Segunda-feira, Outubro 25, 2004

JOS� MARCELO SIVIERO

COMO UM ASCETA SEM NOME NEM NA��O

Todas a m�stica do Universo, eu sei, conspira contra mim
� cornuc�pia do Acaso e das circunst�ncias
Onde a Fortuna,
Puta safada, vagabunda devassa
Abre as pernas � casta dos superiores aben�oados

De nada me adianta a ora��o dos livros sagrados, nem os c�nticos m�gicos
Desenhar mandalas, entoar mantras, religar-me � energia, pura tolice
Obra de arte de invencionice

N�o procuro mais a divindade do totem
Pois sei que o Deus do cosmos n�o me escolhe jamais
As portas do Nirvana est�o com o sinal fechado para mim,
Um monge fracassado

H� perigo nos cantos do templo
Eles venceram e cumpriram as profecias
Do que estava escrito no tabern�culo

N�o h� perspectiva da Nova Era
Nossos deuses hoje s�o terroristas
Assustam-nos com fantasmas
Manifesta��es macabras e aterrorizantes

O mundo est� cheio de her�is corruptos
E n�s somos hoje os vil�es torpes que eles combatem
Ningu�m mais conhece os limites da maldade
A intoler�ncia � uma Deusa Vagabunda
Os l�tus apodrecem no canteiro do meio da avenida

Meditando no templo em ru�nas
O vento tenta me derrubar com v�rias rajadas
Cortar-me com pingos de �gua laminada
O rel�mpago afunda-se nas minhas p�lpebras
Tenta quebrar a minha concentra��o

Eu continuo com f�
Mas a Voz que eu procuro se recusa a me dirigir a palavra
Coment�rios:
Voltar para Z� Marcelo

Voltar para
Poemas
Hosted by www.Geocities.ws

1