Ter�a-feira, Dezembro 20, 2005

MIGUEL NAKAJIMA MARQUES

Ol� leitores de plant�o, aqui est� a continua��o de "M�scaras", romantiza��o da primeira festa � fantasia do CDC. Nessa parte s�o introduzidos personagens novos que espero que causem sorisos em alguns. Algu�m se reconhece na descri��o? Tentei ser o mais caricatural poss�vel. Espero que apreciem.
Ah, e resolvi mudar de falas aspeadas para travess�o. Tem mais a ver com esse texto. Deixo as aspas para "A Jornada" que j� est� em seu segundo cap�tulo (assim que terminar m�scaras posto os cap�tulos de "A Jornada")


"M�scaras" - parte III

Caminhando um pouco entre os convidados, encontrei-me com Ponciano de Azeredo Furtado, coronel "de patente", como gostava de frisar, com sua tradicional indument�ria preta, apenas ornamentada com alguns detalhes que lhe conferiam a classifica��o de fantasia. Retratava o vil�o de uma hist�ria que eu conhecia bem, pois contracenara comigo em uma das pe�as na qual eu atuara recentemente.

-Olha s� quem est� aqui! - Exclamou o coronel com sua tradicional voz grave, que, diziam as m�s l�nguas, era capaz de ser ouvida a duas l�guas de dist�ncia. - J� viu quem chegou? - perguntou-me indicando a dire��o em que se encontrava a baronesa e suas acompanhantes.

-�, j� as cumprimentei. - respondi um pouco encabulado, lembrando da cena que se passara h� pouco.

Era de conhecimento (quase) geral que o coronel tinha uma queda por uma das acompanhantes de Lady Olga, a oriental T�bris, mas poucos se atreviam a comentar mais do que poucas palavras sobre o assunto, haja visto que ambos os envolvidos nessas fofocas eram conhecidos por serem t�midos.

-Sabes quem vir� hoje? - perguntei ao coronel, que no momento degustava um quitute � base de carne vermelha cozida em molho de tomate, colocada em um p�o fatiado ao meio.

-Al�m de n�s, j� est�o aqui Sir Rasc, Sir Maximilian, Lorde Giffus, a condessa, Lady Maryon e Lady Crystalkorn, que s�o duas amigas pessoais da condessa. Ah, e n�o se esque�a da Gr�-Duquesa de Genebra, m�e da condessa. - listou Ponciano, enquanto limpava as m�os sujas de molho.

-O Bar�o de Tulipa n�o comparecer�? Ele que � t�o ass�duo nos compromissos sociais... - indaguei citando o nome pelo qual o Bar�o odiava ser chamado.

Com uma gargalhada abafada o coronel disse:

-Claro que sim! Voc� acha que ele iria perder uma oportunidade dessas? Al�m do mais n�o se esque�a que ele d� a palavra de honra e que a condessa gosta dele desde muito nova.

-Certamente!

Ao dizer isso despedi-me de Ponciano e segui para o piso superior, onde se encontravam os outros convidados.

Subindo as escadas passei por Lady Crystalkorn, que estava �s voltas com Kaluew, irm�o mais novo da condessa, o �ltimo filho da Gr�-Duquesa com seu ex-c�njuje. Alquimista de renome, a Gr�-Duquesa agora se dedicava a criar os filhos, Gabielithia e Kaluew.

- Como tem passado Lady Crystalkorn? - Cumprimentei-a como de costume.

- Oiii! Eu estou bem! - respondeu a senhorita, que vestia longa saia branca. - Voc� viu aquele peda�o de mau caminho do Sir Rasc por a�? - perguntou-me olhando para os lados enquanto guardava um dos brinquedos de Kaluew.

- A �ltima vez que o vi, estava na entrada, recebendo os convidados. - respondi enquanto me retirava da sala.

De acordo com as m�s l�nguas, Lady Crystalkorn e Sir Rasc mantinham um caso de amor secreto, oculto at� dos outros membros do C�rculo.
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