A existência de um produto artificial se inicia com a extração
da matéria-prima necessária, e se prolonga até a sua
degradação no meio ambiente. Contudo as conseqüências
geradas - em especial, os impactos - perduram por um tempo variável,
porém sempre demasiado - já que é algo indesejável
e prejudicial. Em alguns casos, esse tempo é desconhecido. Por exemplo:
alguns plásticos têm uma vida útil muito curta (alguns
meses), mas têm uma vida nociva de séculos. Mesmo a
sua utilidade é discutível. São bastante práticos
porque facilitam algumas tarefas diárias... mas é só
isso!! Em compensação causam inúmeros malefícios.
Em sua origem estão vinculados aos problemas (ambientais, sócio-econômicos,
etc) relacionados ao petróleo, já que são derivados
deste. A utilização mesmo em pequena escala de materiais
mais simples, como o algodão ou outras fibras vegetais, para a confecção
de sacolas de compras, contribui significativamente para diminuir o custo
ambiental gerado pelo cotidiano normal do cidadão-padrão
(civilizado), ao comprar algum produto, porque além do artigo adquirido
(o
bem de consumo), e da embalagem que este contém, normalmente
é acrescentada mais uma "embalagem extra", na forma de sacolas de
plástico (denominadas de sacolas de supermercado). Atualmente
existe uma variedade muito grande de plásticos, sendo usados sem
a devida informação, aos consumidores, sobre os problemas
gerados pelos mesmos. Manter a população alienada, como mera
massa de consumo, sem saber - nem questionar - sobre os males de
que pode ser vítima, é um dos pilares do modelo social
atual. Normalmente são omitidos, pelos órgãos ditos
competentes, alguns dados importantes sobre os produtos, como o tempo necessário
para que os mesmos cessem os mais prováveis danos ao meio (tempo
de degradação) e como podem afetar, de modo mais direto,
a saúde do consumidor. Isso não convém aos interesses
dos que produzem ou comerciam os bens de consumo. Raramente alguma autoridade
estatal, ou acadêmica, ou eclesiástica, ou sei-lá-de-que-tipo
- supostamente isentas de algum interesse
indevido - vem a público
denunciar essa situação; até porque essa omissão
é uma atitude considerada
normal. Ou seja, faz parte da normalidade,
o consumidor ser tratado como débil mental, enquanto "assume" essa
condição ao adquirir (com esforço, às custas
do seu suór) o que não conhece - portanto não sabe
o que é que está consumindo, nem o seu malefício.
Por isso, não aconselho que voce conte com autoridades em geral
(nem instituições) para decidir o que consumir. Melhor se
prevenir, reduzindo a quantidade (evitando o que for supérfluo),
e a variedade (simplificando, para melhor gerir, o seu cotidiano) além
de se informar sobre os riscos e conseqüências inerentes ao
que consome. A cada dia surgem novas informações sobre malefícios
causados por produtos de uso corrente - como os plásticos. Todavia
são "novas" porque ficaram retidas durante um longo tempo por quem
não tinha interesse em anunciá-las. A título de ilustração,
aproveito para lhe passar uma informação, que obtive, a respeito
de um dos malefícios causados pelos plásticos. Alguns
tipos são pouco maleáveis para algumas aplicações.
Com o propósito de torná-los mais macios lhes é acrescentado
uma substância (denominada
ftalato), que imita o estrogênio
(hormônio feminino). O efeito dela, quando assimilada pelo
organismo humano, pode ser desastroso.- principalmente em homens - pois
pode provocar o surgimento de características femininas. Em ambos
os sexos afetam o equilíbrio das secreções endócrinas,
podendo levar a doenças graves como o câncer. E o pior é
que a sua assimilação é muito fácil: pode ocorrer
pelo simples contato com a pele. Depois de assimilada, alguns órgãos
receptores nas células, a "agarram" e a "conduzem" até o
DNA. Na verdade o artefato que chamamos "plástico" se constitui
numa mistura de diversos tipos de material, onde estão presentes
vários aditivos, os quais,
por sua vez, são bastante problemáticos. Eventualmente, a
informação parece um tanto surrealista. É difícil
admitir, por exemplo, que alguns utensílios usuais tenham uma composição
assustadora (ou para os mais ingênuos, tão suspeita)
como a de algumas mamadeiras de plástico, cuja resina básica
que as compõe advém da associação de um mimetizador
de hormônio feminino (o Bisfenol A)
e - nada mais, nada menos que - uma arma química utilizada
na I Guerra Mundial (cujo uso foi logo após banido por meio de acordo
internacional): o clorado denominado de Fosgênio,
(ou, originalmente, de Phosgene).
Dependendo do tipo de plástico usado estamos sujeitos a diversos
problemas de saúde (como câncer, problemas na tireóide,
fetos intersexuais, etc). Também já foi constatada, uma diminuição
da taxa de espermatozóides, no esperma de adultos jovens - o que
foi associado ao uso contínuo de plásticos, após um
estudo realizado com animais contaminados por essa substância. Voce
pode pensar que esse é apenas um dentre tantos outros, e não
é o pior dos males que podem atingí-lo; voce pode achar que
isso
não é bem assim (é só uma mentira, um alarmismo)...
afinal voce já deve ter usado tanto plástico, e não
sentiu nada de anormal. Eu já pensei assim. Todavia os efeitos podem
ser mascarados junto ao somatório de influências nocivas do
modo de vida (civilizado) que temos, atualmente - até porque são
cumulativos e há muito pouca informação sobre o assunto
sendo veiculada. Independentemente do que acho que sei a respeito, e do
que ainda há para saber, conclui que não fazia sentido eu
dar uma de otário, correndo riscos desnecessários,
em função de comodismos ridículos, e comecei
a reduzir o uso de plásticos. Passei a não aceitar mais as
sacolas de plástico que os supermercados, vendedores ambulantes,
etc prontamente me forneciam ao final de uma compra. Em geral carrego uma
mochila ou uma sacola, mesmo quando não estou pretendendo comprar
alguma coisa. Sugiro que voce também faça algo assim - com
o tempo, isso se tornará habitual, e voce não achará
nem um pouco penoso. De modo a mitigar o problema do consumo exagerado,
que aumenta a demanda e a fabricação de mais sacolas de plástico,
às vezes eu ajunto algumas, jogadas por todo lado (pelas ruas),
que ainda estejam em condições de uso, e as forneço
a pessoas conhecidas (assim evito que consumam mais algumas sacolas novas).
Se voce resolver me "imitar", por favor, não fique constrangido,
com alguma crítica que lhe for dirigida por alguma pessoa normal,
porque VOCE ESTARÁ AGINDO DE MODO SENSATO, ao contrário de
pessoas normais, que se tornam "pragas" ambientais, espalhando nocividade
por onde andam, além de exigir que alguém limpe a sujeira
deixada por elas mesmas, cobrando dos órgãos públicos,
a prestação do serviço de limpeza, de modo a "compensar"
o seu desleixo com o meio.
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"O petróleo é nosso..." os inúmeros problemas que acarreta também!
Uma infinidade de produtos naturais - antigamente bastante comuns - foram substituídos, por sint&eeacute;ticos (derivados de petróleo). De modo similar aos plásticos, muitos desses produtos estão presentes no padrão de vida moderno (prático e inconseqüente) sem que a gente se dê conta de sua origem comum, ou que considere os males gerados pelos mesmos. Produtos de limpeza em geral (como os detergentes, amaciantes, etc.), tabletes "purificadores" de vasos sanitários e desinfetantes em geral, ceras para piso, sprays odorisadores de ar, etc., juntamente com os respectivos aditivos, têm todos uma atuação semelhante a dos plásticos no meio ambiente e sobre a saúde pública. Em vez de usar esses produtos, eu procuro descobrir alternativas, resgatar costumes antigos (saudáveis). Por exemplo: para deixar algum aposento com cheiro agradável, eu coloco aí algumas plantas aromáticas (como folhas de eucalipto, etc.), tanto imersas em água, como com o uso do fogo, para liberarem o aroma na fumaça. Para eliminar algum odor (ou higienizar o ar) utilizo, com freqüência carvão vegetal (que eu mesmo produzo com serrapilheira, isto é, com galhos de árvores e outros restos de madeira, caídos no solo de arvoredos). Para me lavar ou lavar roupas, louças, etc. utilizo sabão em barra com óleo vegetal, após ler a fórmula (onde está escrito ingredientes), e considerá-la razoável (ou seja, simples, com substâncias que conheço, sem aditivos químicos escritos em código, fabricada por indústria local, não uma multinacional...). Eventualmente uso um detergente caseiro que eu faço com esse tipo de sabão.
(se voce quiser a receita desse e de outros produtos caseiros, clique aqui)
Por favor passe adiante informações como essas, e me
envie as que voce tiver, para que eu possa fazer o mesmo.
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