A Árvore do Conhecimento
Neste precioso livro, dos biólogos chilenos Humberto R. Maturana e Francisco J. Varela, nos conduz a um passeio que segue um itinerário circular. Parte em um longo percurso pela autopoiese celular, a organização dos metacelulares e seus domínios condutuais, a clausula operacional do sistema nervoso, os domínios lingüísticos e a linguagem. Aos poucos vão armando com peças simples um sistema explicativo capaz de mostrar como surgem os fenômenos próprios dos seres vivos. Assim acabam por mostrar como os fenômenos sociais, fundados num acoplamento lingüístico, dão origem a linguagem, a partir de nossa experiência cotidiana do conhecer, nos permite gerar a explicação de nossa origem.O começo é o final. Para leitores de uma maneira geral, assim como para estudantes e cientistas, este livro é ricamente ilustrado com exemplos advindos da biologia, da lingüística e dos fenômenos socioculturais. Escrito por autores altamente profissionais como: · Francisco J. Varela - Ph.D. em Biologia (Harvard, 1970). Nasceu no Chile. Depois de ter trabalhado nos EUA, mudou-se para a França, onde passou a ser diretor de pesquisas no GNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas) no Laboratório de Neurociências Cognitivas do Hospital Universitário da Salpêtrière, em Paris, além de professor da Escola Politécnica, também em Paris. Seu pensamento se expressa em vários livros e mais de 50 trabalhos científicos nas áreas de neurobiologia, biologia celular, epistemologia, cibernética e matemática aplicadas. Recebeu prêmios e distinções acadêmicas internacionais. Escreveu livros como A mente incorporada: ciências cognitivas e experiência humana, 2003, Artes Médicas. De máquinas e seres vivos: autopoiese: a organização do vivo, 1997, Artes Médicas. · Humberto R. Maturana - Ph.D. em Biologia (Harvard, 1958). Nasceu no Chile. Estudou Medicina (Universidade do Chile) e depois Biologia na Inglaterra e EUA. Como biólogo, seu interesse se orienta para a compreensão do ser vivo e do funcionamento do sistema nervoso, e também para a extensão dessa compreensão ao âmbito social humano. É professor da Universidade do Chile. Que escreveu livros como Emoções e linguagem na educação e na política, 1999, Ufmg. Formação humana e capacitação, 2000, Vozes. A ontologia da realidade, 1999, Ufmg. Formação humana e capacitação, 2001, Vozes. Cognição, ciência e vida cotidiana, 2001, Ufmg. Formação humana e capacitação, 2002, Vozes. De máquinas e seres vivos: autopoiese: a organização do vivo, 1997, Artes Médicas. Da biologia à psicologia, 1998, Artes Médicas. · Rolf Behncke autor do prefacio- Chileno (1947), engenheiro civil de minas, universidade do Chile. Pós-graduação; universidade Católica, instituto de ciências biológicas: ecologia. Faculdade de medicina: neurobiologia. Faculdade de ciências; biologia do conhecimento. E chefe da mina subterrânea El Salvador (Atacama, Chile); Estruturação de programas para o desenvolvimento social: meio ambiente, população, cultura, família, comunicação. O que levou do interesse inicial pelos fenômenos físico-estruturais ao campo da biologia do próprio conhecimento foi a seguinte questão: A inteligência humana, em sua máxima expressão, e o amor seriam fenômenos biologicamentes convergentes? A perspectiva cientifica responderia a este questionamento? Trabalhando com Humberto Maturana, ele encontrou o que buscava.
Humberto Maturana e Francisco Varela ofereceram a seu público leitor uma obra que trata de bases biológicas da compreensão humana. Desvendando os segredos do texto, de 281 páginas, publicado em 1995, em edição única, capa mole, formato 16 cm x 23 cm no valor de R$28,60 na livraria Pergaminho pela editora Workshopsy, de São Paulo. A obra é composta de duas partes, prefácio e 10 capítulos, assim distribuídos: concepções de língua, sujeito, texto e sentido; Aspectos sociocognitivos do processamento textual; Escrito por Rodof Behncke, o prefacio com o nome de Ao pé da árvore é dividido 3 subtítulos Primeira folhas:a necessidade de nos conhecermos, Brotos de inspiração, Folhas finais: Viragens para um reencontro. O autor mostra que os impulsos altruístas, presentes desde o começo de nossa vida de seres sociais, são a condição biológica de possibilidade do fenômeno social: Sem altruísmo não há fenômeno social. Explica porque o processo de aprendizagem, para os seres sociais, é tudo. Criar o conhecimento, o entendimento que possibilita a convivência humana, é o maior, mais urgente, mais grandioso e mais difícil desafio com que se depara a humanidade atualmente. O prefacio também nos passa a idéia de que o observador é um sistema vivo, e o entendimento do conhecimento como fenômeno biólogo deve dar conta do observador e do seu papel nele( no sistema vivo ). E tanto o biólogo quanto o teórico do celebro ou o pensador social enfrentam um problema fundamental quando, querendo ou não, têm de descrever um sistema do qual eles mesmos são componentes. Se o pensador social exclui a si mesmo da sociedade as qual ele quer fazer uma teoria, em circunstâncias que, para descrevê-la, deve um membro seu , ele não produz uma teoria social adequada, porque essa teoria não o inclui. Se tratar de um biólogo explorando o funcionamento do celebro para dar conta de seus fenômenos cognoscitivos sua descrição do operar cerebral será necessariamente incompleta se não mostrar como surge nele, com seu celebro, a capacidade de fazer estas descrições. Em vez do clássico triângulo observador – organismo – ambiente, o que há é um circulo com o observador no centro, em que o observador é só um modo de viver o mesmo campo experiencial que se deseja explicar. "ser humano" que se faz (fazemo-nos) continuamente a si mesmo, num operar recursivo, tanto de processos autopoiéticos como sociais (linguagem), com os quais se dera continuamente a auto descrição do que fazemos. Não é possível conhecer senão o que se faz. Nosso ser humano é pois uma continua criação humana. Nos faz refletir na condição humana como uma natureza cuja a evolução e realização está no encontro do ser individual com sua natureza última, que é ser social. Portanto, se o desenvolvimento individual depende da interação social, a própria formação, o próprio mundo de significados em que se existe, é função do viver com os outros. A aceitação do outro é então o fundamento para que o ser observador ou outoconsciente possa aceitar-se plenamente a si mesmo. Só então se redescobre e pode se revelaro próprio ser em toda a imensa extensão dessa trama interdependente de relações que conforma nossa natureza existencial de seres sociais. Já os chilenos Humberto R. Maturana e Francisco J. Varela distribuíram assim seus capítulos: Capítulo I: conhecendo o conhecer; Capítulo II: A organização dos seres vivos; Capítulo III: História, reprodução e hereditariedade; Capítulo IV: A vida dos metacelulares; Capítulo V: A deriva natural dos seres vivos; Capítulo VI: Domínio de conduta; Capítulo VII: Sistema nervoso e conhecimento; Capítulo VIII: Os fenômenos sociais; Capítulo IX: Domínios lingüísticos e consciência humana; Capítulo X: A árvore do conhecimento; Estas 229 paginas divididas em 10 capítulos foi visto varias experiências e ilustrações ótimas, onde nos passa uma explicação satisfatória do fenômeno conhecer. Ao examinarmos mais de perto como chegamos a conhecer este mundo, sempre descobriremos que não podemos separar nossas historia se ações, biólogas e sociais, de como ele nos parece ser. É algo tão óbvio e próximo de nós que fica muito difícil percebê-lo. A situação especial de conhecer como se conhece é tradicionalmente elusiva em nossa cultura ocidental, centrada na ação, e não na reflexão. Talvez uma das razões por que se evita tocar nas bases do nosso conhecer é a sensação um pouco vertiginosa causada pela circularidade de se utilizar o instrumento de análise para analisar o instrumento de análise. "Como pretender que um olho veja a si mesmo". Tal encadeamento entre ação e experiência, indica que todo ato de conhecer produz um mundo, como diz os autores "todo fazer é conhecer e todo conhecer é fazer", "Tudo que é dito, é dito por alguém". Não há uma descontinuidade entre social e o humano e suas raízes biológicas. O fenômeno do conhecer é um todo integrado, e todos os seus aspectos estão fundados sobre a mesma base. O ponto de partida deste livro foi a consciência de que todo conhecer é uma ação da parte daquele que conhece. O fato de o conhecer ser a ação daquele que conhece esta enraizado no modo mesmo de seu ser vivo, em sua organização. Os seres vivos se caracterizam por, literalmente, produzirem-se continuamente a si mesmo dando o nome á organização de autopoiética. Os componentes moleculares de uma unidade autopoiética celular devem estar dinamicamente relacionados numa contínua rede de interações. O ser e o fazer de uma unidade autopoiética são inseparáveis, e esse constitui seu modo especifico de organização. Estamos dizendo simplesmente que a reprodução não pode ser parte da organização do ser vivo porque, para que algo se reproduza, e´preciso que antes seja uma unidade e tenha uma organização que o defina ser vivo! Também os seres vivos são capazes de existir sem se reproduzirem, ou seja, a reprodução não pode ser parte da organização do ser vivo porque, para que algo se reproduza, é preciso que antes seja uma unidade e tenha uma organização que o define. "O erro está em confundir participação essencial com responsabilidade única". Ontogenia é a história da um dança estrutural de uma unidade sem que esta perca sua organização. A célula classifica e vê suas contínuas interações com o meio de acordo com sua estrutura a cada instante, que por sua vez está em contínua mudança devido a sua dinâmica interna. Para o operar do sistema nervoso, não existe fora nem dentro, e sim apenas a manutenção das correlações próprias que estão em continua mutação. Adequado é, portanto, reconhecer o sistema nervoso como uma unidade definida por suas relações internas, cuja as interações só modulam sua dinâmica estrutural, dentro de sua clausula operacional. A manutenção dos organismos como sistema dinâmico em seu meio depende de uma compatibilidade entre os organismos com o meio, que chamamos de adaptação. A adaptação, portanto, é uma conseqüência necessária do acoplamento estrutural da unidade com o meio, e portanto não deveria surpreender. Os biólogos observam que freqüentemente se diz que os seres vivos são mais ou menos adaptados, ou que sua adaptação é o resultado de sua história evolutiva. Afirmam ainda que essa interpretação da adaptação é equivocada, pois se baseia em crenças, modelos e critérios estabelecidos por observadores que se julgam externos aos processos que investigam. Tais critérios traduzem os pressupostos desses observadores e suas necessidades de confirmá-los, e não aquilo que de fato acontece no âmbito dos fenômenos. Como acentuam os dois biólogos, se estão confinadas ao contexto das descrições feitas pelo observador, as comparações sobre maior aptidão e maior adaptação só podem gerar descrições e teorias que não têm relação direta com as histórias individuais de manutenção da adaptação dos seres vivos. Conclusão: não existe sobrevivência do mais apto (a chamada competitividade), e sim sobrevivência do apto (que chamo de competência). Denominamos conduta as mudanças de postura ou posição de um ser vivo que um observador descreve como movimento ou ações em relação a um determinado meio. Para o operar do sistema nervoso, não existe fora nem dentro, e sim apenas a manutenção das correlações próprias que estão em contínua mutação. Adequado é, portanto, reconhecer o sistema nervoso como uma unidade definida por suas relações internas, cujas interações só modulam sua dinâmica estrutural, dentro de sua clausura operacional. Os chilenos prescrevem muitas vezes, e é preciso frisar bem, que toda conduta é um fenômeno relacional, que nós, como observadores, notamos entre o organismo e seu meio. No entanto, o âmbito de possíveis condutas de um organismo é determinado por sua estrutura, já que é esta especifica seus domínios de interação. Por esse motivo, toda vez que se desenvolvem, nos organismos de uma mesma espécie, certas estruturas independentes das peculiar idades de suas historia de interação, diz-se que tais estruturas são determinadas geneticamente e que as condutas que tornam possíveis são instintivas Ao contrário, se as estruturas que tornam possível uma certa conduta entre os membros de uma espécie se desenvolvem somente se há uma historia particular de interações, diz-se que as estruturas são ontogênicas e que as condutas são apreendidas. Surge que a aprendizagem é uma expressão do acoplamento estrutural, que sempre manterá uma compatibilidade entre o operar do organismo e o meio. Toda interação de um organismo, toda conduta observada, pode ser avaliada por um observador como um ato cognitivo. Da mesma maneira, o viver a conservação ininterrupta do acoplamento estrutural como ser vivo é conhecer no âmbito do existir."viver é ação efetiva no existir como ser vivo". Entender a dinâmica social humana como um fenômeno biológico, permite que os membros do rebanho relacionam-se em atividades que não lhes seriam possíveis como indivíduos isolados."viver em sociedade é uma questão natural". Cada indivíduo está continuamente ajustando sua posição na rede de interações do grupo segundo sua dinâmica própria, resultado da história de acoplamentos estruturais do grupo. Entendemos os fenômenos sociais como aqueles associados à participação dos organismos na constituição de unidades de terceira ordem e comunicação como observadores, designamos como comunicativas as condutas que ocorrem num acoplamento social, e como comunicação e coordenação comportamental que observamos como resultado dela. Cada pessoa diz o que diz e ouve o que ouve segundo sua própria determinação estrutural. Da perspectiva de um observador, sempre há ambigüidade numa interação comunicativa. O fenômeno da comunicação não depende do que se fornece, e sim do que acontece com o receptor. E isso é muito diferente de ‘ transmitir informações’. Na deriva natural se estabelece um equilíbrio entre o individual e o coletivo, pois os organismos, ao acoplarem-se estruturalmente em unidades de ordem superior, incluem a manutenção dessas estruturas na dinâmica de sua própria manutenção. Vimos que a existência do vivo na deriva natural, tanto onto como filogenética, não depende da competição e sim da conservação da adaptação, e que o surgimento da linguagem humana, bem como todo contexto social em que esta aparece gera o fenômeno inédito, até onde sabe, do mental e da consciência de si como a experiência mais íntima do homem.
O ponto de partida de A Árvore do Conhecimento é surpreendentemente simples: A vida é um processo de conhecimento; assim, se o objetivo é compreendê-la, é necessário entender como os seres vivos conhecem o mundo. Eis o que Humberto Maturana e Francisco Varela chamam de biologia da cognição. Sendo esta a sua tese central: vive-se no mundo e por isso somos parte dele; vive-se com os outros seres vivos, e portanto compartilhamos com eles o processo vital. O modo como se dá o conhecimento é um dos assuntos que há séculos instiga a curiosidade humana. Desde o Renascimento, o conhecimento em suas diversas formas tem sido visto como a representação fiel de uma realidade independente do conhecedor. Ou seja, as produções artísticas e os saberes não eram considerados construções da mente humana. Com alguns intervalos de contestação (como aconteceu logo início do século 20, por exemplo), a idéia de que o mundo é pré-dado em relação à experiência humana é hoje predominante - e isso talvez mais por motivos filosóficos, políticos e econômicos do que propriamente por causa de descobertas científicas de laboratório. Segundo essa teoria nosso cérebro recebe passivamente informações vindas já prontas de fora. Num dos modelos teóricos mais conhecidos, o conhecimento é apresentado como o resultado do processamento (computação) de tais informações. Em conseqüência, quando se investiga o modo como ele ocorre (isto é, quando se faz ciência cognitiva), a objetividade é privilegiada e a subjetividade é descartada como algo que poderia comprometer a exatidão científica. Tal modo de pensar se chama representacionismo, e constitui o marco epistemológico prevalente na atualidade uma nossa cultura. Sua proposta central é a de que o conhecimento é um fenômeno baseado em representações mentais que fazemos do mundo. A mente seria, então, um espelho da natureza. O mundo conteria "informações" e nossa tarefa seria extraí-las dele por meio da cognição. Para eles, o mundo não é anterior à nossa experiência. Nossa trajetória de vida nos faz construir nosso conhecimento do mundo – mas este também constrói seu próprio conhecimento a nosso respeito. Mesmo que de imediato não o percebamos, somos sempre influenciados e modificados pelo que experienciamos. Como aconteceu com muitas outras, essa posição teórica também produziu conseqüências práticas e éticas. Veio, por exemplo, reforçar a crença de que o mundo é um objeto a ser explorado pelo homem em busca de benefícios. Essa convicção constitui a base da mentalidade extrativista, e com muita freqüência predatória - dominante entre nós. A idéia de extrair recursos de um mundo-coisa, descartando em massa os subprodutos do processo estendeu-se às pessoas que assim passaram a ser utilizadas e, quando se revelam "inúteis", são também descartadas.
Para terminarmos, vale a pena ressaltar que Maturana e Varela mostram que a idéia de que o mundo não é pré-dado, e que o construímos ao longo de nossa interação com ele. Também é construído por nós, num processo incessante e interativo, é um convite à participação ativa nessa construção. Que na verdade todos nós deveríamos ter essa percepção de forma muito clara, porque é tão obvio nossa responsabilidade neste mundo! Árvore do Conhecimento constitui um marco no que se refere à reflexão sobre como conhecemos o mundo. Suas idéias têm um caráter revolucionário e abrem uma perspectiva ampla e múltipla, que inclui em especial a biologia, a sociologia, a antropologia, a epistemologia e a ética. Do modo como foi trabalhado pelos autores, este entrelaçamento de disciplinas produziu resultados surpreendentes, que são apresentados por meio de uma linguagem clara e precisa. Este brilhante texto de tais características permitem que seja facilmente compreensível por um público diversificado, que vai desde o leitor médio interessado nessas áreas até estudantes e acadêmicos de todos os cursos. Com justiça, o livro de Maturana e Varela vem sendo citado em várias das relações que destacam as obras mais importantes do século 20. Nesse livro, seus autores apresentam um novo enfoque da cognição que tem importantes implicações sociais e éticas para, segundo eles, o único mundo que nós humanos podemos ter. As teorias dos dois autores constituem uma concepção original e desafiadora, cujas conseqüências éticas agora começam a ser percebidas com crescente nitidez.
Maturana R, Humberto. e Varela, Francisco. A árvore do conhecimento, edição única. Biologia/Evolução das espécies/Ética. Schers Verlag, Berna, Munique e Viena, 1987. Brochura: 281 páginas Formato: 16 cm x 23 cm. Valor R$28,60, livraria Pergaminho. Título original Der baum der erkenntnis Die Biologischen Wurzeln des menschlichen Erkennens Copyright 1987 by Schers Verlag, Berna, Munique e Viena Conselho editorial José Carlos Vitor Gomes Maria Aparecida Lovo Tradução Jonas Pereira dos Santos Revisão técnica José Carlos Vitor Gomes Diagramação Micro laser Comercial Ltda-ME Coordenação editorial Lucélia Caravieri Temple WORKOSHOPSY – Livraria, Editora, e Promotora de Eventos Campinas – São Paulo - Brasil
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