Que rumo seguir?

Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira
(Publicado como carta do leitor no jornal Gazeta de Alagoas)


O profissional que sai da Universidade Federal de  Alagoas se ressente  da falta de perspectiva no mercado de trabalho e do pouco ensinamento que a escola oferece. Se levarmos em considera��o os formandos em Comunica��o Social, a� � que piora a situa��o.
Professores mal-pagos, insatisfeitos e sem qualifica��o, desestimulam a pesquisa e o aprendizado dos alunos, que depois de formados se sentem inseguros diante  da realidade do desemprego. A� o fator sorte deve ser considerado.
Muitas vezes, sa�dos da Ufal e sem emprego, os  jornalistas formados  e inseguros buscam o sonho: trabalhar em jornal, de prefer�ncia  numa grande empresa. Qual n�o � a surpresa deles quando se percebem ser o mercado restrito, mal-remunerado e com profissionais  em sua maioria tamb�m  insatisfeitos, �s vezes com pouca qualifica��o.
O novato tem a teoria e o veterano, a pr�tica. Por que n�o conciliar as duas id�ias? Afinal, as duas andam juntas. Seria muito mais f�cil! O batente  exige  pr�tica, coisa que a escola pouco ou nada oferece durante todo o curso.
E depois de formados? Qual  a necessidade  do profissional, al�m do emprego? Depois de formados sentimos car�ncia  no aperfei�oamento e, para isso, � interessante que a Universidade  se preocupe em oferecer cursos de extens�o e p�s-gradua��o, no  sentido  de estimular os rec�m-sa�dos, a continuarem  dando sua contribui��o � institui��o, desenvolvendo  trabalhos  com a comunidade, a pesquisa e o aprofundamento te�rico, necess�rios ao conhecimento  cient�fico e ao aprimoramento  profissional.
Para n�s que saimos  do curso de jornalismo a realidade � mais cruel. Vemos colegas dirigindo t�xi (sem querer menosprezar os taxistas), vemos colegas vendendo  batatinha frita, para n�o citar  outras atividades,  que nada t�m a ver  com a nossa forma��o acad�mica.  E a� eu pergunto: que rumo seguir?
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