Dia Internacional da Mulher

Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira
* (P�blicado no jornal O Di�rio, de quarta-feira, 08.03.95)


Nesta quarta-feira, 08 de mar�o, as mulheres  de todo o  pa�s  s�o homenageadas pela  passagem  de seu Dia Internacional. Elas  aproveitaram  a data para  denunciar  que continuam  sofrendo com a viol�ncia  e a discrimina��o, apesar de a lei garantir  os direitos  adquiridos com muita luta na Constitui��o  de 88.
A data ficou  estabelecida  atrav�s  de proposta  da socialista Clara Zetkin,  na II Confer�ncia  Mundial das Mulheres  Socialistas, em  Ccopenhague,  em homenagem  �s mulheres  incineradas na f�brica Cotton, em Nova Iorque,  no ano de 1857.
O exemplo  das oper�rias  assassinadas  serviu  de marco para  o movimento  de mulheres, em �mbito mundial, mas vale lembrar  aqui das  nossas mulheres: as brasileiras e as  alagoanas, cotidianamente  exploradas,  violentadas e perseguidas -, tantas vezes dentro  do seu pr�prio lar, como demonstram as estat�sticas  divulgadas pela GAZETA  de domingo,  05.03, que assinalam  ser o nosso Estado, mais uma vez, campe�o de coisas  ruins. � l�der nacional em homic�dios  contra mulheres,  com 24,8% dos casos ocorridos  em todo o Pa�s, seguido por  Pernambuco (13,2%) e o Esp�rito Santo (11,1%).
Vale  destacar que  a maioria dos casos de  abuso sexual, espancamentos, torturas f�sicas e mental, s�o cometidos 90%  pela pr�pria  fam�lia,  o que nos leva  a indagar: aonde foram  parar os valores  da ra�a humana?
A viol�ncia  contra a mulher � uma covardia. �  a manifesta��o mais tr�gica da discrimina��o contra elas e � uma quest�o que o  movimento popular , feminista e sindical  ainda  n�o conseguiu superar porque �  um problema  estrutural da sociedade que � extremamente machista  e conservadora.
A mulher  foi criada  para ser subserviente, �boazinha�, para aceitar  tudo sempre com um sorriso nos l�bios. De repente rompeu as amarras, foi �s ruas reivindicar  seus direitos,  protestar  contra a opress�o a que est� submetida,  soltando  o grito preso na garganta  e deixando  essa mesma sociedade sobressaltada e boquiaberta  com tanta garra e disposi��o  de luta, incomodando  os que defendem  a opress�o e a subalternidade da mulher.
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