| Segunda-feira, Abril 19, 2004 MIGUEL NAKAJIMA Ol� Pessoas, Mais um texto rec�m composto (escrito na madrugada entre os dias 18 e 19 de abril de 2004). Espero que gostem! E sobre o prel�dio do R�i, aguardem e confiem. (E tor�am para ele ainda estar vivo para me contar sobre seu passado...) flow "Serenidade Celestial" A relva recem regada pelo orvalho dancava por entre o vento que soprava naquela manha, como fazia ritualisticamente a milhoes de anos desde a criacao daquela colina. Os raios de sol aqueciam as folhas da macieira, frondosa e solitaria no topo da colina, e faziam os passaros entorarem as primeiras notas do dia de cantoria. Um passaro se arrisca a sair da copa da arvore e levantar voo naquele aconchegante e convidativo cenario, que, se olhado pelos menos atentos, passaria perfeitamente por oleo sobre tela, mas que, no caso, seria feito com o pincel dos deuses e a tinta da perfeicao. Ao mesmo tempo uma gota da agua acumulada por uma folha se desprende de seu cativeiro clorofilado para atravessar o ar formidavel que se aglomerara abaixo da grandiosa copa verde, e termina por chagar ate o rosto sereno do guerreiro de cavalaria que descansava a sombra. A gota atinge sua testa e corre em volta dos olhos, chagando a bochecha, passando pelo caminho trilhado por centenas de gotas como essa, mas tendo as ultimas origem na dor de um coracao ferido repetidas vezes, cansado e sem esperancas de um dia, mesmo que somente por um momento, se sentir completo. O caminho da gota de orvalho porem, termina antes do esperado, sendo barrada por maos delicadas que tocam a face do cavaleiro. As maos lindas e imaculadas retiram a gota e acariciam os cachos angelicais do heroi adormecido, enquanto um sorriso se forma nos labios doces e rubros da donzela, que diz calma e amorosamente: - Toco-te na face pois tocares me no coracao Sinto teus batimentos como meu fluxo vital Vejo tua feicao assim como vistes meu amor Pois a ti devo esta alegria e estes sentimentos E nada os levara para longe de teus bracos Enquanto neles eu tiver refugio do frio e da dor Fique aqui e adormeca tranquilo e sereno E o amanha sera eternamente nosso Ja que o hoje preenchemos de alegria e amor E o ontem de suor, lagrimas e sangue. A cena dos bracos entrelacados e das maos unidas fez o vento parar e o sol andar devagar no ceu, pois quando ate os deuses deixam suas tarefas celestiais para observar a beleza e o expledor da propria criacao, entao, por mais que tente evitar, a natureza se curva e abre caminho pela trilha mais bela, dos campos mais floridos e das rosas mais cheirosas, o caminho dos amantes e amados, dos sorrisos e dos coracaoes acelerados, o camunho que, por muitos, e chamado simplesmente de AMOR. |
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