Quarta-feira, Dezembro 03, 2003

MIGUEL NAKAJIMA

Ol� Leitores e Escribas,

Finalmente sai o 5o. cap�tulo da hist�ria de Raimundo Severino Nonato, vulgo R�i. Dessa vez a hist�ria � contada do ponto de vista de Flunn, um ser bem peculiar. Logo voc�s saber�o qual a liga��o desse cap�tulo com o resto da hist�ria.

Amostra de Poder

- Pr�����ximo!!!! - gritou o soldado enquanto segurava um corselete de couro, um par de cal�as de pano e um par de bra�adeiras met�licas.
No momento em que o �ltimo soldado recebia o equipamento, Flunn observava os aut�matos enquanto eles pegavam o pacote e se preparavam para a batalha. Estava espantado com a calma e a concentra��o daqueles soldados rec�m adquiridos, seus olhos eram como esferas brancas que n�o demonstravam nenhum sentimento e jamais os vira sorrir ou a� mesmo conversar. Flunn chegava ao ponto de duvidar que naqueles "zumbis" sequer houvesse sangue.
- Flunn! Venha c�! - chamou uma voz cavernosa, vinda do outro lado do acampamento.

Flunn era pequeno e naquele instante lembrava um rato de esgoto correndo para um peda�o de carne estragada. Passou por entre os aut�matos e prostrou-se de p� diante da entrada de uma caverna, de onde sa�a uma fuma�a acinzentada e um forte fedor caracter�stico da morada de um troll das plan�cies.
- O esquadr�o D j� est� pronto? - perguntou a voz vinda da caverna.
- Quase senhor! Eles estar�o preparados para agir quando o senhor desejar! - respondeu Flunn com um tom de respeito e medo.
- Ah! Muito bom! Eu esperei muito tempo por isso! - disse a figura da caverna que, saindo � luz do dia, mostrou sua pele azul-celeste e sua cabe�a elipsoidal, coberta por um manto roxo. (Nesse instante, Flunn acabava de achar a carne estragada.)
A figura arroxeada caminhou para fora da caverna e foi em dire��o ao grupo de aut�matos. Enquanto andava pelo acampamento, viam-se os soldados, que estavam limpando as armaduras, cozinhando a comida ou treinando combate, correndo para o centro.
Se medo tem cheiro, ent�o aquele amontoado de soldados era um grande vidro dessa fragr�ncia. Eles olhavam com desconfian�a e temor para o grupo de zumbis que se aprontava.
- LOUVAMOS TE! �H GRANDE TIH!! - disseram os soldados como um bando de s�mios treinados (o que n�o deixava de ser verdade), enquanto os "meio-zumbis" nem sequer levantavam os olhos.
- Levante-se Esquadr�o D! - disse o peda�o de c�u ambulante.
Ouvindo isso os seres assentimentais levantaram-se e viraram-se com seus olhos sem express�o para o mago anil.
- Finalmente voc�s receber�o o cr�dito que lhes � devido! V�o agora e usem todo o poder que foi dado a voc�s atrav�s do sangue drac�nico para destruir os inimigos dos goblin�ides! Acabem com a cidade de Meuolhod�i(1)! N�o deixem ningu�m escapar! - disse o mago azul, apontando para a cidadezinha que se encontrava ao norte dali.

Enquanto o grupo de homens com a mente dominada marchava em dire��o � pequena cidade, Flunn n�o se conteve e perguntou ao "do manto roxo":
- O que esses caras t�m?? Eles s�o feitos do qu�??
Olhando para baixo (o que era praticamente obrigat�rio quando se conversava com Flunn) o mago respondeu:
- Eles s�o a arma perfeita! Combinam a facilidade de controle e versatilidade de um humano com o poder da linhagem drac�nica! Eles s�o o resultado de anos de espera ap�s implantar o sangue drac�nico em mulheres gr�vidas por todo o continente. O Reinado criou a arma que ir� destru�-lo! S� precisamos de um pouco mais de tempo at� que eles atinjam a maturidade! Eles garantir�o a vit�ria de Thwor Ironfist!!! BWAHAHAHAHAHA!!!!! - gargalhou o ser-estranho.
A risada poderosa foi interrompida pelo som de cavalos correndo e por um grito vindo do outro lado da estrada.
Todos os soldados, que estavam observando o grupo de zumbis se dirigindo para a cidade, viraram bruscamente e ficaram at�nitos ao verem um batalh�o de cavaleiros vestidos com armaduras vermelhas avan�ando em dire��o ao acampamento.

- ATACAR!!!!!! - Bradou o cavaleiro que avan�ava na frente do batalh�o. - N�O DEIXEM NINGU�M VIVO!!!!
- MORTE AOS ALIADOS DA ALIAN�A NEGRA!!! - gritaram os outros cavaleiros.
Ao atacarem os soldados do acampamento o massacre foi inevit�vel. Os corpos ca�am um atr�s do do outro e logo n�o restava ningu�m, a n�o ser o mago de capa roxa que foi cercado pelos cavaleiros e agora tentava se defender com algumas magias de escudo arcano.
- O que voc� fez com aquela vila?! - disse um dos cavaleiros ao azulado.
- Isso � s� uma amostra do que a Alian�a Negra tem preparado para voc�s, reles humanos! A destrui��o da sua ra�a maldita � certa..... - gritou o mago, que foi interrompido por ter a cabe�a cortada pelo cavaleiro, o qual, voltando-se para seus companheiros, ordenou com pesar:
-Destruam aqueles seres que est�o atacando a vila. N�o deixe nenhum sobreviver.....
Ao ouvirem isso, o pelot�o de cavaleiros escarlates desceu em dire��o � vila, onde s� restavam escombros e alguns vultos no meio das constru��es queimadas.

(1) Meuolhod�i - Cidade de pequeno porte que se localiza no limite entre as terras do Reinado e as terras Goblin�ides
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