| Opress�o da Mulher II Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira * (Publicado no jornal O Di�rio, de quinta-feira, 11.03.93) No Brasil e no mundo, diariamente, os notici�rios das r�dios, jornais e TVs denunciam a viol�ncia contra o trabalhador pelo bra�o armado do patr�o e contra a mulher pelo companheiro, numa demonstra��o de opress�o e imposi��o do poder masculino exercido sobre o feminino, sem que os culpados sejam punidos. No campo de trabalho a mulher sempre recebe sal�rio menor, e quando trabalha fora e tem filhos quase sempre n�o disp�e de local para deix�-los e acaba por ficar em casa para cuidar deles. Em 1857, em Nova Iorque, 129 mulheres oper�rias t�xteis da f�brica Cotton, recusaram-se a fiar o algod�o plantado pelas mulheres negras do Sul, que eram escravas. Exigiam a redu��o da jornada de trabalho para dez horas di�rias e melhores condi��es de trabalho. Fizeram greve e foram mortas, o que reflete a insatisfa��o dos poderosos contra a organiza��o das mulheres. A hist�ria da atua��o e da participa��o da mulher nos movimentos reivindicat�rios de melhoria de condi��es de vida n�o foi muito bem retratada, ficando a sua situa��o durante muito tempo apagada da hist�ria e da mem�ria do povo. Por�m, em s�culos anteriores, v�rias mulheres se destacaram pelas atividades que desenvolviam e como escritoras denunciaram a situa��o da opress�o da mulher no mundo, sendo reprimidas pelos poderes dominantes de cada �poca. As mulheres foram ridicularizadas e sua import�ncia foi suprimida, carecendo da organiza��o delas ao se conscientizarem das injusti�as cometidas contra seu pr�prio sexo. A industrializa��o do final do s�culo XVIII e in�cio do XIX, ao inserir a m�quina na produ��o em s�rie, abriu as portas da ind�stria � m�o-de-obra feminina e infantil. Apesar da explora��o que isso acarretou, o novo sistema de produ��o tamb�m a submeteu a extensas jornadas de at� 17 horas, sem o devido descanso, executando muitas vezes tarefas superiores �s suas for�as, em ambientes insalubres, sem as m�nimas condi��es de higiene. |