À SUA SAÚDE!



"À sua saúde...!" é uma congratulação paradoxal, se acompanhada de um copo de bebida alcoólica. No entanto, é dita com freqüência - faz parte do conjunto de rituais sociais, admitidos como bons costumes.  Quando chegam à categoria de "normas", determinam o comportamento dos cidadãos; e estes obedecem sem pensar! Quando pensam, se mantém calados, subjugados pela normalidade - um estado onde a saúde é um ideal longínquo, sequer atingido pelos próprios encarregados em mantê-la e gerenciar a sua implantação no meio social, teoricamente criando a infra-estrutura necessária, na prática, (re)organizando precárias condições para atingi-la.

Cada pessoa tem direito a ter a sua opinião, a sua impressão e interpretação, inclusive (por que não?) a sua proposta ou sugestão de uma estratégia para melhorar esse quadro, um tanto desalentador. Eu me sinto cabrero; por muito tempo me senti meio perdido, num oceano de conceitos, preocupado com inúmeras doenças me rondando, esperando um momento meu de "azar" para que elas me "*agarrassem". Eu não podia fazer nada, tudo dependia dos médicos, dos remédios que estes receitavam... até que um dia deparei com uma alentadora opção que me acenava a possibilidade de me envolver com novos e saudáveis ares, me prometendo - mais do que a simples ausência de doenças - a condição de saúde.... de verdade! Com direito a bem-estar, bom humor, relativa autonomia ou a agradável "independência" em relação aos médicos, e aos  sistemas e instituições de saúde pública. Que alívio não precisar mais do que eventuais informações (através de exames) ou de esporádicos atendimentos emergenciais, devido a ferimentos, etc. Atualmente me sinto mais à vontade para me observar, me examinar, me sentir! Sentir meu corpo, minha mente, meu espírito ou sei-lá-o-que mais que compõe a minha totalidade, para depois escolher, dentre as diversas terapias existentes, a que me parece mais adequada. Poder contar consigo mesmo, já é fator de melhoria sobre sintomas que surjam de repente. Benditas sejam as terapias alternativas, principalmente as orientais (isto é, baseadas na filosofia e tradição oriental) . Acredito que, de modo similar à minha mudança de atitude perante a saúde - a qual visa mais a prevenção, através de um comportamento adequado, do que o remédio receitado, o qual eu necessitaria adquirir mesmo quando de alto custo - muita gente tem se interessado por tais formas de terapia. Concomitante a esse interesse, está o despertar, para a condição, um tanto equivocada, da medicina praticada segundo a ótica ocidental. Apesar da grande pressão exercida de forma explícita e normativa pelas instituições, suplementada pela atuação informal e até dissimulada do grupo dos profissionais da saúde defendendo interesses classistas (basicamente tratando da questão econômica), para que ambas as formas de tratamento (a ocidental e a oriental) se mantenham isoladas entre si, e inacessíveis à população em geral - as insurgências ingerências  [exceções] acontecem, e estão aumentando a sua freqüência!

A escola ortodoxa oferece cursos de medicina ocidental, mas se encarrega de torná-los inacessíveis, na prática, ao "povão", restringindo o acesso apenas a uma parcela muito pequena - que constitui a elite econômica. A informação ocorre, via de regra, como um item comercial qualquer, controlado por interesses politiqueiros, e submetida à avaliação acadêmica - o que, praticamente, isola o cidadão comum do saber relacionado a própria saúde, como se a mesma fosse um bem de consumo opcional ou supérfluo. Além da informação se restringir, de forma "afunilada" ao enunciado de que, em qualquer caso, no final das contas, "se deve procurar o médico" e seguir as suas instruções, confiando cegamente no conhecimento deste, os excluídos conseguem um atendimento (ineficaz) ou até precário, a duras penas. Contrariamente à proposta de universalidade da saúde, a medicina ocidental elitiza a informação, induz ou submete o cidadão comum à idéia de que o conhecimento popular é tolo e prejudicial, condicionando a obtenção/manutenção da saúde ao consumo de  fármacos, os quais, de certa forma, são considerados "milagrosos". Nesse quadro, o povo de modo geral, se acomoda à condição de mero consumidor, dependente dessas fórmulas "mágicas". O discurso básico prescreve uma submissão aos "doutores", se contrapondo à autonomia e, por consequência, leva o indivíduo, a se alienar de si próprio (de seu corpo e de sua mente). Resta-lhe "aparentar" alguma consciência de si, enquanto "balbucia", timidamente, algum conhecimento sobre a saúde em si, caso a sua visão pessoal não coadune com a "oficial". O desafio individual de autodescoberta e aprimoramento pessoal (a meu  ver, diretamente ligado à condição de ser humano) foi substituído pela adoção do "credo" à "cientificidade" - a qual é manipulada por instituições voltadas para o lucro financeiro, e confundida com Ciência. O senso comum e a individualidade são complementares, desde que a sua interação não sofra desvios provocados pela interferência de grupos específicos ou classes que tentam tirar algum proveito mesquinho. A O.M.S. (Organização Mundial da Saúde) estabeleceu um protótipo (algo assim como um padrão de ser humano) que serve de referência para avaliar e determinar o seu método terapêutico - isto é, a sua própria criação! (Quem pode ser reprovado, quando tem o poder de autoavaliação?). Este ser, criado segundo os interesses dos "doutores", e de empresários do setor farmacêutico, se constitui, em última análise, numa "máquina", da qual se pode trocar as "peças" e, talvez até, "remontá-la" através da engenharia genética. Em defesa da "Ciência" - ou seja, da cientificidade dita como tal - é estabelecida uma "caça" aos curandeiros - os milagreiros que seguem uma outra "cartilha", incluída no ról das "crendices" populares. Segundo essa imposição de valores, somente os médicos "legitimados" por esse modelo oficial, ortodoxo, acadêmico, supostamente detêm a capacidade de discernir sobre a condição de si próprios e a dos outros em geral.

Bem, a meu ver, todo esse "império" que controla a "produção" da saúde está assentado sobre bases falsas, porque - além de não poder se "apropriar" da Verdade (como se postulam, na prática, as instituições e os profissionais de modo geral), essas "instâncias" do saber, induzem o cidadão a uma conduta passiva, dependente, comodista e ineficaz, no trato da sua própria saúde, "delegando" poderes ao profissional, e extraindo, do aconselhamento deste último, a parte que julgar conveniente à continuidade de seus vícios ou a satisfação dos caprichos que geraram as suas patologias. Dessa forma a usual consulta médica, promove (quase impõe) a substituição do desafio individual do autoconhecimento através da manutenção da saúde, pela passiva e cômoda aquisição de "milagres" sob a forma de "remédios químicos" (alopáticos). Acredito que a saúde deve ser buscada e atingida por cada um, inclusive (e principalmente) pelos próprios médicos, os quais deveriam ter uma saúde exemplar, de modo a serem coerentes com a postura de supremacia, de detentores do conhecimento sobre o assunto, que é adotada pela maioria dos "profissionais" da saúde, quando depreciam outras formas de tratamento, onde estão incluídas as terapias populares (tradicionais, ou remanescentes de povos "primitivos", etc) e a Medicina Oriental - esta última é aceita, com uma relutância ainda grande, e é vista como um adendo, um acessório, à medicina "verdadeira" (a Ocidental). Essa "hipótese" (não assumida, mas praticada) se assenta numa concepção da realidade que inclui a possibilidade do organismo humano ser subdividido em partes isoladas e independentes, de modo similar às engrenagens de uma máquina, podendo ser substituídas ou extraídas; também considera que o metabolismo é mantido, unicamente, por um aglomerado de reações químicas.

Em vez disso, as formas alternativas de terapia (assim consideradas por serem incluídas no conjunto das "crendices" populares) admitem o ser humano (e os seres vivos em geral) como resultantes de fenômenos mais sutis (energéticos ou espirituais), cuja manifestação compõem o que consideramos material, ou seja, o corpo físico, os quais, por serem um tanto "irracionais", são mais acessíveis à intuição do que à razão. Ambas as formas - as alternativas e a pseudo-legitimada - têm alguns pontos de convergência, mas seguem direções diferentes. A meu ver, algumas diferenças são de fundamental importância. Por exemplo: a medicina ortodoxa promove, na prática, ações autodestrutivas, como o ato de fumar, já que, após algum tempo, o fumante pode trocar o pulmão ou as partes lesionadas, através de implantes ou de transplantes; em suma, pode recuperar-se graças a intervenção "redentora" de médicos e de tecnologia avançada, ou seja, uma intervenção "externa", alheia a seu ser. O indivíduo pode se dar ao luxo de abusar de sua saúde durante anos; e quando resolver recuperá-la, bastará ter dinheiro suficiente para pagar os especialistas e as tecnologias indicados para o seu caso. Do ponto-de-vista social, ela promove injustiças, porque não possibilita, a todos os cidadãos, essa opção. Em nível individual, não há mérito pessoal pela aquisição da saúde, nem estímulo ou necessidade do aprendizado em função de autoconhecimento. A motivação primeira tende a se tornar a mera aquisição de dinheiro; a realização pessoal se volta para o TER em vez do SER; o mundo passa a ser algo a parte, do qual o ser vivo pode desconectar-se assim como podem ser desvinculadas as partes do corpo num tratamento terapêutico qualquer, seguindo a lógica ocidental; o meio ambiente tende a ser visto como algo à parte, que existe para ser dominado, ou algo de que pode usufruir de forma abusiva...enfim, promove uma visão narcisista, egocêntrica, antagônica em relação ao mundo. (A meu ver, uma visão estúpida e maléfica. Estúpida, porque a tentativa de "dominar" o mundo é inviável: não se saberia o que fazer com ele, nem como conduzí-lo, já que ele é um mistério... Maléfica, porque, certamente, se destruiria tudo.).

Para mim é incontestável, que a Natureza é o que mais se aproxima da idéia de perfeição - ela é o palco dos fatos mais paradoxais e fascinantes: um mistério que, apesar da sua aparente caoticidade, funciona! Apesar da crença de que somos (enquanto humanos) os seres vivos mais capacitados, um animal selvagem sabe cuidar melhor da própria saúde, do que nós da nossa. Nos cremos mais "sabidos", porque, somos racionais (ou será que somos, apenas, MAIS racionais do que eles?). Porque um cão doméstico, sabe quando deve comer capim para sanar algum problema de saúde, enquanto pessoas correm atrás de um médico, para este lhes indicar o que devem fazer? Me parece estranho que não saibamos tanto quanto um animal considerado inferior, porque é "irracional". (Não é razoável pensar que deveríamos saber!?)

Pior do que a aparente ignorância, é a arrogância que permeia as atividades humanas (em especial, dos seres humanos ditos "civilizados"). Se julgando muito avançada, como se desenvolvimento de tecnologias correspondesse ao aprimoramento e ao desenvolvimento pleno do potencial humano, a humanidade, de modo geral, irresponsavelmente,  adotou um comportamento social insano, diretamente nocivo a si, e - através dos impactos provocados no meio ambiente - a todas as formas de vida. Em função de evitar (ou, pelo menos, minimizar) a minha participação nesse processo macabro (isto é, suicida e assassino) resolvi buscar, na Natureza, as respostas mais confiáveis,  isentas de interesses mesquinhos, de sacanagens... As terapias tradicionais, ainda conservam algumas informações com relativa "isenção", mas estas estão sendo corroídas por conveniências de pessoas que seguem esse modelo social (consumista, destrutivo...). Com a degradação e a escassez das condições de vida (ar respirável, água potável, alimento sadio), e o aumento da população humana no Planeta, cresce a disputa por uma boa qualidade de vida; e simultaneamente se degeneram os valores (éticos). Pretendo evitar uma corrida tola em busca de mais fontes de vida ainda relativamente saudáveis, para desequilibrá-las em função de interesses comerciais. Por isso busco agir com bom senso. Pesquiso informações nas fontes que me pareçam menos contaminadas pelo comportamento normal da sociedade atual.

Após fazer uma triagem, procuro inserí-las no meu cotidiano, tornando-o mais adequado ao meio natural.

Simultaneamente tento desenvolver a minha autonomia, de modo a evitar a pressão social, que me exige um comportamento incoerente com a Vida, apenas porque esse é o padrão de normalidade atual, à qual tenho que me adaptar. Por ora, sou um "herége", um "rebelde" que nega a sociedade atual, por causa de uma série de atitudes consideradas corretas, apenas porque fazem parte do contexto da dita condição de pessoa "normal" (consumista, alienada, irresponsável, etc). Espero poder contar com o seu bom senso.

(Por favor, não opte por ser uma pessoa "normal"!)
 

Convidamos voce a conhecer o TÉCNICAS DE DO-IN - um programa que se vale do conhecimento milenar da medicina oriental (tradicional), visando facilitar a aquisição / manutneção da saúde de maneira alternativa (em relação à medicina ortodoxa "ocidental", dependente de fármaco-químicos). Faça bom proveito!
(Por favor, informe a outras pessoas sobre essa oportunidade.)
 

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