Quarta-feira, Novembro 26, 2003

MIGUEL NAKAJIMA

Ol� pessoas,

Finalmente consegui publicar esse cap�tulo da hist�ria do R�i! Com a pouca coopera��o do Blogger.com, foi complicado...


(Re)Conhecimento

A luz forte de Azgher(1) em sua apari��o di�ria fez R�i franzir a testa e resmungar algo que nem mesmo o mais h�bil dos ling��stas de Arton conseguiria tornar intelig�vel.
"Ai minha testa! Algu�m anotou a bandeira do ex�rcito que passou por cima de mim?!" - Reclamou Raimundo, tentando se levantar.
Depois de chacoalhar a cabe�a e conseguir p�r-se sentado, Severino olhou em volta e constatou o que j� era um suspeita em sua mente: Ele n�o tinha id�ia do que era aquele lugar e de como fora parar ali!
Estava dentro de uma constru��o destelhada e com uma das paredes destru�da. Olhando por um arco na parede onde deveria haver uma porta, R�i ergueu as sombrancelhas ao constatar que a aquela constru��o era a que estava em melhor estado de toda vila.
"Eita! Parece que o bicho pegou feio aqui !!!" - disse R�i com um ar de surpresa e desespero (pois a d�vida sobre onde ele estava e como viera parar ali ainda cutucava sua mente, e j� come�ava a incomodar seus neur�nios!)
A vila aparentemente devia abrigar em torno de 60 habitantes, com constru��es r�sticas de pau-a-pique e uma capela dedidacada a algum Deus Artoniano (que agora, por ter sua capela destru�da, devia estar furioso). No atual estado, as casas de barro e madeira n�o passavam de lama e galhos quebrados no ch�o, com alguns resqu�cios do que pareciam ser paredes e alguns m�veis mais resistentes que, com alguma sorte, conseguiram escapar do que quer que tenha passado por ali. (provavelmente para essa mob�lia sobrevivente, o deus dos m�veis e artesanatos guardara um destino bem pior, transformando-os em abrigo para insetos e aracn�deos)
"Hey! Tem algu�m aqui?!" - gritou R�i, sem obter resposta - "Mas o que diabos aconteceu aqui?" - pensou em voz alta, colocando a m�o na testa e passando os dedos nos cabelos que a muito n�o sabiam o que era um penteado. (Na verdade, nessa comunidade capilar existia uma lenda contada pelos mais velhos de que um dia a grande deusa Escova voltaria para trazer ordem e retid�o aos habitantes daquele couro)
Expremendo os olhos R�i tentou lembrar-se do que acontecera, mas, olhando em volta, a �nica coisa que lhe vinha � mente era um grande ponto de interroga��o em fonte Arial tamanho 72.
Saindo de dentro do que antes deveria ser o templo da vila, Nonato trope�a em algo que faz um som met�lico oco.
"Poxa vida!" - reclamou R�i, enquanto virava e preparava-se para chutar o objeto - "De quem foi a id�ia de colocar um..." - Severino interrompeu-se ao reonhecer a bra�adeira de metal que chutara e, ainda com um dos p�s no ar, pronto para desferir o chute, indagou - "Caracas... eu conhe�o isso!"

Voltando o p� para o ch�o e pegando o objeto em suas m�os, R�i analisou o peda�o de metal e, levantando uma das sombrancelhas, tentou lembrar-se onde j� havia visto tal pe�a.
De repente, ao encarar fixamente a bra�adeira, a mente de Nonato se abriu e, como em um mercado de peixe, todos os neur�nios tentavam falar ao mesmo tempo, criando um ru�do magn�fico e inintelig�vel, que aos poucos foi substitu�do por uma �nica imagem: Fogo, Fuma�a e uma Explos�o.

"Ol�!" - Interrompeu uma voz vinda de tr�s de R�i que, virando-se rapidamente, deparou-se com uma figura muito estranha, com um cajado, luvas e um chap�u nada convencional - "Vejo que voc� acordou. Que bom, parece que voc� era o �ltimo. Poderemos seguir ent�o! Ah, e meu nome � Yaray."

(1) Azgher: Deus Artoniano do Sol. Muito reverenciado como o "Deus do bem"
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