatamente.
A cada dia dependemos mais de máquinas, que, por mais sofisticadas que sejam, também apresentam falhas ou mesmo quebram, deixando de operar.É necessário que tais equipamentos exerçam a função para a qual foram projetados e, na medida do possível, não apresentem falhas ou, na forma como queremos tratá-los, sejam confiáveis, pelo menos durante um certo período de tempo previamente especificado Confiabilidade é a probabilidade de que um sistema (equipamento, componente, peça, software, pessoa humana) dê como resposta aquilo que dele se espera, durante um certo período de tempo e sob certas condições. É fácil perceber que existe uma estreita relação entre qualidade e confiabilidade. Aliás, a confiabilidade é uma das várias dimensões da qualidade, e sua procura tem levado a produtos de qualidade cada vez maior. A fabricação de produtos críticos, isto é, aqueles que direta ou indiretamente possam colocar em risco a segurança de pessoas e/ ou instalações, é cada vez mais rigorosa, sempre procurando aumentar a sua confiabilidade. Lei das Falhas Basicamente as falhas de um equipamento ou componente podem decorrer do uso ou ser aleatórias. Todos os componentes se deterioram com o uso, como rolamentos, mancais, engrenagens etc. É de esperar que, após certo tempo* de uso, mesmo nas condições especificadas, as falhas comecem a surgir. Falhas aleatórias são decorrentes do acaso, como um pneu furado, a quebra de um componente mecânico ou eletrônico.
Várias estratégias são utilizadas no sentido de aumentar a confiabilidade de sistemas. · Manutenções preventivas · Manutenções preditivas · Manutenção produtiva total · Transporte seguro · Melhoria da qualidade · Melhoria do projeto Resenha Crítica Os últimos anos têm servido para testar a capacidade das empresas em se adaptarem. Se o mercado relativamente fechado preservava uma situação de estabilidade para as organizações, a abertura de mercado, bem como outros fenômenos que podem ser resumidos pela palavra globalização começaram a exigir das organizações posturas destinadas aquelas que até então vinham adotando. Entre essas novas posturas podem citar-se a flexibilidade, o uso mais intenso de inovações e o melhor aproveitamento da capacidade humana ligada a organização. Internet 2002 "Este século será marcado por grandes transformações econômicas e sociais em todo o mundo principalmente, pela introdução de novas tecnologias, é a nova ordem nos mercados mundiais. Essas transformações mundiais exigirão novos padrões de qualidade, que naturalmente, exigirão maior qualificação do pessoal produtivo e gerencial". Estamos vivendo uma nova era de mudanças constantes onde a tecnologia é o principal de tudo, a sua não existência levaria-nos a era das cavernas, tentamos acompanhar essas modificações, mas sem êxito, sua transformação é muito mais rápida. Segundo Domenico (2000,p.175) "se devêssemos, porém, indicar os elementos que exercem papel propulsor do sistema pós-industrial e de sua dinâmica, não teríamos dúvida: privilegiaríamos a ciência, a tecnologia, a globalização, o progresso organizativo, a escolarização os mass média." Martins e Laugeni cita que "quando falamos de fábrica do futuro, pensamos logo em uma instalação reflita de robôs, computadores comandando todas as operações e, no máximo algumas poucas pessoas para ligar e desligar as máquinas." Realmente esta visão não corresponde a realidade, pois o ser humano sempre terá espaço na organização, pois sua criatividade vão além de um simples apertar botão, acredito que os robôs, com os seus braços, os seus olhos, substitui a força muscular, os trabalhos perigosos e maçantes. Além do ser humano, o meio ambiente será o aspecto mais estudado e analisados, e que se mais investirá na fábrica do futuro, pois sem essas peças fundamentais (natureza) simplesmente nos tornamos simples gafanhotos. Algumas empresas do médio e grande porte já abriram os olhos para este problema, e investem maciçamente em tecnologia para a redução de resíduos químicos, é o caso da Cola-Cola. Internet 2002 "A coca-cola vem obtendo, em toda a cadeia produtiva, economia de recursos, recuperação de insumos, diminuição das perdas e atribuição de maior valor agregado ao processo. E, dessa forma, a companhia também exerce e promove a cidadania, controlando a poluição e colaborando para preservação do meio ambiente, gerando empregos e apoiando instituições e projetos sociais nas comunidades onde atua". Isso será sem dúvida a chave para a existência da fábrica do futuro. Algumas características da fábrica do futuro segundo Victor Minshawka e Báez p. 286: · Tamanhos limitados das fabricas; · Ações que tendem a evitar a deteriorização do meio ambiente (reprojeto de embalagens, menor emissão de gases contaminante, etc. Como cita também Martins. · Desaparecimento dos limites funcionais entre o projeto e a engenharia do processo para encurtar o ciclo do desenvolvimento de novos produtos. As empresas (fábricas) tendem-se a se modernizar com equipamentos cada vês mais rápidos e práticos, com isso este equipamento precisam ser altamente confiável e que exerçam a função pela qual foram projetados. Martins diz que cada vez mais aumenta nossa dependência dos equipamentos e instalações, a exemplo dos telefones, computadores, automóveis, etc. A interrupção do processo produtivo gera uma série de problemas, como reclamação dos clientes, que não serão atendidos no prazo estabelecido, aumento de índice de acidente no trabalho, entre outros problemas. Martins cita ainda que a concepção de que todo equipamento quebra, está sendo reformulada. Hoje, dentro dos conceitos modernos, já se adota o princípio de zero quebra. Com isso temos a Manutenção Produtiva Total, como forma de eliminação das quebras. Segundo Martins K. Starr (1971, pg. 426), "freqüentemente nos defrontamos com as alternativas, reparar e manter os equipamentos regularmente segundo uma programação, ou esperar que falhem. A escolha entre elas deve ser ditadas pelas características dos equipamentos e pelos custos envolvidos". Dentro deste princípios temos a: · Manutenção Corretiva · Manutenção Preventiva · Manutenção Preditiva Martins diz que (TPM) é muito mais uma filosofia gerencial, atuando na forma organizacional, no comportamento das pessoas. A TPM apóia-se em três princípios fundamentais · Melhoria das pessoas · Melhoria total · Qualidade total Nesta filosofia o desenvolvimento das pessoas, a motivação é a partida inicial para a construção de um TPM confiável. Peter M. Serge (1990) "diz que a medida que o mundo torna-se mais interligado e os negócios mais complexos e dinâmicos, o trabalho está cada vez mais ligado ao aprendizado e já não é suficiente ter uma única pessoa aprendendo pela organização toda". Os Japoneses dizem que aprenderam muito com os Estados Unidos porém os conceitos deles de qualidade e produtividade têm uma grande diferença em relação aos norte-americanos; pensamos mais no fator humano do que na racionalização. Sem a cooperação e compromisso dos trabalhadores não há produtividade.
Novo ambiente empresarial, o mundo dos negócios mudou qualitativamente desde o final da década de 1980, com conseqüências profundas, a abertura dos mercados, a concorrência global, avanços na área de tecnologia da informação alteraram de forma irreversível a capacidade de produzir e fazer negócios, eliminado as restrições tradicionais de tempo e espaço. Outra grande tendência tem sido a fragmentação dos mercados de consumo e negócios. Na empresa do futuro, o objetivo do desenho será institucionalizar as mudanças, aumentar a velocidade do relógio, neste contexto, o momento certo é o fator mais importante. Durante os períodos de mudanças radicais e descontínuas, quem muda primeiro tem vantagens significativas. Foco na carteira de negócios, as empresas de sucesso terão de desenvolver antenas organizacionais sensíveis e suas principais características serão: objetivos simultâneos, menores custos, simplificação da produção, flexibilidade e velocidade; interconexão total entre as áreas de produção e comercialização; relações mais estreitas com os clientes; menor tempo de preparação da máquina para uma rápida resposta ao cliente; relação mais estreitas com os fornecedores ; a empresa vista como um sistema integração entre estratégias (proliferação de diversas tecnologias ; capacitação continua do pessoal ; tamanho limitado das fabricas; e diferentes sistemas contábeis.Vejamos como ilustra o que esta acontecendo no Japão com os seus muitos modelos de fábricas do futuro. A filosofia de eficiência aprendida com os ocidentais, porém transformada de acordo com os seus próprios conceitos, baseia-se em três princípios: 1 - a melhoria da produtividade deve aumentar o emprego e não reduzi-lo; 2 - o aumento da produtividade depende do entrosamento entre empresários e trabalhadores; 3 - os resultados do incremento de produtividade devem ser divididos com os consumidores e trabalhadores. Esses princípios simples foram efetivamente disseminados na sociedade japonesa e graças a eles é que aconteceu a prosperidade do país no pós-guerra. A sociedade uniu-se e CAPITAL e TRABALHO chegaram a uma situação desejável de confiança mútua. Se de um lado Frederico Winslow Taylor talvez seja ainda o mais popular espectro a assombrar os modernos pensadores da administração, é também uma grande injustiça não elogiá-lo, pois Taylor sempre ressaltou que a associação voluntária entre administrador e empregados, bem como a medição precisa das tarefas, era assencial para aumentar a produtividade. A medição de resultados (produmetria) e o planejamento da produção ( para o que não deixem de ser úteis as técnicas clássicas como MRP, JIT etc.) é fundamental introduzir na nova realidade competitiva os novos sistemas de informação. No caso, a informação que se deseja ter as seguintes características: VOLUME, FREQUÊNCIA E PRECISÃO. Na Daihatsu, montadora japonesa a organização do trabalho e a motivação combinam-se com a aplicação intensiva de alta tecnologia, enquanto que o serviço pesado fica com os robôs, os cronômetros e as pranchetas têm ficado nas mãos dos trabalhadores, e não nas dos controladores. Isto explica o estrondoso êxito da NUMMI, mesmo com o uso generalizado dos métodos de Taylor. O homem é a chave. A única saída é usar a inteligência. Fora da inteligência, não há solução. O aprendizado faz parte da nossa natureza; além disso, todo ser humano gosta de aprender. Tenha fé que vai aprender. Porém, com a fé apenas não se realiza muito. Mas sem fé não se realiza nada. Referencia Bibliográfica 1. MIRSHAWKA, Victor e Baéz, Victor E. Produmetria = Idéias para Aumentar a Produtividade. São Paulo. Ed. Mcgraw-Hill Ltda. 1. MASI, Domenico de. O Futuro do Trabalho. Rio de Janeiro. Ed. Unb, 2000 2. SENGE, Peter. A quinta disciplina. São Paulo: Best Seller, 1990 3. STARR, Martin K. Administração da Produção. São Paulo. Ed. Edgard Blücher Ltda. 1971 4. Internet, 2002. www.iem.efei.br/prod.html 5. MARTINS, Petrônio G. e Laugeni, Fernando P. Administração da Produção, 4º tiragem. São Paulo. Ed. Saraiva, 2000
|