TRANSGÊNICOS: A "PANACÉIA" FINAL?



Atualmente há um incremento da pesquisa no campo da biotecnologia. A curiosidade faz parte da condição de humanidade, portanto a pesquisa é algo natural. Entretanto, de modo geral, o motivo tem sido outro, que é bastante normal, pois visa unicamente dinheiro e poder. Para os que se embrenham nessas investidas em campo muito pouco conhecido, sem a devida cautela, a Ética é vista só como um empecilho à Ciência e ao conhecimento humano em geral. Algumas (mega)empresas chegam ao cúmulo de propor que a humanidade corra riscos fantásticos como a "simples" aniquilação da cadeia trófica ou a sua transformação em sabe-se lá o que, simplesmente porque pretendem monopolizar a "fabricação" e o "comércio" de formas de vida, sem nenhum freio a qualquer dos mais bizarros desejos humanos, sem um mínimo de respeito pelas outras espécies. Querem brincar de aprendizes de feiticeiros, manipulando genes como se fossem adivinhadores - já que não sabem - das consseqüências de seus atos. Na verdade querem manipular os próprios seres humanos com quem convivem. A fim de que a humanidade engula suas propostas indecentes, apregoam inúmeras "vantagens" dos seres criados pela fabulosa iniciativa "científica" - ou melhor comercial - tentando imppedir que sigamos como participantes da Natureza e nos tornemos súditos de seus "reinados" grotescos onde uma nova cadeia da vida seja montada segundo as suas idiossincrasias mais aberrantes, ou seja, um caos!! Uma dessas empresas teve a cara-de-pau (cinismo) de propor aos agricultores a utilização de uma semente suicida, a qual não pode ser (re)plantada, porque um gatilho biológico (uma sequência de reações intracelulares) é ativado em dado momento tornando-a estéril ...! O pior é que, através de intensa publicidade, ela consegue, com o seu discurso, sugerir que a sua intenção é a de beneficiar o agricultor e, por conseguinte, toda a sociedade!! Pior ainda é que alguns "ingênuos" (ou, talvez, débeis mentais) acreditam nisso!!! Enquanto segue o debate sobre os OGMs (organismos geneticamente modificados), vai se delineando a verdadeira intenção dessas empresas e dos seus séquitos - tanto nas instituições públicas como nas privadas - escancarando a sórdida visão de mundo restrita ao prisma do dinheiro, cujo critério desconsidera até as condições de vida, quando estas não trazem algum lucro financeiro de forma direta. É lamentável que, além de muitos representantes políticos (e seus asseclas), diversos profissionais de renome internacional, se submetam aos ditames dessas empresas, e estejam empenhados, também, na defesa dos interesses econômicos dessas empresas, os quais coincidem, na maioria das vezes, com os de sua classe trabalhista, esquecendo de que, antes de mais nada, são seres humanos, logo, também fazem parte da mesma cadeia, composta por todos os seres vivos, a qual está ameaçada, neste momento histórico, quando a humanidade está, aos poucos, começando a engatinhar nessa via - assustadora, devido ao seu potencial de risco - da engenharia genética. Já dizem alguns velhos e sábios ditados populares que a pressa é inimiga da perfeição... o apressado come cru... melhor prevenir do que remediar... (e também o saber acadêmico, quando preconiza que o princípio da cautela é imprescindível em situações como essa). Afinal estamos muito distantes da condição de deuses ("senhores" da vida e da morte)...

E a ética... e a dignidade humana... e o respeito às outras formas de vida (ou de consciência)... onde estão!?

Voce prefere os alimentos naturais, ou os artificialmente modificados? Voce acredita que os seres humanos podem aperfeiçoar as plantas, os animais (enfim, a Natureza)... ou podem, apenas, aperfeiçoar a maneira de interagir com as outras espécies - em suma, lograr uma boa convivência com elas, de forma prazeirosa - em vez de (somente) usá-las (tirando proveito de modo abusivo)... por exemplo, se empenhando em melhorar o modo de cultivar as plantas, de aproveitamento do solo, de domesticar (observar, aprender, brincar e se divertir com os) animais, etc...? (Por favor, envie-me a sua opinião).


 

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