| Falta educa��o Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira * (Publicado no Jornal de Hoje, de 24.05.94) Um pa�s que n�o investe na educa��o, na sa�de e na agricultura, n�o pode ser denominado de s�rio, como afirmou Charles de Gaule. Segundo a revista Nova Escola, n� 75 de maio/94, mais de 7 milh�es de crian�as est�o fora das salas de aulas, trabalhando em regime de semi-escravid�o, em diversas atividades, sem direito a descanso, brinquedos, escola e alimenta��o adequada. S�o pelo menos 7,3 milh�es de crian�as e adolescentes de dez a 16 anos que trabalham para ajudar no sustento da fam�lia, quando deveriam estar freq�entando os bancos escolares. Em Macei� temos os exemplos gritantes dos meninos de rua e dos lavadores de p�ra-brisa. Os primeiros vivem � margem da sociedade e praticam pequenos furtos e at� assassinatos, quando est�o drogados, e os limpadores de p�ra-brisa, muitos trabalham para o sustento de m�es convalescentes como � o caso do menino Alexandre, que faz ponto na Pra�a do Montepio dos Artistas. A Constitui��o brasileira e o Estatuto da Crian�a e do Adolescente pro�bem o trabalho aos 14 anos de idade, a n�o ser como menor aprendiz, no entanto, nos �ltimos relat�rios feitos pela ONU - Organiza��o das Na��es Unidas, segundo a Nova Escola, o Brasil � citado ao lado de pa�ses da �frica e �sia, por causa de den�ncias de trabalho escravo de crian�as, prostitui��o e tr�fico de beb�s. J� a OIT - Organiza��o Internacional do Trabalho, incluiu o Brasil , e, 1992, no Programa Internacional para Elimina��o do Trabalho Infantil - IPEC, ao lado da �ndia, Qu�nia, Tail�ndia e Turquia. Em 1991, das 60 mil pessoas que trabalhavam nos canaviais, 25% eram crian�as e adolescentes na faixa dos dez aos 17 anos, muitos sem nunca terem freq�entado uma escola ou saber escrever seus pr�prios nomes. Dados da pesquisa �Trabalhadores invis�veis�, realizado pelo Centro de Estudos de Pesquisa Josu� de Castro, afirmam que a quase totalidade dos trabalhadores rurais come�ou a trabalhar ainda na inf�ncia, dia a Nova Escola. Constatando esses dados sentimos a tristeza n�o de ser brasileira, mas de termos dirigentes que pouco ou nada fazem pelos menos favorecidos, que s� s�o lembrados nas mirabolantes campanhas eleitorais. |