Quarta-feira, Dezembro 10, 2003

MIGUEL NAKAJIMA


Ol� Leitores e Escribas,
Sai o sexto cap�tulo da saga de Raimundo Severino Nonato. Divirtam-se!
Como entrarei em f�rias em breve, esperem a continua��o dessa saga sem demora!

Com versas

- SEU ZUMBI COM C�IMBRA CEREBRAL!!!! (1) - gritou o jovem rapaz para um de seus ajudantes, que tentava colocar a cela em um cavalo, o qual agora acabava de recebe-la ao contr�rio.
R�i observava a cena sem muito interesse, enquanto seus neur�nios tentavam organizar, catalogar e arquivar toda a informa��o que havia sido despejada pelo seu canal auditivo e agora se embaralhava em meio ao caos mental. Era realmente desagrad�vel ver toda aquela papelada se amontoando sobre as sinapses de sua massa encef�lica.
Sentando-se em uma caixa de madeira cheia de comida que havia sido recolhida dos escombros, R�i suspirou e sentiu o ar pesado que os cercava. Aquele grupo de pessoas, o encontrara na vila destru�da, totalmente sem no��o do que havia acontecido, e agora preparavam-se para partir.
R�i levantou-se e come�ou a andar pelo meio das pilhas de entulho que se multiplicavam pelo que um dia j� foi uma vila. Seus pensamentos corriam de um lado para o outro de sua caixa craniana, tentando montar o quebra-cabe�a que eram as mem�rias recentes de Nonato.
- Vejamos... - pensou Severino em voz alta - Como eu vim parar aqui? - indagou.
Os poucos fragmentos de mem�ria estavam jogados, cada um em um canto da mente, faltava agora s� o ela de liga��o entre eles.
As imagens voltavam a medida que eram requisitadas.
- Houve fogo.......


.....vento....


...rel�mpagos.....


mas afinal o que foi tudo isso? - perguntou para si mesmo.

-N�s estaremos partindo agora. - Interrompeu uma voz vinda das costas de R�i.
Era Yaray, um garoto aparentando ter seus 13 anos, magro e esguio, ele parecia saber o que estava fazendo, mas ainda era muito cedo para Raimundo tirar qualquer conclus�o.
- Ainda sem nenhuma lembran�a? - questionou Yaray - N�o se preocupe, logo tudo se explicar�. Vamos, temos que ir. Em 2 dias chegaremos � �guaseca(2), uma das maiores cidades da regi�o. L� provavelmente encontraremos mais informa��es sobre o ocorrido aqui.
R�i s� podia concordar, j� que aquela caravana era sua �nica chance de sobreviver.
Nonato desistiu por um momento da id�ia de tornar o amontoado de imagens e sons que rondavam sua cabe�a algo linear e com sentido e foi ajudar Yaray e os outros a terminar os preparativos para a jornada.
Enquanto carregava alguns pacotes de marmelada de Gnomo(3) encontrados no dep�sito da vila, R�i conversava com Yaray:
-Ae rapaz, voc� tem id�ia do que pode ter acontecido com a vila? Ataque de Orcs? Trolls? Gnolls? - perguntou Severino
-Pelo que pude averiguar a vila foi atacada por um ex�rcito montado em cavalos. Mas as marcas de fogo e os danos nas casas parecem ter sido feitos por alguma causa natural, como uma tempestade ou algum tipo de magia. - constatou Yaray
-Eita! Parece que o bicho pegou feio ent�o! - Exclamou R�i
-Na verdade duvido que algum animal tenha sido respons�vel por isso... - certificou Yaray, sem entender o real sentido da linguagem utilizada por R�i.
-E o povo daqui? Parece que a negada picou a mula antes do ataque!" - disse R�i.
-Pelo estado da vila, parece que a popula��o fugiu a p� mesmo. - constatou Yaray, novamente se confundindo com os termos coloquiais de R�i.
A caravana era formada por 1 carro�a puxada por 2 cavalos e mais 2 cavalos de escolta.

Haviam sido encontrados mais tr�s pessoas ca�das nos escombros: dois homens e uma mulher, dois estavam amarrados pois tentaram atacar os cavalos assim que acordaram, enquanto a mulher, apesar de estar consciente, parecia n�o entender o que os outros falavam.
A mulher vestia um corselete de couro igual ao de R�i, com a diferen�a de ter sido adaptado para as formas femininas da garota, e um bracelete id�ntico ao que Raimundo encontrara.
-Parece que voc� � o �nico que pode nos explicar o que aconteceu nessa pobre vila - disse Yaray olhando para os homens amarrados e para a mulher calada.
-MORTE AOS ALIADOS DA ALIAN�A NEGRA!!!!! - gritou uma voz vinda da floresta que circundava a vila.
Nesse instante um homem surgiu da folhagem vestindo uma armadura rubra e empunhando uma espada manchada de sangue.
O homem correu para a carro�a onde a mulher estava sentada e com um voleio r�pido da espada lan�ou a l�mina em dire��o ao abd�mem da garota, que, com a agilidade de um felino, saltou para o lado, desviando da espada.
At�nitos pela cena, tanto os homens do grupo de Yaray (do qual agora R�i j� se considerava parte integrante, n�o podendo ser vendido separadamente) quanto o cavaleiro pararam por um momento enquanto a garota pousava no ch�o poeirento e, tomando f�lego, encheu os pulm�es e cuspiu um jato de gelo pela boca, que fez o corpo de seu atacante tomar uma cor p�lida, ficando totalmente cristalizado pelo congelamento.
-Parece que voc�s dois t�m muito o que explicar..... - disse Yaray pasmo.
-QRUMHOG NURUB WINIA DIH URUYAROMAR TYURIPOT NUAIROE. - disse a mulher, deixando todos sem compreender (Ela usara um antigo idioma Drac�nico pouco conhecido pelas pessoas comuns)
-Meu nome � Winia. Tenho que encontrar minha filha! - balbuciou R�i - Foi isso que ela disse.

(1) Note que os Zumbis s�o conhecidos em Arton como sendo os seres com a menor Destreza dentre todas as criaturas.
(2)�guaseca - cidade importante do Norte Artoniano, onde muitos comenrciantes fazem neg�cios e estudantes analisam a �rea de Tormenta, vis�vel da torre da cidade. Diz a lenda que existe um portal nessa cidade que leva diretamente para uma constru��o m�gica no interior da �rea de Tormenta, onde estudiosos do Alto Escal�o da Magia conduzem seus estudos.
(3)Marmelada de Gnomo - Receita secreta de Marmelada, dizem que � feita de criaturas que n�o existem em Arton, chamadas Gnomos, que tem que ser trazidas por portais de outro plano. Comumente feita de dejetos de centauros.
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