Biografia

 

No dia 09 de setembro de 1974, sob o signo de Virgem, nascia na cidade mineira de Juiz de Fora, Ana Carolina Souza, que viria a se tornar uma das maiores revelações da MPB, no final dos anos 90.

Nascida em família de classe média, com fortes raízes musicais, já que sua avó cantava em Rádio e seus tios-avós tocavam percussão, piano, cello e violino, a menina tímida desde cedo já  sabia o que seria: cantora.

Seus ídolos, desde o início da adolescência, foram Chico Buarque, Caetano Veloso, Cartola, Tom Jobim, Miltom Nascimento e outros grandes nomes da MPB. Enquanto as meninas da sua idade iam aos shows do quinteto adolescente “Menudos”, Ana Carolina preferia a companhia dos seus ídolos.

Autodidata, aprendeu sozinha a tocar violão, guitarra e pandeiro, este último ouvindo o disco “Olho de Peixe”, de Lenine e Suzano. Nunca precisou de aulas de canto para desenvolver e aprimorar seu timbre grave e melodioso.

Cursou Letras na Universidade Federal de Juiz de Fora, até o sexto período, mas seu amor pela música falou mais alto e ela abandonou o curso quando não conseguia mais conciliar os estudos e as apresentações noturnas em bares mineiros, como o Spain e o Marrakech. Nessas incursões conheceu sua atual  empresária, Luciana Moraes.

No início de 1999, aos 25 anos, lançou seu cd de estréia, pela BMG, entitulado apenas “Ana Carolina”, produzido por Nilo Romero. A gravadora interessou-se por ela após um show realizado no Mistura Fina, no Rio de Janeiro.

 Já em seu primeiro trabalho, conta com a participação de artistas consagrados como Paulinho Moska, Arnaldo Antunes e Milton Guedes, além de composições próprias e as regravações de clássicos como “Retrato em Branco e Preto” (Chico Buarque e Tom Jobim) e “Beatriz”(Chico Buarque e Edu Lobo), passando por “Tudo Bem” (Lulu Santos). O primeiro sucesso veio com “GARGANTA”, escrita para ela por Totonho Villeroy, durante um show em Belo Horizonte e que estourou na trilha sonora da novela “Andando nas Nuvens”, da Rede Globo. Totonho assina também a autoria de “Tô Saindo”.

Seu inegável talento já lhe rendeu inúmeros elogios dos mais variados críticos, intérpretes e compositores da MPB. Chico Buarque, inclusive, convidou-a para participar de seu Songbook, no qual Ana interpreta “Mil Perdões” (volume 5), e “Eu te Amo” (volume 8).

Em seus shows, além dos excelentes arranjos dados às composições conhecidas do grande público, encontradas em seu cd, Ana presenteia  a platéia com solos de violão, seu instrumento favorito, e pandeiro (este na ótima “ARMAZÉM”), além de desfilar seus incomparáveis recursos vocais, evidenciando sua enorme versatilidade e talento. Apresenta ainda composições inéditas, como “Será que dá pra seguir?”, “Voz e Violão” e “Joana”, que já caiu nas graças do público e é presença obrigatória em suas apresentações, assim como a música “Vampiro” (Jorge Mautner). Outra que não pode faltar é sua feroz interpretação de “Vaca Profana”, composta por Caetano Veloso, em 1984.

A banda é formada por Mac William, na bateria; Luciano Leal, no Baixo; Hélder Costa, na guitarra; Firmino, na percussão e Marcos Nimrichter, nos teclados.

A menina tímida de Juiz de Fora transformou-se numa mulher de personalidade forte, excelente compositora, instrumentista e intérprete, que hoje vem engrandecer o cenário da Música Popular Brasileira, conservando em seu trabalho suas características singulares, em meio à pluralidade de influências que serviram de alicerce à sua promissora carreira.

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