| Sexta-feira, Outubro 28, 2005 MIGUEL NAKAJIMA MARQUES Aqui est� a �ltima parte do conto "O Forte" que certamente ter� continua��o, em "A Jornada" e "A Ilha". Espero que gostem. Nessa parte final a princesa mostra que tamb�m sabe se defender em momentos cr�ticos. O Forte - parte final "N�o posso sucumbir sem antes certificar-me de que ela est� segura, s� e salva!" Dizendo isso ele ergue-se com certa dificuldade, olha para o caminho por onde sua amada seguiu e p�e-se a correr pela trilha rochosa. Chegando ao cais, ele p�ra e observa, verificando que dois guardas est�o de plant�o dentro do navio, barrando o caminho da donzela, que no momento se esconde atr�s de alguns caixotes empilhados num canto do conv�s. Tomando f�lego, o jovem guerreiro embarca, caminhando sobre o deck de madeira, emitindo rangidos que chamam a aten��o dos soldados, que, ao avistarem a silhueta ferida, correm em sua dire��o, com as espadas em m�o e os �nimos alterados. O cavaleiro sabia que suas for�as estavam no fim, mas precisava lutar, resistir at� o final, pelo seu amor, por ela, por sua liberdade e pelo seu sorriso. Com um golpe no abd�mem, o espadachim derruba o primeiro dos advers�rios, mas � atingido pela l�mina do segundo, que abre um corte na coxa do guerreiro j� exausto e ferido. Com um grito, o jovem de olhos rasgados tomba, com suas costas sentindo o frio do piso de madeira naquela noite de primavera. Com um s�dico sorriso estampado no rosto, o soldado prepara-se para o golpe de miseric�rdia, erguendo sua espada ele mira no pesco�o do japon�s ca�do. Juntando suas �ltimas for�as, o jovem consegue somente observar, enquanto seu advers�rio prepara-se para golpea-lo. Olhando para o c�u noturno, ele v�, atrav�s de um buraco nas nuvens, o luar que naquela noite parecia estar t�mido, ap�s horas de chuva. A luz celestial que tanto dera for�as para seu agente, agora o ilumina no que parecem ser suas horas finais. A imagem da lua � subtamente interrompida por um feixe dourado que atravessa o ar frio daquela noite, em dira��o ao peito do soldado atacante. Uma flecha cor de ouro derruba sem miseric�rdia o vil inimigo, que ao levantar os olhos v� pairando um rastro dourado que vai da flecha cravada em seu cora��o at� a princesa, que segura um arco branco como a neve rec�m ca�da e tem os olhos brilhantes como o luar de uma noite de lua cheia. Ainda em posi��o de tiro, a donzela observa enquanto seu alvo cai sem vida. Correndo para seu amado, ela ajoelha-se ao seu lado e segura sua cabe�a, olhando para aqueles olhos puxados que tanto significam para ela. Fitando sua salvadora, ele inspira e diz: "N�o prometi que estaria aqui?" A dama, abrindo um sorriso de al�vio, deixou uma l�grima escorrer por seu rosto, caindo sobre o corpo ferido de seu amor. "N�o se esforce querido, voc� precisa descansar agora. Cuidarei de voc� assim como voc� cuidou de mim, tirarei-lhe desses ferimentos assim como voc� tirou-me daquela pris�o." Olhando para cima, ela encara as velas do navio, paradas pela falta de vento. Fechando os olhos, a bela garota contrai os l�bios e gentilmente solta o ar de seus pulm�es. Como que em resposta ao pedido silencioso da princesa, uma suave brisa sopra e impulsiona o navio para longe do litoral. Eles seguem juntos para seu futuro, onde novos mundos os esperavam, uma nova vida teria in�cio e novos desafios teriam que ser enfrentados. Mas mais do que nunca, eles eram fortes, tinham, um no outro, a confian�a e o amor que os unia e os dava fo�as, pois mais s�lido que o forte de onde partiam, era o sentimento que tinham um pelo outro, at� o final. C.E. 2005 |
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