Quarta-feira, Novembro 30, 2005

MIGUEL NAKAJIMA MARQUES

Ol� leitores de plant�o,

Aqui est� uma romantiza��o que estou escrevendo. O fato ocorreu h� alguns anos atr�s e resolvi transforma-lo num conto.
Espero que gostem e tenho certeza que quem estava presente no ocorrido se lembrar�.


"M�scaras" - Parte I

O suor escorria pela lateral de meu rosto enquanto eu passava rapidamente pelas vielas do bairro dos alfaiates e, como sempre, o tempo n�o era o meu melhor amigo naquele momento. Virando a esquina abri um sorriso ao avistar a plaqueta da oficina onde mandei costurar minha fantasia.

"Se eles tiverem feito como pedi, vai ser magn�fico!" - pensei.

Uma semana antes do baile eu andei a cidade inteira a procura de um costureiro que aceitasse fazer aquela fantasia pelo pre�o que meu bolso aceitava pagar. (sabem como �, meu trabalho no servi�o de mensageiros n�o me permitia muitos luxos)

Entrando pela porta barulhenta, vi a dona do estabelecimento sentada em uma cadeira de balan�o, usando seus �culos em forma de meia circunfer�ncia.

"Est� em cima do balc�o..." - ela disse, parando de costurar algo que estava sobre a mesinha � sua frente.

"Muito obrigado senhora! Eu lhe sou eternamente grato!" - respondi enquanto colocava as moedas de prata sobre a t�bua que formava o balc�o.

"V� logo, a menina j� deve ter chegado! N�o � educado deixar uma dama esperando..." - disse a velha exibindo um sorriso que lhe fazia parecer dez anos mais jovem do que aquelas rugas no rosto indicavam que era.

Enquanto voltava para casa repassei a lista para a festa. Estava tudo pronto, s� faltava meu banho e a montaria que meu amigo da guarda me emprestara.

Depois de me vestir, peguei o ramalhete de rosas que havia colhido pela manh� e dirigindo-me para o sal�o de festas da condessa, olhava atentamente pela janela da carruagem para tentar encontrar a baronesa pelo caminho.

Ela era linda, com seus olhos castanhos e sua fei��o alegre, sempre sorrindo e encarando as situa��es da maneira mais descontra�da poss�vel.

Eu tinha gasto todo meu sal�rio naquela roupa e estava esperan�oso quanto aquela noite. A fantasia que eu iria vestir representava um guerreiro oriental pouco conhecido na cultura de meu pa�s. Diziam que ele era protagonista de uma lenda gigante sobre a salva��o da terra. As cores fortes dominavam minha vestimenta, com o laranja em quase toda a totalidade e detalhes em azul escuro, preto e branco. Nas costas havia uma inscri��o na l�ngua original da lenda que simbolizava o animal tartaruga.

Chegando � casa da condessa onde a festa se realizaria, desci da carruagem e cumprimentei a anfitri�, dotada de um conhecimento muito superior � sua estatura, que trajava vestes negras e um chap�u pontiagudo. Subindo meu olhar deparei-me com seu acompanhante, o lorde Guiffus, vestindo uma indument�ria negra e maquiagem negra que tornava sua face sombria e obscura.

"Ol� amiguinho!" - cumprimentou-me Giffus - "Preste aten��o ao que falar entre essas paredes, porque o pai da condessa ainda n�o sabe do nosso sentimento m�tuo." - precaveu-me o sinistro lorde.

Caminhando mais a frente encontrei Sir Rasc, conhecido como o cavaleiro de bronze, com sua costumeira estatura elevada e seu estilo um tanto quanto fora do normal.
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