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| Ana Carolina | ANA Rita Joana Iracema e CAROLINA |
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(Totonho Villeroy)
Um buraco é um lugar onde alguém afunda
Um buraco é um lugar onde eu não quero estar
Deixa estar, deixa estar
Minha boca linda
Quero te ver, quero te ver passar
Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste
Eu tô saindo, eu tô saindo deste buraco
Help! Eu preciso sambar
Help! Não há quem me pare
Help! Eu preciso sambar
Um buraco no chão é uma armadilha
Um buraco no teto é complicação
Se chover quero estar do teu lado, ó minha
Se o sol aparecer já não garanto não
Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste
Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo já
Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste
Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste
buraco
Help! Eu preciso sambar
Help! Não há quem me pare
Help! Eu preciso sambar
Uma fenda, uma fossa, uma rachadura
Uma vala, um cabresto eu não quero não
Eu te vi no buraco da fechadura
Com um buraco feito a bala no teu coração
Uma toca, um vão, um beco sem saída
Um buraco no dente é uma dor de cão
Eu não quero passar pela avenida
Numa escola sem enredo e mal de evolução
Eu tô saindo...
(Evaldo Gouveia/Jair Amorim)
Alguém me disse
que tu andas novamente
De novo amor, nova paixão
Todo contente
Conheço bem tuas promessas
Outras ouvi
Iguais a essas
Esse seu jeito de enganar
Conheço bem
Pouco me importa
Que tu beijes tantas vezes
E que tu mudes de paixão
Todos meses
Se vais beijar
Como eu bem sei
Fazer sonhar
Como eu sonhei
Mas sem ter nunca amor igual
Ao que eu te dei
(John)
Eu não vim aqui
Pra entender
Ou explicar
Nem pedir nada pra mim
Não quero nada pra mim
Eu vim pelo que sei
E pelo o que sei
Você gosta de mim
É por isso que eu vim
Eu não quero cantar
Pra ninguém a canção
Que eu fiz pra você
Que eu guardei pra você
Pra você não esquecer
Que eu tenho um coração
E é seu
Tudo mais que eu tenho
Tenho tempo de sobra
Tive você na mão
E agora
Tenho só essa canção
(Ana Carolina)
Eu tranco a porta pra todas as mentiras
E a verdade também está lá fora
Agora, a porta está trancada
A porta fechada me lembra você a toda hora
A hora me lembra o tempo que se perdeu
Perder é não ter a bússola
É não ter aquilo que era seu
E o que você quer?
Orientação?
Eu tranco a porta pra todos os gritos
E o silêncio também está lá fora
Agora, a porta está trancada
Eu pulo as janelas
Será que eu tô trancado aqui dentro?
Será que você tá trancado lá fora?
Será que eu ainda te desoriento?
Será que as perguntas são certas?
Então eu me tranco em você
E deixo as portas abertas
(Ana Carolina)
Se precisa de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem
No meu armazém
Tem de tudo quase tudo
Tem rodo, tem barbante
Tem farinha, pedra-pomes
Prendedô, passadô
Escorredô, esmalte vermelho
E tem até couro pra pandeiro
Mas tudo é embrulhado
Num papel fuleiro
Se precisa de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem
Mas se você não vem
A saudade é longa dobro minha manga
A saudade é tanta te vendo uma fanta
A saudade é dura vendo também miniatura
A saudade não passa
Só não vendo de graça
A saudade me cala não tem trocado leva bala
A saudade é um bocado paro de vender fiado
A saudade é um bocado paro de vender fiado
Se precisar de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem
Por entre o realejo lá no fim do dia
(Totonho Villeroy)
Minha garganta estranha quando não te vejo
Me vem um desejo doido de gritar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
Venho madrugada perturbar teu sono
Como um cão sem dono me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Sei que não sou santa, vezes vou na cara dura,
Vezes ajo com candura pra te conquistar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Vim parar nessa cidade por força da circunstância
Sou assim desde criança, me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar
(Ana Carolina)
A canção
Tocou na hora errada
E eu que pensei que sabia tudo
Mas se é você eu não sei nada
Quando ouvi
A canção era madrugada
Eu vi você até senti tua mão
E achei até
Que me caía bem como a luva
Mas veio a chuva
Ficou tudo tão desigual
A canção tocou no rádio agora
Mas você não pôde ouvir por causa do temporal
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
A canção
Tocou na hora errada mas
Não tem nada não
Eu até lembrei das rosas que dão no inverno
Não tem nada não
Eu até lembrei das rosas que dão no inverno
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
(Lulu Santos)
Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
E quantas atirei
Tanta farpa, tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é so easy se viver
Hoje não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
Encostar no teu peito
E se isso for algum defeito por mim
Tudo bem
(Arnaldo Antunes)
Não existe a lei da gravidade
Nunca é a hora da verdade
Nunca se responde uma pergunta
Nunca é o dia de São Nunca
Nunca é
Agora ou nunca é
Nunca
Quem é livre não quer liberdade
Não existe a lei da gravidade
Pode viajar de avião
Pode colocar os pés no chão
Nunca é
Agora ou nunca é
Nunca
Não existirá eternidade
Não existe a lei da gravidade
Nunca existiu o paraíso
Nunca é o dia do juízo
Nunca é
Agora ou nunca é
Nunca
(Frejat, Paulinho Moska, Dulce Quental)
Meu coração está feliz
Por causa de você
Minha vida mudou de vez
Depois que você chegou
Sou outra pessoa
Uma pessoa bem melhor
Se amor tivesse uma cor
Seria a sua
Se fosse branca a cor
Seria a mais bela das luas
Toda beleza que o amor pedir
Eu quero pra você
O melhor de mim, o melhor de mim
Se o amor tivesse um nome
Seria o seu
Se fosse flor o seu nome
Seria o mais doce jasmim
Você sabe me fazer feliz
E eu quero pra você
O melhor de mim, o melhor de mim
O meu corpo está mais quente
Por causa de você
Minha pele mudou de cor
Depois que você chegou
Você entrou na minha vida
Como um anjo cheio de luz
Tudo ficou mais claro
Tudo ficou azul
(Chico Buarque, Tom Jobim)
Já conheço os passos desta estrada
Sei que não vai dar em nada
Seus segredos sei de cor
Já conheço as pedras do caminho
E sei também que ali sozinho
Eu vou ficar tanto pior
O que é que eu posso contra o encanto
Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto, e que no entanto, volta sempre
A enfeitiçar, com seus mesmos tristes
Velhos fatos, que num álbum de retratos
Eu teimo em colecionar
Lá vou eu de novo, feito um tolo
Procurar o desconsolo, que eu cansei de conhecer
Novos dias tristes, noites claras
Versos, cartas, minha cara ainda volto a lhe escrever
Pra lhe dizer que isto é pecado
Eu trago o peito tão marcado
De lembranças do passado e você sabe a razão
Vou colecionar mais um soneto
Outro retrato em branco e preto
A maltratar meu coração
(Alvin L.)
São as coisas que você não diz
Que me matam de medo
Vagando entre a terra e o céu
Disfarçadas de segredo
Seu rosto não tem marcas
Sua história não tem meio nem fim
As fotos que eu tirei de você
Só revelaram a mim
Eu devo gostar de perder
Meu tempo com você
Ouça meu silêncio gritando
"Agora é tarde demais"
Eu sonho toda noite com a falta
Que você me faz
Não use roupas quentes
Não me apresente seus pais
Eu devia ter ficado em casa
E me deixado em paz
Eu devo gostar de perder
Meu tempo com você
(Ana Carolina)
Sempre chega a hora da solidão
Sempre chega a hora de arrumar o armário
Sempre chega a hora do poeta a plêiade
Sempre chega a hora em que o camelo tem sede
O tempo passa e engraxa a gastura do sapato
Na pressa a gente não nota que a lua muda de formato
Pessoas passam por mim pra pegar o metrô
Confundo a vida ser um longa-metragem
O diretor segue seu destino de cortar as cenas
E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos
E já não vai mais ao cinema
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Penso quando você partiu assim sem olhar pra trás
Como um navio que vai ao longe e já nem se lembra do cais
Os carros na minha frente vão indo e eu nunca sei pra onde
Será que é lá que você se esconde?
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
A idade aponta na falha dos cabelos
Outro mês aponta na folha do calendário
As senhoras vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diário
O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim
Que nada tem fim
(Chico Buarque, Edu Lobo)
Olha, será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha, será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah! Diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha, será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina a vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
(Ana Carolina, Marilda Ladeira, Fernando Barreto)
Eu não quero saber de você
Eu não escrevo mais cartas de amor
As lágrimas são adereços
Adornos de usar
Porque me mostra o mar se quero ver o navio
O amor sente frio
Feche seu casaco
Eu bem que te avisei pra não confiar em mim
Suas mãos estão repletas mas precisam de flores
Assim como Rodin precisou de muitos amores
A lágrima não é só de quem chora
A lágrima não é só de quem chora
Tô indo embora
Tô caindo fora
(Jorge Mautner)
Eu
uso óculos escuros
Pras minhas lágrimas esconder
E quando você vem para o meu lado
Ai, as lágrimas começam a correr
E eu sinto aquela coisa no peito
Eu sinto aquela grande confusão
Eu sei que eu sou um vampiro
Que nunca vai ter paz no coração
Às vezes eu fico pensando
Porque que eu faço as coisas assim
E a noite de verão, ela vai passando
Com aquele seu cheiro louco de jasmim
E eu fico embriagado de você
Eu fico embriagado de paixão
No meu corpo o sangue, não corre, não
Corre fogo e lava de vulcão
Eu fiz uma canção cantando
Todo amor que eu sinto por você
Você ficava escutando impassível
Eu cantando do teu lado a morrer
E ainda teve a cara de pau
De dizer naquele tom tão educado
"Oh, pero que letra mas hermosa
que
habla de un corazon apasionato..."
Por isso é que eu sou um vampiro
E com meu cavalo negro eu apronto
E vou sugando o sangue dos meninos
E das meninas que eu encontro
Por isso é bom não se aproximar
Muito perto dos meus olhos
Senão eu te dou uma mordida
Que deixa na sua carne aquela ferida
Na minha boca eu sinto
A saliva que já secou
De tanto esperar aquele beijo ai,
Aquele beijo que nunca chegou
Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha pros meus olhos
Você é o estandarte da agonia
Que tem a lua e o sol do meio-dia...
(Ana Carolina)
Eu não gosto de Joana
Joana tem uma cara esquisita
Joana tem uma risada careta e maldita
Eu não gosto das suas unhas
E seu jeitinho de ainda vencerei
Joana é meio problemática
Perde tempo estudando física matemática
Joana lá com seus cadernos
Olha eu detesto a Joana
E seu rosto pálido de batom rosa
Joana nem gosta de prosa
Joana implica quando eu ponho Billie Holiday na vitrola
Joana não gosta quando eu escuto Billie Holiday na vitrola
Joana emburra quando eu escuto Billie Holiday na vitrola
Joana lá com seus cadernos
Essa é a canção que eu fiz no dia que eu tirei
Pra falar mal de Joana
Dedico também minha implicância
A essa canção sem importância
Mas sei que seremos eternos
Eu
Billie Holiday
E Joana lá com seus cadernos
(Antonio Carlos Jobim, Chico Buarque)
Ah,
se já perdemos a noção da hora
Se
juntos já jogamos tudo fora
Me
conta agora como hei de partir
Se,
ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi
com o mundo, queimei meus navios
Me
diz pra onde é que inda posso ir
Se
nós, nas travessuras das noites eternas
Já
confundimos tanto as nossas pernas
Diz
com que pernas eu devo seguir
Se
entornaste a nossa sorte pelo chão
Se
na bagunça do teu coração
Meu
sangue errou de veia e se perdeu
Como,
se na desordem do armário embutido
Meu
paletó enlaça o teu vestido
E
o meu sapato inda pisa no teu
Como,
se nos amamos feito dois pagãos
Teus
seios inda estão nas minhas mãos
Me
explica com que cara eu vou sair
Não,
acho que estás te fazendo de tonta
Te
dei meus olhos pra tomares conta
Agora
conta como hei de partir
(Chico Buarque)
Te
perdôo
Por
fazeres mil perguntas
Que
em vidas que andam juntas
Ninguém
faz
Te
perdôo
Por
pedires perdão
Por
me amares demais
Te
perdôo
Te
perdôo por ligares
Pra
todos os lugares
De
onde eu vim
Te
perdôo
Por
ergueres a mão
Por
bateres em mim
Te
perdôo
Quando
anseio pelo instante de sair
E
rodar exuberante
E
me perder de ti
Te
perdôo
Por
quereres me ver
Aprendendo
a mentir ( te mentir, te mentir )
Te
perdôo
Por
contares minhas horas
Nas
minhas demoras por aí
Te
perdôo
Te
perdôo porque choras
Quando
eu choro de rir
Te
perdôo
Por
te trair
(Ana Carolina)
Eu faço samba e amor a qualquer hora
De madrugada tem batucada
E eu tô afim de você
Ficar parado eu não agüento
Não quero viver a exemplo da vida dos santos
Eu não moro em São Francisco
Eu não moro em São Francisco
E você faça de mim um instrumento de sua paz
E sabe do que mais
Eu sou como o tambor que ressoa mais dentro
Dele
Que da pessoa
Eu faço samba e amor a qualquer hora
Por que não agora
Eu não posso perder você
Como quem perde um real e não nota não vê
Sem querer pisei num despacho
E saí cantando
Geraldo Pereira
Sem querer pisei num jardim
E saí cantando
Noel Rosa
Eu tenho você no coração
Ficar sozinho é pra quem tem coragem
Eu vou ler meu livro Cem Anos de Solidão
E nada melhor que ficar a sós com a voz e o violão
E nada melhor que ficar a sós com violão e voz
(La mia storia tra le dita - Gianluca Grignani)
(versão Dudu Falcão / Ana Carolina)
Eu
e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Leu no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Por que eu já nem preciso
(Ana Carolina)
Eu vou atravessar o rio a deslizar
Que me separa de você
O tempo atravessa em meu lugar
E deixo pra depois o que eu tinha pra fazer
O destino aceito sem dizer sim ou dizer não
Sem entender
E fica a sensação de saber exatamente porque menti
Eu sei de onde vim e para onde irei
Mas com você fico sem saber onde estou
Nós dois que sequer nos parecemos
E não cabemos num mesmo espelho
Mas nos olhamos toda manhã
A ferrugem mesmo pouca
Corrói os trilhos
As ruas nos atravessam
Sem olhar pro lado
Estou com você
(Ana Carolina/Totonho Villeroy)
Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final
Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego eu não me deixo em paz
Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar seu tempo eu já roubei demais
Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer
Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais
(Totonho Villeroy)
Ela é bamba
Ela é bamba essa preta do Pontal
Cinco filhos pequenos pra criar
Passa o dia no trampo pau e pau
Ainda arranja um tempinho pra sambar
Quando cai na avenida ela é demais
Todo mundo de olho ela nem aí
Fantasia bonita ela mesmo faz
Manda todas não erra a mira
Mãe passista atleta manicure diplomata
Dona da boutique enfermeira acrobata
Ela é bamba ela é bamba ela é bamba
Ela é bamba ela é bamba ela é bamba
Ela é bamba essa índia da Central
Vai no ombro um cestinho com neném
Oito quilos de roupa no varal
Ainda vende cocada nesse trem
Toda sexta ela fica mais feliz
Vai dançar numa boate do Jaú
Faz um jeito e já pensa que é atriz
Cada dia inventa um nome
Dora Isaura Emília Teresinha e Marina
Ana Rita Joana Iracema e Carolina
Ela é bamba
Ela é bala a mestiça é todo gás
Cada braço é uma viga do país
Abre o olho com ela meu rapaz
Ela é quase tudo que se diz
Quando compra briga ela é demais
Vai no groove e não deixa desandar
Ela é pop ela é rap ela é blues e jazz
E no samba é primeira linha
Laura Lígia Luma Lucineide Luciana
Quer seu nome escrito numa letra bem bacana
(Ana Carolina)
Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar
Eu tô manero pra bater pra revidar provocação
Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar
Vê se não enche não me encosta
Tô bravo que nem leão
E não pise no meu calo que eu te entorno feito água
E te jogo pelo ralo
Hoje você deu azar
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
Hoje eu vou mudar o teu destino
Te passar num pente fino
Então desfaça sua trança
Eu que sou tão inconstante
E você tão permanente
Com a gente tudo enrolado
Não adianta creme rinse
Corta as pontas da sua mágoa
Que hoje eu tô meio implicante
Hoje você deu azar
De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas
Dentro da sua cabeça
(Herbert Vianna)
Pra começar dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar se ainda há amor em mim
Pra te enganar escondo nun sorriso a dor
Que sinto ao te ver passar na rua com seu novo amor
Se eu te encontrar não me pergunte como estou
Não saberia te explicar pra mim ainda não terminou
E pra terminar dizer que o amor chegou ao fim
Esqueça de me perguntar se ainda há amor em mim
(Marina Pinto/Mário Rossi)
O que será da minha vida sem o teu amor
Da minha boca sem os beijos teus
Da minha alma sem o teu calor
Que será da luz difusa do abajur lilás
Que nunca mais viera iluminar outras noites iguais
Procurar uma nova ilusão não sei
Outro amor não quero ter além daquele que sonhei
Meu amor ninguém seria mais feliz que eu
Se tu voltasses a gostar de mim
Se teu carinho se juntasse ao meu
Eu errei mas se me ouvires vais me dar razão
Foi o ciúme que se debruçou sobre o meu coração
(Ana Carolina)
Vai vê se me esquece
Tira meu nome da lista de telefone
Vai ver que o mundo anda tão bem
Mesmo eu sem você
Você sem ninguém
Eu vou por aí
Vai se livra de mim
Vai ver que é mesmo assim
Não tem nada de mágoa
O caminho da água
Também é cheio de pedras
E o rio não pára
Mas não tem nada de rio de água de pedra
Não tem explicação
Não tem nada não
Eu vou por aí
Vai se livra de mim
Vai ver que é mesmo assim
Eu vou seguir a luz dos faróis
Que me lembram seus olhos
Vai ver que eles podem me ajudar a ver
Que não há de ser nada
Eu vou por aí
Pior de tudo que a gente ainda vai se ver
Ando em ruas que não sei o nome
Pra me perder
Vai vê se me esquece
(Ana Carolina/Totonho Villeroy)
A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim
Era a luz por encomenda para te filmar
Teus gestos solitários pela lente sem fim
E lento o tempo parecia desfocar
Tanta coisa escapa sem o olho ver
E às vezes as imagens vêm nos assaltar
Ter te visto assim sem jeito e sem querer
Foi o tiro certo pra começar
Nosso enredo
Enquanto a vida passa no seu vai-e-vem
Não demora
A porta já fechou ali no armazém
O desfecho
Tenho ainda nas paredes que grafitei
Não me lembro
O dia que isso tudo comecei
A câmera que filma os dias deu um giro e parou
Na lojinha da cidade com o preço bom
Era um dia de inverno quando você chegou
Se não fosse teu abraço compraria um moletom
Só não gosto de filme manjado
Eu vou ficando cheio vou ficando farto
Não me faz esse tipo ensaiado
Não inventa pose que eu fico invocado
A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim
Essa imagem não se cansa de me assaltar
A câmera que filma os dias tomou conta de mim
E passei aquele inverno inteiro a te focar
(Ana Carolina/Adriana Calcanhotto/Neusa Pinheiro)
Que bom se eu fosse uma diva
Daquelas bem dadivosas
Que sai vida entra vida
Ficasse ali verso e prosa
Meu olhar beirando estrelas
A provocar sinfonias
Por todas as galerias
Imagens da minha história
E no instante preciso
Entre o mito e o míssil
Um rito um início
De passagem pro infinito
(Ana Carolina/Totonho Villeroy)
Vim gastando meus sapatos
Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos
Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto
Vim achei que eu me acompanhava
E ficava confiante
Outra hora era o nada
A vida presa num barbante
E eu quem dava o nó
Eu lembrava de nós dois mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia e seguia a procurar
Esse algo alguma coisa alguém que fosse me acompanhar
Se há alguém no ar
Responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome
Ou eu quis escutar
Vem eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós
(Alvin L.)
As coisas mudam
E eu espero que nada aconteça
Mas sempre acontece
Toda vez que eu perco a cabeça
Eu digo frases que parecem
Ter saído de uma novela
E de repente lá se vai a tv
Pela janela
Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
Cinzeiros voando livros rasgados
Discos quebrados no chão
Desta vez é pra sempre
Ate... alguém implorar por perdão
Eu escondi seu retrato
Embaixo do meu travesseiro
Vá embora, quebre a cara
Eu queimei seu dinheiro
Eu nunca te amei idiota
Eu nunca te amei
(Ana Carolina/Vanessa da Mata)
Me sento na rua em frente as horas
Como a qualquer hora
Assim mesmo eu sou
Sou de qualquer jeito nem tudo eu respeito
Pra onde for o vento eu vou
Pano de mesa pano de chão
Numa metrópole rasgada
Sou filho do nada costurada em meio-fio
Desfilando pela calçada
Todos num vão
Cheios de vazio
Divagando na estação
Mas nem tão devegar
Saí com tanta pressa
Que larguei meu anjo da guarda por lá
Acabou a pilha da rádio fm de tanto meu ouvido tocar
Perambulando na surdina eu queria te encontrar
Tô cercada de vizinhos e cada um sabe um lado meu
Todos tantos um só nenhum
Fui me compondo todos eu
Se você ainda quiser saber como eu sou
Me encontrar pode me procurar
(Ana
Carolina/João Nabuco)
Quem acendeu a vela do destino
Não contava com a ventania
A tarde, chuva que demora
O olhar apressado vazando na memória
Mas eu sou reza forte, pau mandado
Nem o diabo me olha de lado
Caio pra lá, caio pra cá
Se eu te encontro num desses feriados
Te pego, te relo, te cato
Te caço, te como, te devoro
E o que me der na telha
Quem é você, fogos ou artifícios?
Ou minha última centelha
Velas e Vento
Me levam pra você
Velas e Vento
Me levam pra você
Meu coração guarda o fogo
Deixa o destino acender a chama
É tarde, velas e vento
Estradas me levam pra tua cama
(Ana
Carolina/João Nabuco/Totonho Villeroy)
Na margem da pele um arrepio
Muitas vezes pode demorar
E vem nas águas de outro rio
Tanta sede que ficou no ar
Quantos anéis te daria
O que eu não faria pra te alcançar
Onde você estaria
Que outros amores fui frequentar
Mas você voltou
Tô Saindo (3:06)
(Totonho Villeroy)
Concepção de arranjo: Ana Carolina
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano e Marcos Lobo
Tamborins: Marcos Suzano e Jovi
Baixo: Arthur Maia
Guitarra: Billy Brandão
Violão nylon: Ana Carolina
Fxs: Nilo Romero
Trompetes: Jessé e Altair Martins
Sax tenor: Macaé
Sax alto: Milton Guedes
Trombone: Aldivas Ayres
Arranjo de Metais: Totonho Villeroy
Arregimentação: Marcelo Neves
Vocais: Ana Carolina
(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Dunga
Teclados: Sacha Amback
Bandoneon: Ubirajara Correia
Violoncelo: Lui Coimbra
Frase de Violoncelo e Bandoneon: Fernando Barreto
Nada pra mim (3:38)
(John)
Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda
Bateria e Programação: Jorgui
Baixo: Dunga
Guitarra: Billy Brandão
Teclados: Sacha Amback
Sax tenor: Marcelo Martins
(Ana Carolina)
Arranjo e Violões de Aço: Ana Carolina
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Dunga
Guitarra: Billy Brandão
Teclados: Sacha Amback
(Ana Carolina)
Arranjo: Ana Carolina
Pandeiro: Marcos Suzano e Ana Carolina
Vocais: Jurema, Jussara, Alexandre Lucas e Luciano Maurício
(Totonho Villeroy)
Concepção de Arranjo: Ana Carolina
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Dunga
Guitarra: Billy Brandão
Violão nylon e de 12 cordas: Ana Carolina
Teclados: Sacha Amback
Loop: Nilo Romero
Violoncelo: Lui Coimbra
A canção tocou na hora errada (4:15)
(Ana Carolina)
Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Dunga
Guitarra: Nelson Faria
Violões de Aço: Ana Carolina
Violões de nylon: Paulinho Moska
Teclados: Sacha Amback
Loop: Walter Costa
Violino Spalla: Bernardo Bessler
Violino: Mauro Martins
Viola: Marie-Christine Springuel Bessler
Celo: Hugo Pilger
Arranjo de cordas: Eduardo Souto Neto
Arregimentação: Pascoal Perrota
(Lulu Santos)
Concepção de arranjo: Ana Carolina
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Arthur Maia
Guitarra: Billy Brandão
Violões de Aço: Ana Carolina
Teclados: Willian Magalhães
Vocais: Ana Carolina e Milton Guedes
(Arnaldo Antunes)
Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Dunga
Guitarra: Nelson Faria
Violões de Aço: Ana Carolina
(Frejat, Paulinho Moska, Dulce Quental)
Concepção de arranjo: Nilo Romero e Banda
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Arthur Maia
Guitarra: Billy Brandão
Teclados e Programação: Willian Magalhães
Loop: Nilo Romero
Retrato em branco e preto (3:24)
(Chico Buarque - Tom Jobim)
Concepção de arranjo, Guitarra e Voz: Ana Carolina
(Alvin L.)
Concepção de arranjo: Jongui e Nilo Romero
Bateria: Jongui
Baixo: Nilo Romero
Guitarra: Ana Carolina e Billy Brandão
Teclados: Sacha Amback
Programação: Jongui
(Ana Carolina)
Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda
Bateria: Mac William
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Dunga
Guitarra: Nelson Faria
Violões de Aço: Ana Carolina
Teclados: Sacha Amback
Programação: Sacha Amback
Loop: Nilo Romero
Violino Spalla: Bernardo Bessler
Violino: Mauro Martins
Viola: Marie-Christine Springuel Bessler
Celo: Hugo Pilger
Arranjo de cordas: Sacha Amback
Arregimentação: Pascoal Perrota
(Chico Buarque - Edu Lobo)
Concepção de arranjo e Violão de nylon: Ana Carolina
Participação especial Violão de Aço: Paulinho Moska
(Alvin L.)
Concepção de arranjo: Sacha Amback
Bateria: Sergio Melo
Percussão: Marcos Suzano
Baixo: Dunga
Guitarra: Billy Brandão
Violão de aço: Ana Carolina
Teclados e Programação: Sacha Amback