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Cultura �rabe



O MUNDO �RABE NO S�CULO XX

A parte do mundo que se costuma designar gen�ricamente como Oriente M�dio pode ser dividida
em duas grandes regi�es: a �sia Ocidental e a Pen�nsula Ar�bica.
Os principais pontos em comum no mundo �rabe s�o a l�ngua, a religi�o e as tradi��es isl�micas.
Al�m disso, quase todos os pa�ses da regi�o t�m sua economia assentada na exporta��o de
petr�leo e um passado de tra�os coloniais: nem todos, � bem verdade, foram colonizados no
sentido estrito da palavra; mas, sua hist�ria foi largamente condicionada pela presen�a
europ�ia, sobretudo a francesa e inglesa. Separados por in�meras diverg�ncias, os �rabes
costumam unir-se apenas quando se trata de enfrentar um inimigo comum: O Estado de Israel.



UM POUCO DA HIST�RIA

A leste do Mediterr�neo, existe uma regi�o, que, devido ao formato arqueado e � fertilidade
de sua terra, fiou conhecida desde a Antiguidade pelo significativo nome de "crescente f�rtil".
Foi ali, que h� alguns mil�nios antes de Cristo, as atividades humanas passaram por uma
fant�stica evolu��o, talvez a mais importante da Hist�ria do Homem. Enquanto os babil�nios
constru�am um dos promeiros grandes imp�rios agr�colas na Mesopot�mia, os fen�cios partiam
das costas do atual L�bano para criar uma rede de entrepostos comerciais que cobria quase
todo o Mediterr�neo. Ao mesmo tempo, a regi�o era palcode extraordin�rios progressos t�cnicos
e cient�ficos, e avan�ava-se nos campos da Arte, da Religi�o e do Direito.
Mais tarde, a difus�o das civiliza��es grega, primeiro, e romana, depois, deu in�cio a uma
profunda transforma��o das civiliza��es asi�ticas, que conservaram mesmo assim, uma not�vel
vitalidade. A partir do s�culo XII, por�m, seu decl�nio assumiu propor��es dram�ticas. As
invas�es de mong�is e otomanos influ�ram decicivamente na hist�ria dos diversos pa�ses da
regi�o. Possivelmente, mais graves ainda foram os danos provocados pela destrui��o de
significativa parte da cobertura florestal e pela deteriora��o da delicada rede de canais
qua drenavam os p�ntanos e preveniam as grandes cheias dos rios_ preju�zo acentuado pela
progressiva aridez do clima. assim no in�cio do s�culo XX, a vegeta��o e os cultivos haviam
diminu�do substancialmente, na mesma medida em que se ampliaram os seus desertos.



A �SIA OCIDENTAL

Os pa�ses da �sia Ocidental aqui referidos_ Chipre, L�bano, S�ria, Jord�nia e Iraque
( Turquia, Israel e Ir� ser�o comentados em outra oportunidade),_ alcan�aram a independ�ncia
neste s�culo. Com exce��o de Chipre, de cultura sobretudo grega e religi�o crist� ortodoxa,
eles herdaram do passado uma l�ngua, o �rabe, e uma religi�o, o islamismo, comuns.
Em 1948, a cria��o do Estado de Israel em meio a esse mundo �rabe deu in�cio a guerras
cont�nuas, nas quais se perderam vidas terras e recursos. Al�m disso, o abrigo dado por
pa�ses �rabes a centenas de milhares de refugiados palestinos ( expulsos da Palestina pelos
israelenses) perturbou o delicado equil�brio pol�tico e econ�mico da regi�o, acarretando
guerras civis em virtude das pr�prias divis�es sociais e religiosas internas.
Mas a despeito dessas disputas hist�ricas, a �sia Ocidental tem seuspontos fortes, como
por exemplo, a S�ria, que apesar da aridez do solo e do clima, tem na agricultura metade
da popula��o ativa, sem contar as ind�strias aliment�cias e texteis, que s�o numerosas e
fortes; o petr�leo garante 3/4 das exporta��es iraquianas.



PEN�NSULA AR�BICA

Na pen�nsula Ar�bica a palavra-chave � petr�leo. Sua prospec��o come�oupor volta de 1930,
e por muitas d�cadas foi procurado, extra�do e comercilizado pelas "sete irm�s", um grupo
formado pelas sete maiores companhias de petr�leo ocidentais: Esso, Standard da Calif�rnia,
Standard de Nova Yorque, Gulf, texaco (norte-americanas), Shell (holandesa) e British
Petroleum (inglesa).
Ap�s a II Guerra, os pa�ses produtores passaram a defender melhor seus interesses:
sucederam-se as nacionaliza��es, os aumentos de pre�o do produto e uma organiza��o dos
estados produtores, com destaque para os pa�ses da pen�nsula_ que afinal, conseguiram
aumentar seus lucros.



ISLAMISMO, A RELIGI�O DOS �RABES E ATUALMENTE A QUE MAIS CRESCE NO MUNDO !!!

No s�culo V, a Ar�bia encontrava-se menos isolada do que se supunha. Era percorrida por
caravanas, mercadores e expedi��es militares, que lhe levavam influ�ncias hel�nicas, persas
e indianas. Os nativos que se situavam ao sul cultuavam deuses personificados por planetas.
Os �rabes do norte acreditavam numa s�rie de esp�ritos, de diversos n�veis evolutivos, os
djinns, que representavam por �rvores e pedras. Nessas duas cren�as, todavia, as divindades
subordinavam-se a um Deus Supremo - Al� - e eram cultuados como seres de uma hierarquia divina,
e n�o como deuses de religi�o polite�sta. A justi�a era regida pela Lei de Tali�o e
preconizava-se a vingan�a solid�ria de cl� a cl�. O n�cleo das atividades comerciais e
religiosas era a cidade de Meca, importante, por constituir posto de �gua para as caravanas
e situar-se numa encruzilhada que levava ao I�men, Egito, S�ria e Mesopot�mia. A partir do
s�culo V Meca ficou sob o dom�nio da tribo Qoraysh. Qosavy, um de seus membros, mandou
edificar a Caaba (casa de Deus), transformando a cidade num grnade centro de peregrina��o.
Nesse santu�rio foram reunidas as divindades de todas as seitas do pa�s, permitindo que cada
um cultuasse a que de sua cren�a. O recinto foi declarado sagrado e inviol�vel, e instituiram
o povo de Qoraysh como guardi�es. Em fins do s�culo VI a Ar�bia j� demonstrava alguma
tend�ncia para a unidade, tanto na �era religiosa quanto na pol�tica e comercial. Esse
predisposi��o foi transformada em realidade por Maom�. N�o existem dados hist�ricos sobre
a vida desse grande l�der. Sua biografia baseia-se nos hadith, conhecidos como
Conversas-de-Mesa de Maom�, vasta cole��o de orienta��es e narra��es deixadas por ele, que
formaram as m�ximas da tradi��o mu�ulmana. Pouco se conhece da juventude e das pr�ticas
religiosas de Maom�. Devia possuir qualidades morais e grande intelig�ncia, apesar de
analfabeto, visto que aos 20 anos foi escolhido pela vi�va Kadidja como homem de confian�a
para acompanhar suas caravanas � S�ria. Em seguida ela lhe prop�s casamento, uni�o que se
efetuo cinco anos depois. Apesar dos �rabes adotarem a poligamia, Maom� n�o possuiu outra
esposa enquanto sua primeira mulher viveu. Depois casou-se duas vezes. Recebeu revela��es
espirituais, provenientes de uma s�rie de retiros, visto que se dedicava muito � atividade
espiritual. Em 631 resolveu divulgar tais revela��es. Devido a oposi��o dos Qorayshita, n�o
consegui converter os cidad�os de Meca durante os 10 anos que ali pregou. Tronou-se alvo de
sarcasmo e inj�ria, coisa que culminou em uma conspira��o para assassin�-lo, no ano 619,
quando perdeu a esposa e o tio que o criara. Em 620, seis peregrinos aderiram as suas id�ias,
influenciando e convertendo outras pessoas. Em 24 de setembro de 622, perseguido e amea�ado,
partiu para Yatrib. O dia de sua fuga, chamado Hidjra ou H�jira (emigra��o), tornou-se t�o
importante para os islamitas que passaram a calcular o tempo a partir dessa data, A.H., Ano
H�jira, ou Ano da Fuga. Em Yatrib teve in�cio uma fase decisiva da religi�o. Maom� promoveu
a integra��o dos diversos grupos e tribos que aderiram a ele, com a obriga��o de se submeterem
a sua autoridade. No ano 630 regressou a Meca, com um ex�rcito de 10 mil homens, para imp�r
religi�o. Vitorioso, dirigiu-se � Caaba, em torno da qual deu 7 voltas, e tocou na pedra
preta com seu bast�o. Mandou derrubar os �dolos erguidos, apagar os afrescos que
representavam os profetas b�blicos, poupando apenas as imagens de Abra�o, de Jesus e da
Virgem Maria. Declarou sagrado o santu�rio, confiando a guarda � Otman ibn Talha, e concedeu
liberdade aos habitantes da cidade, que numa cerim�nia de juramento, prometeram-lhe
obedi�ncia e fidelidade. Em 10 de mar�o de 632, embora doente, fez a peregrina��o de adeus
a Meca, cumpriu todos os ritos para ficarem bem definidos e proferiu seu �ltimo serm�o no
monte Arafat. Declarou sagrado o territ�rio de Meca e o m�s da peregrina��o. Exortou os
�rabes a permanecerem unidos ap�s sua morte. Proclamou alguns direitos e deveres em rela��o
ao casamento e ao com�rcio. Durante sua lideran�a extinguiu a Lei de Tali�o, fixou o ano em
12 meses lunares e proibiu a usura, ou seja, o empr�stimo a juros. Morreu em 08 de junho de
632. Seus escriba e filho adotivo Thalit transcreveu seus documentos para um livro que foi
chamado Kitab Allah, Livro de Al�, mais conhecido como Cor�o ou Al Cor�o. Esta obra s� foi
terminada ap�s 20 anos de iniciada. Consiste em 114 souras ou cap�tulos. Depois de algumas
brigas entre califas, houve o chamado Grande Cisma. Os seguidores se dividiram, uns ficando
conhecidos como Karidjiitas, outros como sendo do partido Shia, de onde deriva o nome Xiismo
ou Chiismo. A princ�pio so crentes se denominavam de mumim (fiel), e mais tarde de
muslim(submisso), de onde veio a palavra mu�ulmano. Nunca possuiram quadro religioso no
sentido de composi��o eclesi�stica. Sempre dispensaram guia espiritual, por considerarem
claramente expressos no AlCor�o todos os ensinamentos. A hierarquia consistia de jurista e
n�o de te�logos e sacerdotes. O aparecimento das duas maiores seitas mu�ulmanas, sunitas e
xiitas, deu-se pela discord�ncia sobre a sucess�o do califado. A maioria � sunita. N�o se
veja nessa diverg�ncia apenas fatores religiosos, mas temporais, vez que os califas obtinham
enormes vantagens nas guerras de conquistas. Os cinco pilares da f� constituem obriga��es que
nenhum mu�ulmano pode deixar de observar:

1- A narra��o do Kalima - ou seja, a confiss�o: "H� um s� Deus e Maom� � o Seu Profeta".

2 - Os cinco per�odos di�rios de ora��o - antes do nascer do sol,ao meio-dia, imediatamente
antes e depois do p�r do sol e � primeira vig�lia da noite.

3- A pr�tica da caridade - N�o s� a esmola, mas bem como hospitalidade com h�spedes e viajantes.

4 - O jejum durante o m�s de Ramadan .

5 - A peregrina��o a Meca - obriga��o mais solene para os fi�is. At� hoje tal cerimonial se
mant�m inalterado, nos m�nimos detalhes.



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