Quarta-feira, Mar�o 03, 2004

MIGUEL NAKAJIMA


Ol� Povo escriba e leitores de plant�o. Enquanto termino a pr�xima parte do prel�dio do R�i, a� vai a primeira de duas partes de um conto que escrevi em homenagem � um falecido (n�o por merecimento) personagem meu. Ele n�o ser� o personagem principal, mas logo quem o conhecia o reconhecer�. Flow!

Espadas e Sangue - Parte 1 de 2 

Era uma tarde como qualquer outra na cidade mais poderosa de Arton. O Grande Deus Azgher banhava com sua luz a imensa est�tua feminina, que parecia estar pronta a proteger a cidade de qualquer tipo de perigo que pudesse por em risco aquela j�ia dos deuses.
Dentre as muitas figuras estranhas e bizarras que perambulavam pelas ruas da capital estava um ser alto, com seus 3,5 metros, vestindo um manto avermelhado e grosso que lhe escondia a face at� mesmo do toque de Azgher. Ele caminhava apressadamente, afinal, n�o era sempre que se tinha a oportunidade de estar numa cidade daquele porte sem ter metade dos estudiosos correndo atr�s de dele.
"Como essas escamas co�am!" - pensou - "Espero que esse lugar n�o seja muito longe! N�o estou afim de ficar com as minhas asas dobradas por muito tempo"
Virando a esquina em um beco pouco movimentado ele se viu fora da turba que o expremia (afinal, com seus ombros era dif�cil se locomover naquela cidade sem esbarrar em algu�m).
"Deve ser aqui. TEM que ser aqui!" - pensou o estranho. - "Vejamos, onde ser� que fica a entrada?" - matutou dando uns passos � frente.
Aproximando-se de um monte de barris vazios, ele parou e, olhando em volta para certificar-se de que ningu�m o observava, arregaga�ou as longas e largas mangas do manto bord� que cobria-lhe o corpo, exibindo garras escamadas, de tom esverdeado.
"Ha! Eu n�o estou com paci�ncia para isso" - ap�s assim pensar, lan�ou um golpe com as garras afiadas que arremessou dois barris longe, arrebentando-os contra a parede.
- Aqui est�! Finalmente! - disse com uma voz rouca, abrindo uma pequena porta que se encontrava escondida atr�s dos barris.
Entrando, viu-se diante de um cilindro met�lico oco, a uns bons dois dedos de dist�ncia do seu rosto (que, por sinal, ainda estava encoberto pelo manto). Parou, olhou em volta e viu que mais dois daqueles estavam apontados para suas costas e uma flecha lhe cutucava a 3a. costela.
- T� bom, da pr�xima vez eu n�o vou esquecer de bater na porta! - disse o estranho encapuzado.
Fazendo um gesto com a cabe�a enquanto mantinha a arma (ou seja l� o que aquilo fosse) apontada para o rosto do encapuzado, o homem com o cilindo de metal disse em idioma drac�nico:
- Quem � voc� e o que faz aqui?
- Eu vim pois fui chamado. Meu nome � Tir�cio Tombo Grande e procuro Heto, o Camelo Velho. - Respondeu Tir�cio no mesmo idioma do inquisitor.
Ao ouvirem isso os homens se entreolharam por um momento, ainda mantendo as armas apontadas. Aproveitando-se desse instante, Tir�cio descobriu a cabe�a, revelando seu rosto humano, a menos da boca, que mais lembrava a boca de um r�ptil.
Ao verem isso os homens baixaram as armas e, com um ar de desapontamento, foram para outros cantos da sala.
- Eu sou Camelo Velho, e est�vamos � sua espera. Venha, n�o temos tempo � perder. - disse o homem que estava � frente de Tir�cio.
Observando melhor o ambiente, Tombo Grande pode perceber que estava em uma sala grande (para suas medidas, que normalmente o obrigavam a andar curvado quando dentro de algum lugar) mas sem janelas, o teto estava a uns 4 metros do ch�o, e pelo som que vinha dele, supunha que havia mais um andar sobre aquele onde estavam.
- O que era aquilo que voc� estava segurando quando eu entrei? - questionou Tir�cio
- Ah! Aquilo.... aquilo � uma inven��o que roubamos do Gnomo Inventor. Voc� deve ter ouvido hist�rias sobre ele, certo? Ele � o �nico de sua ra�a em toda Arton - resposdeu Camelo.
- Sim, mas eu achava que essas hist�rias n�o passavam de contos de fadas...
- Ache de novo. Tem muita coisa acontecendo em Arton que pouca gente sabe. Voc� deveria saber disso melhor do que ningu�m. - disse Heto encarando Tir�cio enquanto subia uma escadaria.
"Sim" - pensou Tir�cio - "Eu sou uma aberra��o... meu sangue de origem drac�nica me fez mais poderoso do que eu gostaria. E agora tenho que viver com as chagas desse legado" - considerou, olhando para as pr�prias garras escamadas.
- Chegamos. - alertou Heto. - Mas voc� n�o poder� sair assim, vai chamar muita aten��o. Espere um pouco enquanto eu resolvo isso.
Ao dizer isso Heto entrou por uma cortina que cobria a entrada superior da escadaria e, ap�s uns 5 minutos, voltou acompanhado de uma jovem com trajes de couro e um cabelo nada comum.
- � ele? - perguntou a jovem
- Sim. Fa�a-o humano para podermos andar por a�.
Ouvindo isso a jovem colocou as m�os sobre o bra�o de Tir�cio e balbuciando algumas palavras fez sua pele brilhar, fazendo as escamas sumirem e darem lugar � pele humana. A estatura de Tir�cio tamb�m foi diminuida, assemelhando-o a um humano qualquer.
- Pronto. Agora vamos! A Arena nos espera! - Anunciou Heto puxando Tir�cio pelo bra�o
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