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| A guerra n�o � solu��o Ol�via de C�ssia Correia de Cerqueira (Este artigo foi publicado no jornal Gazeta de Alagoas, p�gina A-2 - editoria/Nacional- domingo, 27.01.91) A guerra em si n�o � solu��o e nem desculpa para a crise que o mundo atravessa. Vejo nela um ato de covardia e inconseq��ncia sem precedentes, onde a morte de milhares e milhares de inocentes, a revelia da sorte, se faz presente a cada ataque. A quest�o da guerra do Golfo P�rsico � hist�rica, de invas�es e quest�es religiosas, num emaranhado complexo de motivos onde uma c�pula decide a sorte dos seus guerreiros. A guerra � onde paira a incerteza e todos se voltam atentos, na esperan�a de paz. O que est� em jogo l�, � o controle pol�tico-econ�mico e religioso entre as grandes pot�ncias mundiais. Quantos morrer�o? N�o se sabe ao todo, mas as estimativas s�o as piores, embora a grande imprensa ainda n�o o tenha notificado. A pol�tica de Sadam Husseim � equivocada, mas ele pode estar certo quando defende os seus interesses (n�o a esse pre�o, � claro), contra os interesses monopolistas e imperialistas norte-americanos. O problema da guerra come�ada � o presidente dos Estados Unidos, George Bush, que tem todo o interesse em incentivar esta guerra. Bush n�o tem moral para criticar a ocupa��o do Kwait pelo Iraque, vide hist�ria recente da guerra do Vietn� e outras que aconteceram. Os informes dos ataques ao Iraque ou do Iraque, nos chegam controlados e distorcidos, n�o refletindo a realidade dos acontecimentos. Devemos sempre duvidar. Os Estados Unidos querem ganhar a guerra a todo custo e �livrar� Israel dos horrores da guerra, informou a Globo em seu notici�rio. � que este pa�s � suporte dos EUA. Al�m dos Estados Unidos h� o interesse da Inglaterra e Fran�a, com apoio de outros pa�ses, que desencadearam ataque fortemente aramado contra o Iraque, pequeno pa�s do Oriente M�dio. A televis�o divulgou um bombardeio e nele mostrou um homem com pequenas escoria��es, querendo ofuscar os horrores do combate armado. �Brasileiros e brasileiras�, agora �minha gente�, n�o podemos nos calar diante de tal quadro dantesco. N�o devemos estar indiferentes aos �ltimos acontecimentos mundiais e precisamos protestar contra o absurdo da guerra que n�o � a solu��o para os nossos nem para os problemas deles. |