Quarta-feira, Maio 12, 2004

T�LIO VIEIRA DE PAIVA

Tempestade de Solid�o


Tempestades de palavras n�o me far�o esquecer
As l�grimas que meus olhos derramaram pensando em voc�
Assim como o orvalho gelado do amanhecer que cai e n�o se v�

Sou a Morte fria de um r�ptil
Vida drenada pelas chamas da raiva e da loucura
Nas Matas escuras dos cabelos de amadas imortais
Cantando como sereias, atraindo viajantes desavisados
Os levando a morte pela pr�pria paix�o despertada
Armadilhas aos cora��es mortalmente armadas
Dilacerando a carne que pulsa

Tempestades cerebrais n�o me far�o entender
As semanas de sofrimento que enfrentei sem ter voc�
Assim como fortes Homens doloridos do cora��o choram e n�o se v�

Sou Homem sem som nem tom assim como guitarras mudas
Escondendo sua dor calada, solit�ria e profunda
Eclipses lunares escondem Lobisomens
Atormentados e sedentos
De sangue sagrado dos seres banidos
Desterrados por sua pr�pria cobi�a
Condenados a uma vida decr�pita e uma morte sem honra

Tempestades de sentimentos n�o me far�o reviver
As palavras duras de desprezo a mim ditas por voc�
Assim como a senten�a do juiz causa arrepios em todos mas n�o se v�

Mariposas que se matam em l�mpadas
fugitivas da vingan�a de p�ssaros tra�dos
Por lembran�as tardias de saudades amargas
Deixadas pelo desprezo de f�meas f�teis e cru�is

Nada sei sobre a exist�ncia perdida dos cora��es enferrujados
Dos assassinos e padres que pregam a esperan�a do desespero
Para pobres crian�as famintas por comida e afeto
Mulheres tocando m�sicas
para esp�ritos adormecidos
aos bra�os de Morpheus repousados
Contemplados como Piet� de Michelangelo
Ouvir, ler e escrever seu nome de mulher maldita
De const�ncia duvidosa e perdida
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