| Quinta-feira, Mar�o 04, 2004 MIGUEL NAKAJIMA A� est� o final do conto-homenagem a um dos meus mais queridos personagens. Divirtam-se Espadas e Sangue - Parte 2 de 2 O c�u sobre eles havia escurecido, parecia que de uma hora para outra Azgher tinha decidido (ou sido for�ado a ) se retirar de cena, escondendo seus raios por detr�s das nuvens escuras que agora encobriam a cidade. - O que aconteceu?! Quando entrei pelo beco o dia estava t�o claro! - exclamou Tir�cio. - Isso � o que acontece quando se faz a maior besteira que um ser desse universo � capaz de conceber. - respondeu Heto, enquanto puxava Tir�cio por entre a multid�o. - Vamos logo, n�o temos tempo a perder, a luta ir� come�ar logo.... e se meus informantes estiverem certos nem mesmo todo o Pante�o ser� capaz de salvar essa pessoa. Enquanto passavam por entre os comuns que se acotovelavam pelas ruas e vias da cidade, Tir�cio observou a fei��o de algumas pessoas pelas quais passava. A maioria parecia preocupada, olhando para as nuvens que se juntavam sobre a capital, protegendo-se a cada trov�o que era ouvido. Cada vez mais alto, parecia que a c�lera de centenas de Deuses era refletida naqueles tambores celestes. Uma sensa��o de temor tomou conta do meio-drag�o (no momento disfar�ado de humano). - Estamos quase l�. - afirmou Heto. - Mas.... me diga uma coisa: quem � esse sujeito e o que ele fez para causar todo esse alvoro�o? - perguntou Tir�cio. Nesse momento, antes que Heto conseguisse responder, uma forte rajada de vento atingiu a cidade, arrastando tendas, batendo portas, carregando folhas e destelhando casas menos protegidas. Ent�o Heto, parando atr�s de uma parede que parecia ser segura, encarou Tir�cio e disse: - Esse cara.... bem, na verdade n�o � bem um "cara"..... bom, deixa pra l�.... De qualquer maneira, ele � um dos que foi treinado junto comigo quando ainda mor�vamos na floresta.... olha, eu n�o sou bem o que voc� est� vendo.... na verdade.... n�o sei se posso contar.... AH! DE QUALQUER MANEIRA EST� TUDO PERDIDO MESMO!!!Olha aqui, eu n�o sou um humano, minha ra�a se chama Sprite, sou o que as pessoas costumam chamar de fada, esssa minha forma humana � apenas um disfarce. N�o d� tempo deu contar tudo, ent�o acredite quando eu digo que se o Dean morrer, provavelmente nunca conseguiremos completar nossa miss�o e provavelmente toda Arton estar� perdida tamb�m! Preciso que voc� presencie o que vai acontecer hoje e, caso eu n�o sobreviva, � necess�rio que voc� encontre os outros de n�s e diga para eles o seguinte: "O Enviado chegou. O Fim est� � nossa porta. Procurem ajuda de todas as outras ra�as.". Sem saber o que dizer diante de toda aquela informa��o, Tir�cio levantou a sombrancelha direita e afirmou com a cabe�a. - Vamos, n�o temos tempo. A luta j� come�ou! - exclamou Heto De volta �s ruas, o vento havia aumentado, os raios e trov�es estavam cada vez mais fortes e n�o havia quase ningu�m perambulando por ali. As rajadas de vento pareciam rosnados vindo do inferno. " Definitivamente isso n�o � natural!" - pensou Tir�cio. Chegando � arena eles entraram apressadamente, enquanto podia-se ouvir, cada vez mais alto, os urros da plat�ia. A luta com certeza estava sendo boa. Ao chegarem na arquibancada Tir�cio arregalou os olhos diante do que viu: tr�s corpos human�ides estirados no ch�o da arena, tr�s carca�as semidevoradas do que parecia terem sido pessoas, mais seis corpos grandes e amarelos, provavelmente tigres e le�es, se encontravam jogados em diferentes lados do coliseu. - Aquele � o ser de quem lhe falei! - disse Heto apontando para o que parecia ser um homem-sapo, forte, de pele acinzentada e garras enormes. - n�o se engane pela apar�ncia, ele tamb�m n�o est� na forma original. Calado, Tir�cio observou enquanto o cinzento arrancava um peda�o de pele do �ltimo le�o que estava enfrentando, fazendo-o cambalear e cair no meio da arena. A plat�ia gritava alvoro�ada enquanto o lutador sobrevivente urrava algo inintelig�vel. Logo ap�s isso, um homem encapuzado que estava um pouco abaixo dos dois levantou-se, disse algo (que os gritos da plat�ia n�o permitiram ouvir) e apontando para arena, fez uma aranha gigantesca aparecer no local da luta. Olhando para o c�u Tir�cio viu que naquele instante as nuvens pareciam formar um rosto nos c�us, um rosto macabro, aquilo fez um calafrio subir pela espinha do escamado e seus pensamentos pareciam se embaralhar ao olhar para aquelas formas. - Veja! - gritou Heto cutucando o meio-drag�o enquanto apontava para a arena - as feridas no corpo de Dean est�o se abrindo novamente! Pelos deuses! Ele est� sofrendo o c�lera divina! Tir�cio ficou calado e s� conseguiu tapar a boca e arregalar os olhos, enquanto o corpo daquele lutador parecia se desfazer sozinho. Na pele cinza iam aparecendo feridas de onde jorrava um sangue p�rpura, cortes profundos se formavam sem motivo aparente e deixavam � mostra a carne alaranjada daquele ser. De repente, juntamente com um raio que ca�a do lado de fora do coliseu, a figura na arena ajoelhou-se, berrou algo inintelig�vel e caiu sem vida no ch�o. "Por todos os deuses! O que esse sujeito fez para merecer isso??" - Pensou Tir�cio, balan�ando a cabe�a em sinal negativo. - "Que morte horr�vel!" - N�o conte para ningu�m o que voc� ver� e ouvir� agora. - disse Heto, o Camelo Velho - Na verdade, tente manter isso fora de sua mente, sen�o a morte ser� o mais leve dos castigos para voc�. - Dizendo isso, imp�s as m�os sobre os olhos de Tir�cio e, dizendo algumas palavras m�gicas, fez uma energia colorida transferir-se de seu corpo para o meio-drag�o disfar�ado. Um turbilh�o de cores invadiram a mente de Tombo Grande, fazendo-o sentir zonzo. O que antes parecia um ponto brilhante tornou-se gradativamente um grande far�l de luz, engolindo Tir�cio completamente. Abrindo os olhos, o meio-drag�o viu-se rodeado por um fluido laranja que o impedia de se mover, parecia que o lugar onde estava possuia vinte paredes numeradas. Olhando para cima viu algo disforme sobre sua cabe�a e parecia que uma discuss�o estava acontecendo. Muitas palavras eram ditas, mas nada fazia sentido, foi ent�o que, sentindo um pux�o s�bito, Tir�cio se viu do lado de fora da arena, onde o deus sol brilhava como se nada tivesse acontecido e as pessoas caminhavam calmamente, encarando-o friamente. Olhando para si mesmo, Tir�cio percebeu que a magia de disfarce n�o mais o protegia, assim, abriu as asas em suas costas e voou para longe pensando na �nica coisa que se lembrava de tudo aquilo, uma voz que ele n�o conhecia, dizendo: -Voc� quer que eu mude de personagem??? Ent�o t�. |
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