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A ERA DA REVOLUÇÃO


RESUMO

Vemos que está acontecendo uma enorme revolução na sociedade, pois milhares de empresas novas surgem para competir no mercado, mas aquela que age lentamente estará cada vez mais perto de desaparecer.

As mudanças organizacionais englobam alterações fundamentais no comportamento humano, nos padrões de trabalho, assim como nos valores em respostas a modificações ou antecipando alterações estratégicas, de recursos ou de tecnologia. Sendo que, as mudanças podem ocorrer por três motivos principais: crises e problemas, novas oportunidades e novas diretrizes "(internas e externas). Sendo a chave para o sucesso nessas mudanças a gerência das pessoas".

A definição de reengenharia pode ser vista em quatro palavras chaves: fundamental, radical, drástica e processos. Na primeira palavra, a reengenharia deve ser fundamental na sua aplicação, devendo se recorrer aos princípios da organização para ver como se utilizam às táticas para realizarem suas atividades. As premissas da reengenharia são utilizadas para definir o que fazer e como se está fazendo.

O mercado deverá ser cada vez mais o mundo inteiro e os clientes serão todos os povos. Algumas empresas _ já estão abrindo empresas e filiais em quase todos os países do mundo. O conhecimento de idiomas e das diversas culturas é indispensável nessa aldeia global, pois o executivo do futuro será um cidadão do mundo a serviço de sua empresa.


INTRODUÇÃO

Estamos entrando em uma época de mudanças descontinuas, na qual tudo está mudando, ou seja, está havendo uma revolução, onde essa nova era não se movimenta em linha reta, é mais agregadora.

Antes as empresas queriam ser cada vez melhores, e se, no entanto, alguma empresa ficasse atrasada, ela ainda teria tempo para alcançar os seus concorrentes, hoje, com essas mudanças tão descontínuas, a empresa que ficar para trás em algum momento, jamais terá a oportunidade de alcançar seus concorrentes e então está fadada ao fim.

Observa-se que numa questão de décadas, toda a sociedade se rearranja. Esse rearranjo vai desde a sua visão do mundo, seus valores, suas estruturas sociais e políticas e até mesmo suas artes e suas instituições básicas. Isso reflete bem uma das mais marcantes características dessa sociedade, a grande permeabilidade a mudanças.

Vemos, portanto, que a reengenharia é uma mudança radical, que visam melhorar a eficácia da empresa, em todos os aspectos tais como qualidade, serviço, custo e velocidade.

Este atual milênio já vem sendo delineado há alguns anos. Os contornos do que este novo século será já começaram a se definir através de alguns fatores fundamentais, que dominarão o mundo das empresas neste atual milênio: globalização, Tecnologia e informação e conhecimento.


1 – A ERA DA REVOLUÇÃO

Estamos entrando em uma época de mudanças descontinuas, na qual tudo está mudando, ou seja, está havendo uma revolução, onde essa nova era não se movimenta em linha reta, é mais agregadora.

Gary Hamel (2001) ressalta que "velhas empresas desapareceram e novas surgiram".

Vemos que está acontecendo uma enorme revolução na sociedade, pois milhares de empresas novas surgem para competir no mercado, mas aquela que age lentamente estará cada vez mais perto de desaparecer.

Antes as empresas queriam ser cada vez melhores, e se, no entanto, alguma empresa ficasse atrasada, ela ainda teria tempo para alcançar os seus concorrentes, hoje, com essas mudanças tão descontínuas, a empresa que ficar para trás em algum momento, jamais terá a oportunidade de alcançar seus concorrentes e então está fadada ao fim.

Nessa nova era, as oportunidades passam cada vez mais rápido, sem dar chance alguma a quem tiver um pequeno tropeço pelo caminho.

As organizações podem chegar a perder muito dinheiro se elas não se adaptarem as mudanças.

De acordo com Gary Hamel (2001) "Toda era traz uma mistura própria de promessas e perigos e a Era da revolução é farta em ambos os ingredientes", ou seja, essa nova era está recheada de novas situações inesperadas, onde tudo pode acontecer.

A era da revolução exige pessoas revolucionárias, que saibam inovar e estar sempre à frente das mudanças.

No mundo cada vez mais globalizado, com a revolução tecnológica e a árdua busca pela competitividade, as empresas obrigaram-se a promover mudanças organizacionais.

Segundo CHIAVENATO (1996, p 24) Mudança é a passagem de um estado para outro. É a transição de uma situação para outra situação diferente. Mudança representa transformação, perturbação, interrupção, fratura. A mudança está em toda parte; nas organizações, nas cidades, nos hábitos das pessoas, nos produtos e serviços, no tempo e no clima, no dia-a-dia.


1.1 - A Revolução na Organização Social

Roberto Silveira Braga "O ambiente social em que estamos vivendo e continuaremos a viver nos próximos anos será caracterizado, dentro de um processo de transformação da base econômica da sociedade, por mudanças cada vez mais rápidas e profundas causadas pelo desenvolvimento da tecnologia".

Observa-se que numa questão de décadas, toda a sociedade se rearranja. Esse rearranjo vai desde a sua visão do mundo, seus valores, suas estruturas sociais e políticas e até mesmo suas artes e suas instituições básicas. Isso reflete bem uma das mais marcantes características dessa sociedade, a grande permeabilidade a mudanças.

Braga explana que "O desenvolvimento da tecnologia vem gerando grandes mudanças na concepção do cotidiano das pessoas".

As mudanças organizacionais englobam alterações fundamentais no comportamento humano, nos padrões de trabalho, assim como nos valores em respostas a modificações ou antecipando alterações estratégicas, de recursos ou de tecnologia. Sendo que, as mudanças podem ocorrer por três motivos principais: crises e problemas, novas oportunidades e novas diretrizes "(internas e externas). Sendo a chave para o sucesso nessas mudanças a gerência das pessoas".


1.2 – Mudanças Radicais: A Reengenharia Organizacional

O que é Reengenharia.

Segundo Idalberto Chiavenato (1996; p.180) "A reengenharia é a mudança radical dos processos de trabalho da empresa e a implementação de novos projetos totalmente diferentes".

Vemos, portanto, que a reengenharia é uma mudança radical, que visam melhorar a eficácia da empresa, em todos os aspectos tais como qualidade, serviço, custo e velocidade.

A definição de reengenharia pode ser vista em quatro palavras chaves: fundamental, radical, drástica e processos. Na primeira palavra, a reengenharia deve ser fundamental na sua aplicação, devendo se recorrer aos princípios da organização para ver como se utilizam às táticas para realizarem suas atividades. As premissas da reengenharia são utilizadas para definir o que fazer e como se está fazendo. A palavra radical quer dizer que a reengenharia deve ir profundamente nas coisas, devendo desconsiderar as estruturas e os procedimentos e partir para algo totalmente nova. Veremos que a terceira palavra, drástica é um dos princípios mais fortes, pois nela a reengenharia quer saltos drásticos no desempenho e não apenas pequenas mudanças, requerem uma renovação drástica. E por fim, a última palavra, que são processos, a reengenharia impõe uma renovação nos processos da empresa, deixando totalmente de lado os órgãos e as estruturas existentes.

Chiavenato (1996) ressalta que "a reengenharia requer um completo repensar de processos empresariais."

Os esforços bem-sucedidos caminham em sete passos, que veremos a seguir:

·        O primeiro passo diz que a reengenharia deve começar por cima, tendo total apoio da administração e suporte aos esforços de reengenharia para todos os níveis abaixo.

·        No segundo, a empresa deve estabelecer metas e manter os objetivos bem claros, devendo saber os principais motivos que tornam ativo os esforços da reengenharia nas empresas, que são a redução de custos, a melhoria da qualidade e o aumento da competitividade.

·        No terceiro passo a organização deve obter suporte, ou seja, ela precisa envolver pessoas de talento das várias áreas da empresa.

·        No quarto passo, Hammer (1994) ressalta que "a essência da reengenharia é o pensamento descontinuo, que derruba regras, tabus, paradigmas e premissas que servem de base para as operações". Vemos, portanto, que o importante é remover barreiras que é imposto pelas velhas regras as mudanças.

·        O quinto passo diz que a empresa deve fazer um levantamento de sua situação atual, fazendo com que isso sirva de base para o trabalho da reengenharia.

·        O sexto passo incentiva as empresa a investigar possibilidades em tecnologia da informação, vendo como ela poderia ser aplicada aos problemas da empresa a medida em que vão sendo identificados.

·        E no último passo, veremos que as metas precisam ser reforçadas e o compromisso redobrado, a empresa não deve simplesmente consertar os furos, mas sim trocar o que está errado ou fazer tudo novamente.

1.3 – Agentes de Mudança da Reengenharia

A reengenharia deve ser feita por pessoas altamente capazes, pois o sucesso depende exclusivamente das pessoas que estão relacionadas com o desenvolvimento dela.

Para o bom desenvolvimento da reengenharia, ela deve ser feita por uma equipe composta pelo líder, o proprietário do processo e a equipe de reengenharia.

O líder é aquele que coordena, autoria e motiva o esforço geral de reengenharia. Ele deve rever a missão e os objetivos do negócio, redefinir a estratégia da empresa e estabelecer os processos a serem objeto da reengenharia.

O proprietário do processo é aquele responsável por um processo especifico e pelo esforço da reengenharia concentrado neste processo. Ele é o principal responsável pelo sucesso ou fracasso da reengenharia do processo, por isso as empresas têm grande dificuldade de encontrá-lo e identificá-lo.

A equipe de reengenharia é um grupo de pessoas dedicadas a reengenharia de um processo específico, que reescreve o processo existente, da o diagnóstico de suas características e supervisiona sua redefinição e implementação.

2 – TERCEIRO MILÊNIO

Este atual milênio já vem sendo delineado há alguns anos. Os contornos do que este novo século será já começaram a se definir através de alguns fatores fundamentais, que dominarão o mundo das empresas neste atual milênio: globalização, Tecnologia e informação e conhecimento.

2.1 – Globalização

A globalização é um fator chave para este milênio por que nada deve impedir o caminho para a internacionalização dos negócios e as fronteiras derrubadas. O mercado deverá ser cada vez mais o mundo inteiro e os clientes serão todos os povos. Algumas empresas _ já estão abrindo empresas e filiais em quase todos os países do mundo. O conhecimento de idiomas e das diversas culturas é indispensável nessa aldeia global, pois o executivo do futuro será um cidadão do mundo a serviço de sua empresa.

Segundo o autor Lacerda "A globalização é um conjunto de transformações que estão ocorrendo na economia mundial".

2.1.1 – A Globalização e a Economia

Lacerda "A globalização produtiva, ou seja, a forma como a economia real – ou seja a produção de demanda, o emprego e os investimentos podem fazer frente aos novos tempos, e aos desafios para inserção nesse novo processo" .

A Terceira Revolução Industrial é uma Conjugação de Mudanças Simultâneas.

O mercado financeiro ganhou quase vida própria. O volume de transações no mercado mundial envolve fluxos diários de 1.8 trilhão de dólares. Esse é o valor que muda de mão a cada dia, em velocidade impressionante , o que gera grandes dificuldades para a condução da economia dos países em geral, especialmente dos emergentes.

Do ângulo de produção, três elementos fundamentais caracterizam o processo da globalização produtiva. O investimento direto estrangeiro constitui a primeira vertente da globalização produtiva e tem gerado um aumento fantástico ou competitividade. O processo de fusões e aquisições do plano mundial mostra a que isso vem ocorrendo de forma muito intensa.

O segundo, é o avanço do comércio internacional, proporcionado não só pelo crescente processo de internacionalização da economia, como também pela formação de blocos econômicos. Hoje a economia internacional está basicamente dividida em grandes blocos.

O mercosul constitui um grande avanço no Brasil, pois ampliou a liderança dele com outros blocos econômicos e melhores condições de negociar.

A terceira vertente, está ligado ao avanço tecnológico que, além de modificar muitas coisas proporcionou grande mobilidade de capitais, também teve seu efeito sobre o lado produtivo. Quando na década de 70, o avanço da microeletrônica permitiu não só o armazenamento das informações mas também processa-las em um chip de memória, deu-se um grande passo a frente, que proporcionou a crescente automação dos processos de produção, com fantásticos ganhos de produtividade.

Por conta disso, tivemos a terceira revolução industrial.

Mesmo entre países desenvolvidos, há simetrias no processo de globalização , pois o espaço de cada um está mudando.

O ranking internacional mostra que o participante nas exportações mundial também é denominado pelos grandes países. Dentro do processo de globalização certamente se encontra desempenho econômico diferentes.

Os Estados Unidos por exemplo: tem um grau de desenvolvimento e crescimento econômico bastante significativo e uma taxa de desemprego proporcionalmente baixa. Já o Japão na década de 80, teve uma taxa de desenvolvimento muito baixa. Finalmente a Alemanha, ainda apresenta uma taxa de desemprego elevada, superior a 10%. Isso mostra que mesmo nos países desenvolvidos, há simetrias no processo da globalização, porque o espaço de cada um dentro do fenômeno internacional está mudando, baseados em novos paradigmas.

O melhor desempenho fica por conta dos Estados Unidos. Que a nove anos cresce as taxas expressivas , com um elevado aumento de produtividade proporcionado pela nova economia.

A grande transformação estrutural, que estão ocorrendo em conseqüência da globalização, atinge não só os países desenvolvidos, mas também os em desenvolvimento, que tem recebido fluxos cada vez maiores de investimento direto estrangeiro: receberam 200 milhões de um total de 800 bilhões aplicados em 1999.

O Brasil, até por conta do ambiente favorável, tem recebido uma parcela crescente dos investimentos diretos estrangeiros. No início da década de 90, atraía uma parte muito pequena de tais investimentos, entre 1.5 e 2 bilhões de dólares, que foi crescendo, até atingir 30 bilhões no ano passado. A previsão para este ano, gira em torno de 26 bilhões de dólares, o que é importante para fazer frente aos gastos com o pagamento de juros e outros compromissos internacionais do Brasil. O fator fundamental para esse resultado foi a participação estrangeira na privatização. Cerca de 44% dos recursos para as privatizações vieram de investidores estrangeiros.

O Brasil está se consolidando no ranking mundial como segundo país em desenvolvimento a receber maior volume de investimentos diretos estrangeiros.

2.2 – Tecnologia

As previsões para este século é que a tecnologia deverá ser distribuída por um numero muito grande de pessoas, e não se centrar em uma pequena elite de executivos. Essa democratização do poder tecnológico deverá influenciar todas as escalas sociais de profissões. As operações manuais que exigem esforços repetitivos e não exige raciocínio deverão ser executadas por máquinas, o que já vem acontecendo.

London "A tecnologia, está sendo cada vez mais a ferramenta para os homens trabalharem melhor". E o conhecimento da tecnologia será vital para a liberação do homem para atividades mais sofisticadas. Um conjunto de tecnologias baseadas no conceito de renovação tecnológica, constante é característica principal da economia internacional nos últimos 50 anos. Essa renovação apresenta-se ao mundo como um processo irreversível e em plena evolução. Poucas vezes na historia do mundo fomos capazes de dar saltos qualitativos, como estamos fazendo neste momento, sobre essa base a qual operamos as sociedades. Nem mesmo a revolução industrial foi capas de abrir tantos caminhos e promover tantas mudanças. A capacidade de gerar impactos tão profundos na estruturação social e econômica, e de permitir a criação de novas riquezas a partir da inovação é fruto do uso de novas tecnologias.

2.2.1 – Tecnologia da Informação

Abreu e Resende "A tecnologia de informação é um recurso tecnológico e computacional para geração e uso da informação" b. Pode –se considerar –la o centro da organização social , do comportamento humano do funcionamento e da expansão do setor econômico e de toda atividade humana produtiva e de reflexão incluindo a cultura.

London "Não há movimento algum na história da humanidade que não possa ser compreendido por movimento da tecnologia e informação". Quando se fala da tecnologia da informação, estamos falando de biologia, genética, antropologia, cosmologia, físicas telecomunicações etc...

verdade é que não existiria possibilidade de organizar e manter a vida em um planeta de 7 Bilhões de viventes, não fosse a existência e o crescimento constantes das aplicações tecnológicas .

Como imaginar, hoje, a industria Bélica, os serviços públicos, os entretenimento, os sistemas de gestão empresarial, os sistemas de comercio nacional e internacionais, etc. sem contar com a tecnologia de informação?

Os executivos estão usando esse meio de tecnologia como forma de adquirir conhecimento e informações precisas para suas organizações.

Com a tecnologia e informação a velocidade de transmissão da informação permite que uma boa parte, ou talvez a maior parte do trabalho seja feita em qualquer lugar ou em casa e não mais necessariamente no escritório da empresa, com essa tecnologia o mundo se tornará pequeno, pois onde quer que a pessoa esteja ela poderá acessar rapidamente essa informação e aplica-la construtivamente em um negócio.

Graças à tecnologia da informação hoje é possível a existência de empresas virtuais, banco virtual, loja virtual, etc. onde os contatos pessoais são substituídos pelos contatos via computador. Tudo pode ser possível com essa tecnologia, e a Internet está aí para comprovar.

2.3 – Conhecimento

Neste século, o principal recurso econômico é o conhecimento. O grupo social muito importante é aquele constituído pelos trabalhadores do conhecimento. Este trabalhador não será necessariamente aquele que opera um computador ou algum equipamento sofisticado, mas aquele , mas aquele que transforma os dados processados em informação para o cliente sobretudo o trabalhador que sabe operar alguma tecnologia. E a tecnologia será apenas uma ferramenta nas mãos do homem e não ele nada tecnologia.

O aprendizado deve ser um dogma, sem o qual o ser humano não conseguirá evoluir. A valorização da sabedoria segundo Druker exigirá enormes investimentos na área da educação.


4 – OPINIÕES DE PROFISSIONAIS SOBRE NOVAS MUDANÇAS

Estes profissionais responderam essa pergunta, mostrando que estamos vivendo um momento de mudanças importantes.

Os protestos são positivos, mostram que há necessidade de adaptações em muitas frentes. Nesse sentido, os autores apontam muitas direções a seguir. Um denominador comum aparece: mais de quer mudar o mundo, temos que mudar o Brasil para tirarmos o máximo proveito. Algumas receitas de mudanças internas foram bem colocadas, no decorrer do capítulo mostraremos respostas destes profissionais.

4.1 – Opiniões de Profissionais sobre Novas Mudanças

Celso Martone

São as reformas de caráter institucional, especialmente aquelas referentes ao contexto do setor público. A produtividade ou eficácia do setor público deve ser aumentada radicalmente, o que significa melhorar a qualidade de uso dos recursos pelo setor público.

Eduardo Novogrebelski

O fator mais importante é a ascensão do Brasil à potência regional. Os dois grandes pólos da América Latina, atualmente, são México e o Brasil. Este último adquiriu um status e um reconhecimento inédito por parte dos países latinos e pela comunidade internacional.

Emersom Kapaz

A estabilização e a inserção da economia brasileira no mercado internacional, foram fatores importantes de mudanças para o Brasil. Além deles, há a "Nova Economia", representada pela Internet, pelos meios de comunicação e pela conexão dos mercados globais. A estruturação do Brasil no quadro de globalização, a formação dos blocos econômicos e a interferência que esses blocos têm nas mudanças internacionais são fundamentais para o entendimento do contexto atual.

Antônio Corrêa de Lacerda

A estabilização, a globalização, a nova economia, as reformas, quadro político, a questão social.

O que há de novo no cenário internacional das últimas décadas é a nova fase de acumulação capitalista, um processo que combina a extraordinária expansão dos fluxos financeiros, o incremento do comércio entre os países, e tudo impulsionado por uma excepcional evolução tecnológica. A essa combinação de fatores temos chamado de globalização econômica.

Maria Silvia Bastos Marques

No Brasil, quase tudo está acontecendo ao mesmo tempo. Na última década, saímos de uma inflação elevadíssima para uma estabilidade inflacionária e nossa economia era dominada por empresas estatais ou empresas familiares. Em dez anos, este quadro mudou radicalmente, não só do ponto de vista das indústrias, mas também dos serviços.

Ozires Silva

O Brasil está, assim como os outros países do Mundo, enfrentando mudanças que globalmente atingem a todos, como a globalização, a Nova Economia. No entanto, as formas pelas quais equacionamos nossos problemas, tanto no passado quanto no presente, são fundamentalmente insatisfatórias. Basta ver o que conseguimos, em termos de desenvolvimento econômico e social, nos 500 anos de vida, quando nos comparamos, por exemplo, com Estados Unidos.

Antoninho Marmo Trevisan

Naturalmente, no ponto de vista empresarial, o que está presente nas decisões, nas discussões, tem a ver com a maneira como cada uma das empresas brasileiras se posiciona frente a um processo de globalização que estabeleceu uma nova maneira de competir.

Carlos Fagundes

A estabilização de preços provocou uma profunda mudança conceitual na forma de se fazer negócios no Brasil. A lógica empresarial da fase inflacionária e das ações oportunísticas de curto prazo vem sendo substituída pelas visões estratégicas de longo prazo.

Emilio Odebrecht

Os fatores de mudança mais importantes neste momento no Brasil e no mundo são, sem dúvida, a velocidade e a quantidade de informações existentes.

O desnível do conhecimento, principalmente entre os hemisférios Norte e Sul, configura o contexto atual, dentro do qual o Brasil apresenta uma posição menos desfavorável. À medida que a globalização elimina fronteira entre países, as mudanças ficam mais acentuadas e velozes.

Joaquim Elói Cirne de Toledo

Pensando em curto prazo e analisando o fenômeno da globalização, considero que a conjugação da estabilização com o desenvolvimento da parte social brasileira é fundamental.

Quanto à estabilização, acredito que maior parte do desafio já foi enfrentada, ainda que permaneçam dúvidas acerca da parte fiscal, fator que vive sobre um equilíbrio tênue que pode ser rompido.

4.2 – Opiniões de Funcionário e Alunos do UNASP

Luciano Stefano Corte

As mudanças que estão acontecendo no Brasil e no Mundo são as Eleições, crise na Argentina, Educação, Políticas Sociais, ajuste fiscal, a flexibilidade nas leis trabalhistas, crescimento econômico no EUA, relações comerciais agrícolas, crise Oriente Médio, Enfraquecimento de bloco econômico "Mercosul, Alça" .

Adriano Aparecido Zílio

O fator de mudança mais importante neste momento é a globalização, mercosul, o livre comercio, a importação e exportação de carros e outros. O que tem mais influenciado no mundo é o avanço da Internet.

Robinson Panaino

Fatores econômicos: - As indústrias estão trabalhando no limite de seus custos e para tanto o desemprego aumentou e o desenvolvimento eletrônico é maior.

Fatores sociais: - O governo está muito pressionado a fazer reformas nesta área pela força do FMI que exige mudanças urgentes no quadro social brasileiro.

Laércio S. Santiago

Educação,estabilidade econômica, consciência política, qualificação da mão de obra, abertura do mercado, adequação às exigências do mercado externo.

Helder Jorge de Araújo Águas

As próximas eleições serão o fator decisivo para o estabelecimento de economia segura para o país.

Gumercindo Alves Martins

Partindo do princípio que não há desenvolvimento econômico dissociado do social, ao meu ver algumas coisas boas têm ocorrido no Brasil nos últimos anos. A primeira delas eu diria ser a estabilidade da moeda - O Plano Real, pois a inflação é o imposto social mais caro que a sociedade paga, principalmente os pobres que ficam indefesos diante dela. O capital do rico na época da inflação era aplicado de forma especulativa no mercado financeiro. Hoje este mesmo capital tornou-se Capital Produtivo.

Uma outra boa coisa foi a desestatização, sobrando mais recursos para ser aplicado na função principal de um Governo que é a educação, saúde e segurança.


CONCLUSÃO

Vemos que está acontecendo uma enorme revolução na sociedade, pois milhares de empresas novas surgem para competir no mercado, mas aquela que age lentamente estará cada vez mais perto de desaparecer.

Como nunca, as empresas estão mudando numa velocidade assustadora. Palavras como estabilidade e segurança foram riscadas do dicionário do mundo do negócio. A capacidade de mudar é essencial para qualquer empresa e vai torna-se ainda mais importante em um mundo em que as estratégias competitivas se alteram de uma maneira cada vez mais rápida e freqüente.

A globalização é um fator chave para este milênio por que nada deve impedir o caminho para a internacionalização dos negócios e as fronteiras derrubadas. Poucas vezes na historia do mundo fomos capazes de dar saltos qualitativos, como estamos fazendo neste momento, sobre essa base a qual operamos as sociedades. Nem mesmo a revolução industrial foi capas de abrir tantos caminhos e promover tantas mudanças. Neste século, o principal recurso econômico é o conhecimento. O grupo social muito importante é aquele constituído pelos trabalhadores do conhecimento.

BIBLIOGRAFIA

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BRETAS, Maria José Lara de. Faces da decisão: as mudanças de paradigmas e o poder da decisão. Ed. Makron Books; São Paulo; 1997.

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DAVENPORT, Thomas. Reengenharia de processo: como inovar na empresa através da tecnologia da informação. Ed. Campos; Rio de Janeiro; 1994.

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HAMEL, Gary. A Era da Revolução. Revista HSM Management; São Paulo; Janeiro – Fevereiro 2001.

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