Tudo bem:
Perfeito, Senhor das trevas.
Confessar-me-ei a Vós!
Eu sou realmente tolo. O grande idiota. Com sua onipotência o Senhor realmente é o maior e mais poderoso. Eu é que sou fracassado e derrotado, não?
Vou mesmo criticar a vida. Vou mesmo menosprezar a minha Existência e andar mundo a fora cabisbaixo. Caminharei a vida inteira a lamentar tais e tais desgraças que despedaçam-me sem pressa.
Eu sou um bobo não é mesmo?
Bobão!
Não é mesmo Senhor das trevas?
Viverei por toda vida a sofrer. Viverei e permitirei que o Senhor e os Homens que adoram-te humilhem cuspam e roubem-me. Tudo isso por que a sua onipotência me torna um Bobão, não é verdade?
Mas como nunca ouvira falar na Força-Magnitde, ignora-me sem saber.
O segredo do simples na Fé não conhecerá jamais.
Guardei as armas há muito tempo e permaneço intacto na gentileza do Amor e no silêncio da Esperança.
Até nas paixões não encontrará minha Alma mais.
Fixei meus pés no caminho de Luz e não os desviarei jamais; nem no ouro; nem na prata.
Avisto o monte dos sonhos da Vitória no expoente-horizonte, o que não cansa-me as vistas de chegar lá. Vou manso em espírito para melhor observar a paisagem. Vou manso no espírito para melhor escutar a natureza.
Vou com a voz da Verdade sussurrando no coração do meu ouvido aprendiz, eternamente. |