| Sal�rios pol�micos
Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira (*) Durante a semana que passou o Pa�s inteiro discutiu e se indignou com a quest�o do pol�mico aumento de 91% nos sal�rios dos parlamentares brasileiros. A decis�o dos deputados federais de equiparar seus sal�rios aos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aumentava de R$ 12.800 para R$ 16.500 e iria provocar o impacto de R$ 157 milh�es na C�mara dos Deputados, como foi divulgado no jornal Folha de S�o Paulo. Depois de muitos protestos e forte press�o popular, o plen�rio da C�mara decidiu deixar para a pr�xima legislatura a defini��o do aumento do sal�rio. Os deputados decidiram adiar as discuss�es sobre o reajuste para o ano que vem. O STF considerou inconstitucional o reajuste por meio de ato da Mesa Diretora e obrigou o Congresso a votar o aumento nos subs�dios dos parlamentares nos plen�rios da C�mara e do Senado. Por falta de acordo entre os l�deres partid�rios, que se dividiram sobre o reajuste, a mat�ria acabou retirada de pauta. Inicialmente, o Senado participou das discuss�es sobre o reajuste, mas acabou deixando a decis�o sobre os sal�rios nas m�os da C�mara. No cen�rio de um Pa�s onde as desigualdades s�o t�o enormes, a proposta dos parlamentares brasileiros � uma vergonha e traria conseq��ncias para todos os segmentos da sociedade, visto que o Brasil tem desigualdades sociais alarmantes. Esse aumento teria um efeito cascata, atingindo n�o s� o or�amento federal, mas tamb�m de todos os estados e munic�pios brasileiros, como analisam os especialistas. O assunto se tornou t�o pol�mico que foi parar na igreja, nas par�quias de Mato Grosso. A Confer�ncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) do Estado orientou seus padres a criticarem, durante as celebra��es, o cogitado reajuste. O posicionamento da CNBB ocorreu de acordo com a nota expedida pela entidade. No documento, foi dito que, se aprovada, a medida faria crescer o "fosso entre os legisladores e o povo". Mas h� quem defenda a proposta inicial apresentada pelas mesas das duas casas do Congresso Nacional de equiparar a remunera��o dos integrantes do Legislativo com a remunera��o dos ministros do STF. � que os sal�rios dos parlamentares t�m sempre uns acr�scimos a mais como 14� e 15� sal�rios, entre outras vantagens, que aumentam ainda mais o poder aquisitivo dos nossos parlamentares do Congresso. E segundo os defensores da proposta, a equipara��o daria mais transpar�ncia aos sal�rios dos parlamentares, �definindo crit�rio explicito e separando-o dos expedientes dos sal�rios paralelos auferidos�. E enquanto isso, a maioria da popula��o vai sobrevivendo, sem qualidade de vida, sem sal�rio digno, sem condi��es dignas de trabalho... * � jornalista. |