Letras

 

Ana Carolina ANA Rita Joana Iracema e CAROLINA

tô saindo

alguém me disse

nada pra mim

trancado

armazém

garganta

a canção tocou na hora errada

tudo bem

agora ou nunca

o melhor de mim

retrato em branco e preto

perder tempo com você

o avesso dos ponteiros

beatriz

tô caindo fora

o rio

confesso

ela é bamba

implicante

quem de nós dois

pra terminar

que será

joana

violão & voz

vê se me esquece

a câmera que filma os dias

dadivosa

que se danem os nós

eu nunca te amei idiota

me sento na rua

 

Outras

eu te amo

mil perdões

vampiro

velas e vento

margem da pele

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tô Saindo

(Totonho Villeroy)

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Um buraco é um lugar onde alguém afunda

Um buraco é um lugar onde eu não quero estar

Deixa estar, deixa estar

Minha boca linda

Quero te ver, quero te ver passar

 

Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste

Eu tô saindo, eu tô saindo deste buraco

Help! Eu preciso sambar

Help! Não há quem me pare

Help! Eu preciso sambar

 

Um buraco no chão é uma armadilha

Um buraco no teto é complicação

Se chover quero estar do teu lado, ó minha

Se o sol aparecer já não garanto não

 

Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste

Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo já

Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste

Eu tô saindo, eu tô saindo, eu tô saindo deste

buraco

 

Help! Eu preciso sambar

Help! Não há quem me pare

Help! Eu preciso sambar

 

Uma fenda, uma fossa, uma rachadura

Uma vala, um cabresto eu não quero não

Eu te vi no buraco da fechadura

Com um buraco feito a bala no teu coração

 

Uma toca, um vão, um beco sem saída

Um buraco no dente é uma dor de cão

Eu não quero passar pela avenida

Numa escola sem enredo e mal de evolução

 

Eu tô saindo...

 

 

 

Alguém me disse

(Evaldo Gouveia/Jair Amorim)

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Alguém me disse

que tu andas novamente

De novo amor, nova paixão

Todo contente

Conheço bem tuas promessas

Outras ouvi

Iguais a essas

 

Esse seu jeito de enganar

Conheço bem

Pouco me importa

Que tu beijes tantas vezes

E que tu mudes de paixão

Todos meses

Se vais beijar

Como eu bem sei

Fazer sonhar

Como eu sonhei

Mas sem ter nunca amor igual

Ao que eu te dei

 

 

 

 

 

Nada pra mim

(John)

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Eu não vim aqui

Pra entender

Ou explicar

Nem pedir nada pra mim

Não quero nada pra mim

Eu vim pelo que sei

E pelo o que sei

Você gosta de mim

É por isso que eu vim

 

Eu não quero cantar

Pra ninguém a canção

Que eu fiz pra você

Que eu guardei pra você

Pra você não esquecer

Que eu tenho um coração

E é seu

 

Tudo mais que eu tenho

Tenho tempo de sobra

Tive você na mão

E agora

Tenho só essa canção

 

 

Trancado

(Ana Carolina)

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Eu tranco a porta pra todas as mentiras

E a verdade também está lá fora

Agora, a porta está trancada

 

A porta fechada me lembra você a toda hora

A hora me lembra o tempo que se perdeu

Perder é não ter a bússola

É não ter aquilo que era seu

E o que você quer?

Orientação?

 

Eu tranco a porta pra todos os gritos

E o silêncio também está lá fora

Agora, a porta está trancada

 

Eu pulo as janelas

Será que eu tô trancado aqui dentro?

Será que você tá trancado lá fora?

Será que eu ainda te desoriento?

Será que as perguntas são certas?

Então eu me tranco em você

E deixo as portas abertas

 

 

Armazém

(Ana Carolina)

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Se precisa de alguma coisa

Vai lá no meu armazém

Tem de tudo quase tudo tem

 

No meu armazém

Tem de tudo quase tudo

Tem rodo, tem barbante

Tem farinha, pedra-pomes

Prendedô, passadô

Escorredô, esmalte vermelho

E tem até couro pra pandeiro

 

Mas tudo é embrulhado

Num papel fuleiro

 

Se precisa de alguma coisa

Vai lá no meu armazém

Tem de tudo quase tudo tem

 

Mas se você não vem

 

A saudade é longa dobro minha manga

A saudade é tanta te vendo uma fanta

A saudade é dura vendo também miniatura

A saudade não passa

Só não vendo de graça

A saudade me cala não tem trocado leva bala

A saudade é um bocado paro de vender fiado

A saudade é um bocado paro de vender fiado

 

Se precisar de alguma coisa

Vai lá no meu armazém

Tem de tudo quase tudo tem

 

Por entre o realejo lá no fim do dia

 

 

Garganta

(Totonho Villeroy)

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Minha garganta estranha quando não te vejo

Me vem um desejo doido de gritar

Minha garganta arranha a tinta e os azulejos

Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar

 

Venho madrugada perturbar teu sono

Como um cão sem dono me ponho a ladrar

Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso

Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar

 

Sei que não sou santa, vezes vou na cara dura,

Vezes ajo com candura pra te conquistar

Mas não sou beata, me criei na rua

E não mudo minha postura só pra te agradar

 

Vim parar nessa cidade por força da circunstância

Sou assim desde criança, me criei meio sem lar

 

Aprendi a me virar sozinha

E se eu tô te dando linha

É pra depois te abandonar

 

Aprendi a me virar sozinha

E se eu tô te dando linha

É pra depois te abandonar

 

 

A Canção tocou na hora Errada

(Ana Carolina)

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A canção

Tocou na hora errada

E eu que pensei que sabia tudo

Mas se é você eu não sei nada

Quando ouvi

A canção era madrugada

Eu vi você até senti tua mão

E achei até

Que me caía bem como a luva

Mas veio a chuva

Ficou tudo tão desigual

 

A canção tocou no rádio agora

Mas você não pôde ouvir por causa do temporal

 

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma

Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

 

A canção

Tocou na hora errada mas

Não tem nada não

Eu até lembrei das rosas que dão no inverno

 

Não tem nada não

Eu até lembrei das rosas que dão no inverno

 

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma

Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

 

Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma

Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

 

 

Tudo bem

(Lulu Santos)

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Já não tenho dedos pra contar

De quantos barrancos despenquei

E quantas pedras me atiraram

E quantas atirei

Tanta farpa, tanta mentira

Tanta falta do que dizer

Nem sempre é so easy se viver

 

Hoje não consigo mais me lembrar

De quantas janelas me atirei

E quanto rastro de incompreensão

Eu já deixei

Tantos bons quanto maus motivos

Tantas vezes desilusão

Quase nunca a vida é um balão

 

Mas o teu amor me cura

De uma loucura qualquer

Encostar no teu peito

E se isso for algum defeito por mim 

Tudo bem

 

 

 

 

 

Agora ou Nunca

(Arnaldo Antunes)

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Não existe a lei da gravidade

Nunca é a hora da verdade

Nunca se responde uma pergunta

Nunca é o dia de São Nunca

 

Nunca é

Agora ou nunca é

Nunca

 

Quem é livre não quer liberdade

Não existe a lei da gravidade

Pode viajar de avião

Pode colocar os pés no chão

 

Nunca é

Agora ou nunca é

Nunca

 

Não existirá eternidade

Não existe a lei da gravidade

Nunca existiu o paraíso

Nunca é o dia do juízo

 

Nunca é

Agora ou nunca é

Nunca

 

 

O Melhor de Mim

(Frejat, Paulinho Moska, Dulce Quental)

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Meu coração está feliz

Por causa de você

Minha vida mudou de vez

Depois que você chegou

Sou outra pessoa

Uma pessoa bem melhor

 

Se amor tivesse uma cor

Seria a sua

Se fosse branca a cor

Seria a mais bela das luas

 

Toda beleza que o amor pedir

Eu quero pra você

O melhor de mim, o melhor de mim

 

Se o amor tivesse um nome

Seria o seu

Se fosse flor o seu nome

Seria o mais doce jasmim

Você sabe me fazer feliz

E eu quero pra você

O melhor de mim, o melhor de mim

 

O meu corpo está mais quente

Por causa de você

Minha pele mudou de cor

Depois que você chegou

Você entrou na minha vida

Como um anjo cheio de luz

Tudo ficou mais claro

Tudo ficou azul

 

 

Retrato em Branco e Preto

(Chico Buarque, Tom Jobim)

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Já conheço os passos desta estrada

Sei que não vai dar em nada

Seus segredos sei de cor

Já conheço as pedras do caminho

E sei também que ali sozinho

Eu vou ficar tanto pior

O que é que eu posso contra o encanto

Desse amor que eu nego tanto

Evito tanto, e que no entanto, volta sempre

A enfeitiçar, com seus mesmos tristes

Velhos fatos, que num álbum de retratos

Eu teimo em colecionar

Lá vou eu de novo, feito um tolo

Procurar o desconsolo, que eu cansei de conhecer

Novos dias tristes, noites claras

Versos, cartas, minha cara ainda volto a lhe escrever

Pra lhe dizer que isto é pecado

Eu trago o peito tão marcado

De lembranças do passado e você sabe a razão

Vou colecionar mais um soneto

Outro retrato em branco e preto

A maltratar meu coração

 

 

Perder Tempo com Você

(Alvin L.)

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São as coisas que você não diz

Que me matam de medo

Vagando entre a terra e o céu

Disfarçadas de segredo

 

Seu rosto não tem marcas

Sua história não tem meio nem fim

As fotos que eu tirei de você

Só revelaram a mim

 

Eu devo gostar de perder

Meu tempo com você

 

Ouça meu silêncio gritando

"Agora é tarde demais"

Eu sonho toda noite com a falta

Que você me faz

 

Não use roupas quentes

Não me apresente seus pais

Eu devia ter ficado em casa

E me deixado em paz

 

Eu devo gostar de perder

Meu tempo com você

 

 

O Avesso dos Ponteiros

(Ana Carolina)

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Sempre chega a hora da solidão

Sempre chega a hora de arrumar o armário

Sempre chega a hora do poeta a plêiade

Sempre chega a hora em que o camelo tem sede

O tempo passa e engraxa a gastura do sapato

Na pressa a gente não nota que a lua muda de formato

Pessoas passam por mim pra pegar o metrô

Confundo a vida ser um longa-metragem

O diretor segue seu destino de cortar as cenas

E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos

E já não vai mais ao cinema

 

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

 

Penso quando você partiu assim sem olhar pra trás

Como um navio que vai ao longe e já nem se lembra do cais

Os carros na minha frente vão indo e eu nunca sei pra onde

Será que é lá que você se esconde?

 

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

 

A idade aponta na falha dos cabelos

Outro mês aponta na folha do calendário

As senhoras vão trocando o vestuário

As meninas viram a página do diário

O tempo faz tudo valer a pena

E nem o erro é desperdício

Tudo cresce e o início

Deixa de ser início

E vai chegando ao meio

Aí começo a pensar que nada tem fim

Que nada tem fim

 

 

Beatriz

(Chico Buarque, Edu Lobo)

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Olha, será que ela é moça

Será que ela é triste

Será que é o contrário

Será que é divina

A vida da atriz

Se ela dança no sétimo céu

Se ela acredita que é outro país

E se ela só decora o seu papel

E se eu pudesse entrar na sua vida

 

Olha, será que é de louça

Será que é de éter

Será que é loucura

Será que é cenário

A casa da atriz

Se ela mora num arranha-céu

E se as paredes são feitas de giz

E se ela chora num quarto de hotel

E se eu pudesse entrar na sua vida

 

Sim, me leva para sempre Beatriz

Me ensina a não andar com os pés no chão

Para sempre é sempre por um triz

Ah! Diz quantos desastres tem na minha mão

Diz se é perigoso a gente ser feliz

 

Olha, será que é uma estrela

Será que é mentira

Será que é comédia

Será que é divina a vida da atriz

Se ela um dia despencar do céu

E se os pagantes exigirem bis

E se um arcanjo passar o chapéu

E se eu pudesse entrar na sua vida

 

 

Tô Caindo Fora

(Ana Carolina, Marilda Ladeira, Fernando Barreto)

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Eu não quero saber de você

Eu não escrevo mais cartas de amor

 

As lágrimas são adereços

Adornos de usar

Porque me mostra o mar se quero ver o navio

O amor sente frio

Feche seu casaco

Eu bem que te avisei pra não confiar em mim

Suas mãos estão repletas mas precisam de flores

Assim como Rodin precisou de muitos amores

 

A lágrima não é só de quem chora

A lágrima não é só de quem chora

Tô indo embora

Tô caindo fora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vampiro

(Jorge Mautner)

 

Eu uso óculos escuros
Pras minhas lágrimas esconder
E quando você vem para o meu lado
Ai, as lágrimas começam a correr
E eu sinto aquela coisa no peito
Eu sinto aquela grande confusão
Eu sei que eu sou um vampiro
Que nunca vai ter paz no coração

Às vezes eu fico pensando
Porque que eu faço as coisas assim
E a noite de verão, ela vai passando
Com aquele seu cheiro louco de jasmim
E eu fico embriagado de você
Eu fico embriagado de paixão
No meu corpo o sangue, não corre, não
Corre fogo e lava de vulcão

Eu fiz uma canção cantando
Todo amor que eu sinto por você
Você ficava escutando impassível
Eu cantando do teu lado a morrer
E ainda teve a cara de pau
De dizer naquele tom tão educado
"Oh, pero que letra mas hermosa

que habla de un corazon apasionato..."

Por isso é que eu sou um vampiro
E com meu cavalo negro eu apronto
E vou sugando o sangue dos meninos
E das meninas que eu encontro
Por isso é bom não se aproximar
Muito perto dos meus olhos
Senão eu te dou uma mordida
Que deixa na sua carne aquela ferida

Na minha boca eu sinto
A saliva que já secou
De tanto esperar aquele beijo ai,
Aquele beijo que nunca chegou
Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha pros meus olhos
Você é o estandarte da agonia
Que tem a lua e o sol do meio-dia...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Joana

(Ana Carolina)

 

Eu não gosto de Joana

Joana tem uma cara esquisita

Joana tem uma risada careta e maldita

Eu não gosto das suas unhas

E seu jeitinho de ainda vencerei

Joana é meio problemática

Perde tempo estudando física matemática

Joana lá com seus cadernos

 

Olha eu detesto a Joana

E seu rosto pálido de batom rosa

Joana nem gosta de prosa

Joana implica quando eu ponho Billie Holiday na vitrola

Joana não gosta quando eu escuto Billie Holiday na vitrola

Joana emburra quando eu escuto Billie Holiday na vitrola

Joana lá com seus cadernos

 

Essa é a canção que eu fiz no dia que eu tirei

Pra falar mal de Joana

Dedico também minha implicância

A essa canção sem importância

Mas sei que seremos eternos

Eu

Billie Holiday

E Joana lá com seus cadernos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu te amo

(Antonio Carlos Jobim, Chico Buarque)

 

Ah, se já perdemos a noção da hora

Se juntos já jogamos tudo fora

Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios

Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas

Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração

Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido

E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos

Teus seios inda estão nas minhas mãos

Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta

Te dei meus olhos pra tomares conta

Agora conta como hei de partir

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mil Perdões

(Chico Buarque)

 

Te perdôo

Por fazeres mil perguntas

Que em vidas que andam juntas

Ninguém faz

Te perdôo

Por pedires perdão

Por me amares demais

Te perdôo

Te perdôo por ligares

Pra todos os lugares

De onde eu vim

Te perdôo

Por ergueres a mão

Por bateres em mim

Te perdôo

Quando anseio pelo instante de sair

E rodar exuberante

E me perder de ti

Te perdôo

Por quereres me ver

Aprendendo a mentir ( te mentir, te mentir )

Te perdôo

Por contares minhas horas

Nas minhas demoras por aí

Te perdôo

Te perdôo porque choras

Quando eu choro de rir

Te perdôo

Por te trair  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Violão & Voz

(Ana Carolina)

 

Eu faço samba e amor a qualquer hora

De madrugada tem batucada

E eu tô afim de você

Ficar parado eu não agüento

Não quero viver a exemplo da vida dos santos

Eu não moro em São Francisco

Eu não moro em São Francisco

E você faça de mim um instrumento de sua paz

E sabe do que mais

Eu sou como o tambor que ressoa mais dentro

Dele

Que da pessoa

 

Eu faço samba e amor a qualquer hora

Por que não agora

Eu não posso perder você

Como quem perde um real e não nota não vê

Sem querer pisei num despacho

E saí cantando

Geraldo Pereira

Sem querer pisei num jardim

E saí cantando

Noel Rosa

 

Eu tenho você no coração

Ficar sozinho é pra quem tem coragem

Eu vou ler meu livro Cem Anos de Solidão

E nada melhor que ficar a sós com a voz e o violão

E nada melhor que ficar a sós com violão e voz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem de nós dois

(La mia storia tra le dita - Gianluca Grignani)

(versão Dudu Falcão / Ana Carolina)

Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer
Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Leu no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Por que eu já nem preciso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Rio

(Ana Carolina)

 

Eu vou atravessar o rio a deslizar

Que me separa de você

O tempo atravessa em meu lugar

E deixo pra depois o que eu tinha pra fazer

O destino aceito sem dizer sim ou dizer não

Sem entender

 

E fica a sensação de saber exatamente porque menti

Eu sei de onde vim e para onde irei

Mas com você fico sem saber onde estou

 

Nós dois que sequer nos parecemos

E não cabemos num mesmo espelho

Mas nos olhamos toda manhã

A ferrugem mesmo pouca

Corrói os trilhos

As ruas nos atravessam

Sem olhar pro lado

Estou com você

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Confesso

(Ana Carolina/Totonho Villeroy)

 

Confesso acordei achando tudo indiferente

Verdade acabei sentindo cada dia igual

Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante

Quem sabe o amor tenha chegado ao final

 

Não vou dizer que tudo é banalidade

Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais

É mesmo exagero ou vaidade

Eu não te dou sossego eu não me deixo em paz

 

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás

Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz

Não vou roubar seu tempo eu já roubei demais

 

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida

Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder

Aos poucos fui ficando mesmo sem saída

Perder o vazio é empobrecer

 

Não vou querer ser o dono da verdade

Também tenho saudade mas já são quatro e tal

Talvez eu passe um tempo longe da cidade

Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ela é Bamba

(Totonho Villeroy)

 

Ela é bamba

Ela é bamba essa preta do Pontal

Cinco filhos pequenos pra criar

Passa o dia no trampo pau e pau

Ainda arranja um tempinho pra sambar

Quando cai na avenida ela é demais

Todo mundo de olho ela nem aí

Fantasia bonita ela mesmo faz

Manda todas não erra a mira

Mãe passista atleta manicure diplomata

Dona da boutique enfermeira acrobata

 

Ela é bamba ela é bamba ela é bamba

Ela é bamba ela é bamba ela é bamba

 

Ela é bamba essa índia da Central

Vai no ombro um cestinho com neném

Oito quilos de roupa no varal

Ainda vende cocada nesse trem

Toda sexta ela fica mais feliz

Vai dançar numa boate do Jaú

Faz um jeito e já pensa que é atriz

 

Cada dia inventa um nome

Dora Isaura Emília Teresinha e Marina

Ana Rita Joana Iracema e Carolina

 

Ela é bamba

 

Ela é bala a mestiça é todo gás

Cada braço é uma viga do país

Abre o olho com ela meu rapaz

Ela é quase tudo que se diz

Quando compra briga ela é demais

 

Vai no groove e não deixa desandar

Ela é pop ela é rap ela é blues e jazz

E no samba é primeira linha

Laura Lígia Luma Lucineide Luciana

Quer seu nome escrito numa letra bem bacana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Implicante

(Ana Carolina)

 

Hoje eu levantei com sono com vontade de brigar

Eu tô manero pra bater pra revidar provocação

Olhei no espelho meu cabelo e tudo fora do lugar

Vê se não enche não me encosta

Tô bravo que nem leão

E não pise no meu calo que eu te entorno feito água

E te jogo pelo ralo

Hoje você deu azar

 

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas

Dentro da sua cabeça

 

Hoje eu vou mudar o teu destino

Te passar num pente fino

Então desfaça  sua trança

Eu que sou tão inconstante

E você tão permanente

Com a gente tudo enrolado

Não adianta creme rinse

Corta as pontas da sua mágoa

Que hoje eu tô meio implicante

Hoje você deu azar

 

De que vale seu cabelo liso e as idéias enroladas

Dentro da sua cabeça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pra Terminar

(Herbert Vianna)

 

Pra começar dizer que o amor chegou ao fim

Esqueça de me perguntar se ainda há amor em mim

 

Pra te enganar escondo nun sorriso a dor

Que sinto ao te ver passar na rua com seu novo amor

 

Se eu te encontrar não me pergunte como estou

Não saberia te explicar pra mim ainda não terminou

 

E pra terminar dizer que o amor chegou ao fim

Esqueça de me perguntar se ainda há amor em mim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que Será

(Marina Pinto/Mário Rossi)

 

O que será da minha vida sem o teu amor

Da minha boca sem os beijos teus

Da minha alma sem o teu calor

Que será da luz difusa do abajur lilás

Que nunca mais viera iluminar outras noites iguais

Procurar uma nova ilusão não sei

Outro amor não quero ter além daquele que sonhei

Meu amor ninguém seria mais feliz que eu

Se tu voltasses a gostar de mim

Se teu carinho se juntasse ao meu

Eu errei mas se me ouvires vais me dar razão

Foi o ciúme que se debruçou sobre o meu coração

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vê se me Esquece

(Ana Carolina)

 

Vai vê se me esquece

Tira meu nome da lista de telefone

Vai ver que o mundo anda tão bem

Mesmo eu sem você

Você sem ninguém

Eu vou por aí

Vai se livra de mim

Vai ver que é mesmo assim

Não tem nada de mágoa

O caminho da água

Também é cheio de pedras

E o rio não pára

Mas não tem nada de rio de água de pedra

Não tem explicação

Não tem nada não

Eu vou por aí

Vai se livra de mim

Vai ver que é mesmo assim

Eu vou seguir a luz dos faróis

Que me lembram seus olhos

Vai ver que eles podem me ajudar a ver

Que não há de ser nada

Eu vou por aí

Pior de tudo que a gente ainda vai se ver

Ando em ruas que não sei o nome

Pra me perder

Vai vê se me esquece

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Câmera que Filma os Dias

(Ana Carolina/Totonho Villeroy)

 

A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim

Era a luz por encomenda para te filmar

Teus gestos solitários pela lente sem fim

E lento o tempo parecia desfocar

 

Tanta coisa escapa sem o olho ver

E às vezes as imagens vêm nos assaltar

Ter te visto assim sem jeito e sem querer

Foi o tiro certo pra começar

 

Nosso enredo

Enquanto a vida passa no seu vai-e-vem

Não demora

A porta já fechou ali no armazém

O desfecho

Tenho ainda nas paredes que grafitei

Não me lembro

O dia que isso tudo comecei

 

A câmera que filma os dias deu um giro e parou

Na lojinha da cidade com o preço bom

Era um dia de inverno quando você chegou

Se não fosse teu abraço compraria um moletom

 

Só não gosto de filme manjado

Eu vou ficando cheio vou ficando farto

Não me faz esse tipo ensaiado

Não inventa pose que eu fico invocado

 

A luz que eu vi naquele dia escuro e ruim

Essa imagem não se cansa de me assaltar

A câmera que filma os dias tomou conta de mim

E passei aquele inverno inteiro a te focar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dadivosa

(Ana Carolina/Adriana Calcanhotto/Neusa Pinheiro)

 

Que bom se eu fosse uma diva

Daquelas bem dadivosas

Que sai vida entra vida

Ficasse ali verso e prosa

 

Meu olhar beirando estrelas

A provocar sinfonias

Por todas as galerias

Imagens da minha história

 

E no instante preciso

Entre o mito e o míssil

Um rito um início

De passagem pro infinito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que se Danem os Nós

(Ana Carolina/Totonho Villeroy)

 

Vim gastando meus sapatos

Me livrando de alguns pesos

Perdoando meus enganos

Desfazendo minhas malas

Talvez assim chegar mais perto

Vim achei que eu me acompanhava

E ficava confiante

Outra hora era o nada

A vida presa num barbante

E eu quem dava o nó

Eu lembrava de nós dois mas já cansava de esperar

E tão só eu me sentia e seguia a procurar

Esse algo alguma coisa alguém que fosse me acompanhar

Se há alguém no ar

Responda se eu chamar

Alguém gritou meu nome

Ou eu quis escutar

Vem eu sei que tá tão perto

E por que não me responde

Se também tuas esperas te levaram pra bem longe

É longe esse lugar

Vem nunca é tarde ou distante

Pra te contar os meus segredos

A vida solta num instante

Tenho coragem tenho medo sim

Que se danem os nós

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu Nunca te Amei Idiota

(Alvin L.)

 

As coisas mudam

E eu espero que nada aconteça

Mas sempre acontece

Toda vez que eu perco a cabeça

 

Eu digo frases que parecem

Ter saído de uma novela

E de repente lá se vai a tv

Pela janela

 

Eu nunca te amei idiota

Eu nunca te amei

 

Cinzeiros voando livros rasgados

Discos quebrados no chão

Desta vez é pra sempre

Ate... alguém implorar por perdão

 

Eu escondi seu retrato

Embaixo do meu travesseiro

Vá embora, quebre a cara

Eu queimei seu dinheiro

 

Eu nunca te amei idiota

Eu nunca te amei

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Me Sento na Rua

(Ana Carolina/Vanessa da Mata)

 

Me sento na rua em frente as horas

Como a qualquer hora

Assim mesmo eu sou

Sou de qualquer jeito nem tudo eu respeito

Pra onde for o vento eu vou

 

Pano de mesa pano de chão

Numa metrópole rasgada

Sou filho do nada costurada em meio-fio

Desfilando pela calçada

Todos num vão

Cheios de vazio

Divagando na estação

Mas nem tão devegar

Saí com tanta pressa

Que larguei meu anjo da guarda por lá

 

Acabou a pilha da rádio fm de tanto meu ouvido tocar

Perambulando na surdina eu queria te encontrar

Tô cercada de vizinhos e cada um sabe um lado meu

Todos tantos um só nenhum

Fui me compondo todos eu

Se você ainda quiser saber como eu sou

Me encontrar pode me procurar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Velas e Vento

(Ana Carolina/João Nabuco)

 

Quem acendeu a vela do destino

Não contava com a ventania

A tarde, chuva que demora

O olhar apressado vazando na memória

 

Mas eu sou reza forte, pau mandado

Nem o diabo me olha de lado

Caio pra lá, caio pra cá

Se eu te encontro num desses feriados

Te pego, te relo, te cato

Te caço, te como, te devoro

E o que me der na telha

Quem é você, fogos ou artifícios?

Ou minha última centelha

 

Velas e Vento

Me levam pra você

Velas e Vento

Me levam pra você

 

Meu coração guarda o fogo

Deixa o destino acender a chama

É tarde, velas e vento

Estradas me levam pra tua cama

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Margem da Pele

(Ana Carolina/João Nabuco/Totonho Villeroy)

 

Na margem da pele um arrepio

Muitas vezes pode demorar

E vem nas águas de outro rio

Tanta sede que ficou no ar

Quantos anéis te daria

O que eu não faria pra te alcançar

Onde você estaria

Que outros amores fui frequentar

Mas você voltou

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tô Saindo (3:06)

(Totonho Villeroy)

Concepção de arranjo: Ana Carolina

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano e Marcos Lobo

Tamborins: Marcos Suzano e Jovi

Baixo: Arthur Maia

Guitarra: Billy Brandão

Violão nylon: Ana Carolina

Fxs: Nilo Romero

Trompetes: Jessé e Altair Martins

Sax tenor: Macaé

Sax alto: Milton Guedes

Trombone: Aldivas Ayres

Arranjo de Metais: Totonho Villeroy

Arregimentação: Marcelo Neves

Vocais: Ana Carolina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguém me disse (3:38)

(Evaldo Gouveia - Jair Amorim)

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Dunga

Teclados: Sacha Amback

Bandoneon: Ubirajara Correia

Violoncelo: Lui Coimbra

Frase de Violoncelo e Bandoneon: Fernando Barreto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nada pra mim  (3:38)

(John)

Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda

Bateria e Programação: Jorgui

Baixo: Dunga

Guitarra: Billy Brandão

Teclados: Sacha Amback

Sax tenor: Marcelo Martins

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trancado (3:42)

(Ana Carolina)

Arranjo e Violões de Aço: Ana Carolina

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Dunga

Guitarra: Billy Brandão

Teclados: Sacha Amback

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Armazém (2:26)

(Ana Carolina)

Arranjo: Ana Carolina

Pandeiro: Marcos Suzano e Ana Carolina

Vocais: Jurema, Jussara, Alexandre Lucas e Luciano Maurício

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Garganta (3:35)

(Totonho Villeroy)

Concepção de Arranjo: Ana Carolina

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Dunga

Guitarra: Billy Brandão

Violão nylon e de 12 cordas: Ana Carolina

Teclados: Sacha Amback

Loop: Nilo Romero

Violoncelo: Lui Coimbra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A canção tocou na hora errada (4:15)

(Ana Carolina)

Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Dunga

Guitarra: Nelson Faria

Violões de Aço: Ana Carolina

Violões de nylon: Paulinho Moska

Teclados: Sacha Amback

Loop: Walter Costa

Violino Spalla: Bernardo Bessler

Violino: Mauro Martins

Viola: Marie-Christine Springuel Bessler

Celo: Hugo Pilger

Arranjo de cordas: Eduardo Souto Neto

Arregimentação: Pascoal Perrota

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tudo Bem (3:05)

(Lulu Santos)

Concepção de arranjo: Ana Carolina

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Arthur Maia

Guitarra: Billy Brandão

Violões de Aço: Ana Carolina

Teclados: Willian Magalhães

Vocais: Ana Carolina e Milton Guedes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora ou Nunca (4:12)

(Arnaldo Antunes)

Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Dunga

Guitarra: Nelson Faria

Violões de Aço: Ana Carolina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A melhor de mim (3:53)

(Frejat, Paulinho Moska, Dulce Quental)

Concepção de arranjo: Nilo Romero e Banda

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Arthur Maia

Guitarra: Billy Brandão

Teclados e Programação: Willian Magalhães

Loop: Nilo Romero

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Retrato em branco e preto (3:24)

(Chico Buarque - Tom Jobim)

Concepção de arranjo, Guitarra e Voz: Ana Carolina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perder tempo com você (3:25)

(Alvin L.)

Concepção de arranjo: Jongui e Nilo Romero

Bateria: Jongui

Baixo: Nilo Romero

Guitarra: Ana Carolina e Billy Brandão

Teclados: Sacha Amback

Programação: Jongui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O avesso dos ponteiros (3:48)

(Ana Carolina)

Arranjo: Ana Carolina, Nilo Romero e Banda

Bateria: Mac William

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Dunga

Guitarra: Nelson Faria

Violões de Aço: Ana Carolina

Teclados: Sacha Amback

Programação: Sacha Amback

Loop: Nilo Romero

Violino Spalla: Bernardo Bessler

Violino: Mauro Martins

Viola: Marie-Christine Springuel Bessler

Celo: Hugo Pilger

Arranjo de cordas: Sacha Amback

Arregimentação: Pascoal Perrota

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Beatriz (3:46)

(Chico Buarque - Edu Lobo)

Concepção de arranjo e Violão de nylon: Ana Carolina

Participação especial Violão de Aço: Paulinho Moska

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tô caindo fora (3:25)

(Alvin L.)

Concepção de arranjo: Sacha Amback

Bateria: Sergio Melo

Percussão: Marcos Suzano

Baixo: Dunga

Guitarra: Billy Brandão

Violão de aço: Ana Carolina

Teclados e Programação: Sacha Amback

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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