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| 8 de mar�o: hora de refletir Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira (O Di�rio, de 05.03.92) Apesar dos avan�os conseguidos na Constitui��o de 1988, a mulher ainda se ressente de ver esses direitos n�o postos em pr�tica no seu dia-a-dia. Com a aprova��o desses direitos ter�o a chance de uma vez, refletir sobre tudo que conquistou na Lei, em 88, e os motivos que ainda levam a serem discriminadas na sociedade dos homens. As trabalhadoras brasileiras ainda s�o a grande parcela discriminada da sociedade juntamente com negros, �ndios e homossexuais. Apesar de serem maioria no mercado de trabalho, � comum receberem sal�rios inferiores que os dos companheiros homens, desempenhando a mesma fun��o e �s vezes, com cargas hor�rias superiores a eles. N�o � de hoje que a discrimina��o se apresenta e nos chamados tempos primitivos, durante um certo per�odo, ela esteve em p� de igualdade com o homem. Com o avan�o das for�as produtivas e o ac�mulo de riquezas, ela viu seu trabalho ser diminu�do e suas tarefas consideradas sem import�ncia. O homem saiu para a ca�a e a guerra e ela ficou cuidando da agricultura e dos afazeres dom�sticos, tarefas que foram consideradas sem import�ncia. Isso n�o quer dizer que a mulher tenha se acomodado e n�o tenha partido para a batalha das reivindica��es e do enfrentamento. Pelo contr�rio. Neste aspecto, vale salientar a atua��o de diversas mulheres revolucion�rias como Alexandra Kollontai, Klara Z�tkin, Ana Lins (em Alagoas), Maria Lacerda de Moura, Ema A, Isadora Ducan e muitas outras que enfrentaram o preconceito de suas respectivas �pocas e pa�ses, lutaram por uma sociedade mais justa, sem discrimina��o, pela valoriza��o das suas atividades e por muitas outras quest�es sociais importantes. Neste 8 de mar�o, portanto, � hora de pararmos para refletir sobre o momento pol�tico que estamos vivendo e na contribui��o pol�tica e social que a mulher vem dando nas lutas sindicais e de suas categorias, sem que tenham sido reconhecidas, ainda, pelos seus companheiros de trabalho. |