| Macei�/AL, 19 de abril de 2003. Relex�es de um dia Santo Sexta-feira Santa. Hoje amanheci saudosa e contemplativa. Se mam�e fosse viva, amanh� completaria 79 anos. Quase dois anos depois de sua morte, fico imaginando quanto desentendimento poder�amos ter evitado, principalmente eu, por ser mais nova e ter estudado e, teoricamente, ser capaz de ter tido um n�vel de compreens�o maior que o dela... Poder�amos ter sido mais amigas e mais felizes. Tanto eu, quanto ela. Sei que tinha l� os seus sonhos e, assim como eu, n�o p�de realizar a todos. Reflito. H� momentos que me sinto culpada pelas dificuldades por que estou passando, tanto no pessoal quanto no profissional. Sou t�o complicada... N�o posso responsabilizar nada, nem ningu�m pelos meus problemas. Que s�o tantos e t�o imensos, mas que comparados com os de outras pessoas, s�o �nfimos. Afinal, tenho dois bra�os e duas pernas, ainda firmes, e uma cabe�a pensante. Resta-me coloc�-la para funcionar, acertadamente. Mas n�o s�o todos os momentos em que o racioc�nio me vem t�o claro. H� instantes de muita indaga��o, incertezas e at� de raiva de mim mesma. Raiva, por n�o ter sido firme e corajosa para enfrentar todos os desafios que a vida e a profiss�o me impuseram. N�o gosto do termo, mas �s vezes, em momentos de pessimismo, me acho um fracasso total. Por que sou assim? Tudo poderia ter sido t�o diferente...! �s vezes concordo quando me dizem que qualquer um pode fazer o seu pr�prio destino, peg�-lo pela r�dea e conduzi-lo firmemente at� onde se quer chegar. E a� ent�o fico achando que talvez eu n�o tenha acertado e que n�o fui capaz de ter me firmado no campo pessoal e na vida profissional. Outras vezes eu avalio que o destino est� escrito e que nem sempre somos capazes de alter�-lo. Que ele � inevit�vel. E vem a explica��o para todo esse meu �mal desempenho� na vida. J� renunciei a tanta coisa, a tantos sonhos.... Por que me sinto t�o incompleta? N�o � certamente a falta de Deus, pois mais do que nunca continuo firme na minha f�. Mas s�o esses e outros pensamentos que me invadem neste dia Santo, de solid�o e de muitas incertezas. Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira |