| Quarta-feira, Mar�o 10, 2004 MATEUS YURI RIBEIRO DA SILVA PASSOS Vida longa e pr�spera, unidade-carbono! Fus�o de Parentais chega � quinta parte! J� est� na metade! Espero que estejam gostando... Estando ou n�o, comentem!! Principalmente herr Paiva, o qual fica sempre perguntando 'Quando voc� vai postar de novo! P�e logo!' Gostei de ver: Magal e Z� tamb�m fizeram novas contribui��es! Onde est�o os outros? Gabi, e o final de "Um dia em nove partes"? Carpe Jugulum ALTERA��O Cap�tulo 1 - Fus�o de Parentais V �Ms hm dls! Mntr!� �Prc msrh! H fmlh rhl d Sgv tmbm st htrs d ns?� O ataque a um dos trolls retardat�rios mudou imediatamente o interesse dos demais � concentraram-se na, aparentemente, maior amea�a a suas vidas no momento: M�ctor (davam a impress�o de n�o temer confrontos com seres maiores do que eles, pelo menos quando em superioridade num�rica). At� mesmo a criatura mais pr�xima a Efraim �damo e Dean Glennon recuou, girou o corpo e correu com a clava espinhosa em sua dire��o. O bardo aproveitou a ocasi�o para encarar a fada nos olhos, com um n�tido ar de censura. Ela, por sua vez, n�o se abalou: deu de ombros, concentrou-se por alguns instantes e dissolveu-se no ar. �damo reconheceu o ato: Dean revestira-se com um campo de invisibilidade m�gica, habilidade natural de sua esp�cie � um dos motivos pelos quais era custoso encontrar suas comunidades, muitas vezes procuradas para fins curiosos, amistosos, diplom�ticos, consultivos, cient�ficos e gastron�micos. Se fora nocauteado antes dos outros, era certo n�o ter feito uso dessa habilidade, ato provavelmente decorrente de alguma provoca��o dos outros � o uso de tal medida, consideravam-no covardia e puro exibicionismo. Infelizmente, a constitui��o f�sica das fadas n�o se caracterizava por grande resist�ncia, dificultando assim a sobreviv�ncia numa luta aberta. Portanto, ap�s sua mais recente reanima��o, aquela decidiu n�o mais se deixar influenciar pela opini�o dos camaradas. J� era poss�vel contar com precis�o o n�mero dos advers�rios: seis trolls armados � adjetivo de certa forma pleon�stico, uma vez que qualquer parte dos corpos daqueles bichos troncudos poderia ser classificada como arma �, contra um homem, uma fada � macho, como fazia quest�o de salientar � e um minotauro � o qual, pelo menos, valia por muitos no referente � for�a bruta. A vit�ria n�o parecia certa, por�m essa situa��o se alteraria rapidamente, caso Jardel e Walker reaparecessem. Qual seria a condi��o dos dois naquele momento? Perseguidos at� a morte, talvez? Efraim decidiu n�o estar em boa hora para se perder em considera��es hipot�ticas. Teria tempo suficiente para elas depois, quando estivesse seguro. Refletiu por alguns instantes, for�ando a mem�ria. Conhecia alguma m�sica que escarnecesse dos trolls? N�o, em definitivo. Nem ao menos se lembrava de qualquer men��o l�rica a eles. Era compreens�vel, pois em sua terra n�o havia um s� esp�cime daquelas criaturas abomin�veis. Dedilhou as oito cordas do ala�de e entoou uma can��o simples, fraca at� � a fim de elevar o moral dos companheiros durante a peleja � em arkalyn, um idioma �lfico vulgar, no qual possu�a boa flu�ncia, o suficiente para pronunci�-lo sem imperfei��es. Avante, alcan�ai a vit�ria Vamos, l�minas audazes Por essa vaga na Hist�ria S� concedida aos capazes Para guardar a na��o De seu futuro lamento E eternizar em can��o Vosso poder e tale... Interrompeu-se, irritado, ao notar que boa parte dos trolls animava-se com a m�sica e desferia, com a vontade de um camelo bebendo �gua num o�sis ap�s boas semanas sem beber, suas pancadas espinhosas, algumas contra a carne do minotauro, outras contra o ar � denotando alguma interven��o da fada. Como aqueles seres selvagens e, pior, iletrados conheciam o arkalyn? �damo lembrou-se, ent�o do fato de M�ctor apreciar boa parte das can��es simplesmente pela melodia, com total desconhecimento dos versos. Devia ser o caso. Assobiando, executou um feiti�o para lan�ar sobre o corpo um revestimento m�gico e correu, pronto para o combate � embora tenha parado logo depois, novamente sentindo dores no corpo. M�ctor, por sua vez, divertia-se como nunca. Procurava atingir o maior n�mero poss�vel das criaturas com ataques girat�rios � quatro haviam-no cercado, enquanto as duas restantes enfrentavam algum mal invis�vel � e esquivava-se de suas bordoadas, n�o se incomodando, por�m, com as contus�es sofridas, mesmo com o sangue escorrendo abundantemente em decorr�ncia dos espinhos nas clavas. Sentira tanto a falta daquilo que possivelmente nem a morte estragaria sua euforia. Alternava os golpes de marreta com chifradas bem miradas � a estatura dos advers�rios, pouco inferior � sua, favorecia tal combina��o, fazendo seus antagonistas, ap�s o cessar da m�sica de Efraim, alimentarem com for�a id�ias de fuga estrat�gica. Ele pr�prio, na verdade, n�o sentira falta da melodia � nem chegara a perceb�-la. Em sua pr�pria mente, em meio ao frenesi gerado pela promessa de uma bela pancadaria, despontara uma trilha sonora pessoal remanescente da recorda��o de sua primeira reuni�o de fam�lia, ao completar sete anos, em Santa Eulina d�El Argar, capital de Seg�via, sua terra natal � embora tenha crescido na prov�ncia olivaresa de M�rida, na divisa entre os dois Estados. N�o lhe despertavam interesse a m�sica e o card�pio refinado da Corte, tampouco o encontro com a parentela: parecia-lhe impr�prio, at� imoral, minotauros viverem sob uma r�gida etiqueta, numa tentativa de competi��o com a elegante realeza de Oliv�rio e Orbisterrarum. Atento ao ponto de vista do rebento de sua mana e temeroso de que houvesse atritos com os primos urbanos, seu tio Manolo guiou-o por um passeio pela cidade, cujo cl�max foi a ida ao est�dio �Duque de Jalisco� para presenciar um dos maiores espet�culos segovianos: a tourada. A M�ctor foi reservado um camarote pr�ximo � C�mara dos M�sicos, onde o tio preparava-se para trovar e conduzir a m�sica ambiente do evento. Para abrir o dia, o renomado cavaleiro an�o Don Cust�dio de Ribagorza desceu � arena � com dois de seus ac�litos acompanhando-o como r�moras fixas a um tubar�o � para p�r em confronto o prateado de seu machado de batalha com o marfim dos chifres de Romeu, touro grande e robusto, malhado de preto e branco. Alvarez e Rufino, os auxiliares do ginete, trataram de despertar a f�ria da besta com o pano vermelho cerimonial, encurral�-la contra as paredes do est�dio e desferir-lhe estocadas com lan�as, enquanto ao valente Don Cust�dio coube arriscar-se � morte aproximando-se de Romeu e, com um s� golpe, r�pido como um rel�mpago e igualmente fulminante, decepar-lhe a cabe�a. Grande parte dos duelos seguintes ocorreu de modo semelhante, para enfado do jovem minotauro � em sua vida rural culturalmente atrasada, estava acostumado a batalhas mano a mano, �s quais um honrado cavaleiro jamais se rebaixaria. Entretanto, para encerrar, houve o desafio do dia, durante o qual foi entoada a �Ca��, trilha sonora suprema da festa. Abdonel, elfo pardo natural da regi�o de Humahuaca, combateu sozinho Cisma, marru� gigantesco e bem nutrido, munido apenas de uma espada longa � adjetivo de car�ter relativo, pois a arma era um punhal quando comparada aos sabres dos combatentes mais famosos. A briga durou apenas dois minutos, por�m foi o suficiente para o deslumbramento de seu mais novo espectador. Teve in�cio com a tradicional provoca��o com o len�o vermelho, agitado a cerca de dez metros do animal. Cisma investiu com os chifres em posi��o quase horizontal, como um tridente aleijado, por�m ignorando a distra��o e atingindo em cheio o desafiante, que voou meia arena, colidindo com a parede alaranjada com for�a suficiente para destruir um escudo vagabundo. Nisso, M�ctor vibrou: o touro rasgou o pano, abandonado com a decolagem de seu dono, mugiu alto e permaneceu parado, encarando seu advers�rio. Esperando. Estaria sorrindo, se sua musculatura o permitisse. Abdonel ergueu-se com certa dificuldade, buscou reunir certo vigor e correu, investindo poderosamente contra o dorso do inimigo � recebeu, como mostra de gratid�o, uma chifrada no bra�o esquerdo. Ent�o, errou por pouco a cabe�a de Cisma e desviou de outra jogada de chifres. Os dois seguiram trocando sopapos quando, enfim, o elfo pardo rachou o cr�nio do touro, tombando desacordado em seguida. Toda a plat�ia bradou de preocupa��o naquele instante, por�m uma voz destacou-se das demais: o jovem M�ctor urrava desesperado e precisou ser arrastado por um Manolo envergonhado e semi-arrependido. No caminho de volta � Corte, o m�sico veterano tratou de convencer o sobrinho de que Abdonel ficaria bem, seria tratado pelos melhores curandeiros do mundo, ouvindo como resposta, em meio ao choro: �U �rfu qui si d�ni. Eu tava torceno pru t�ru!� Apavorado, o tio abafou o caso, embora tenha conversado com a irm� e o cunhado para convenc�-los da necessidade de incutir na criatura o �dio natural e irracional dos minotauros pelos bovinos, juntamente com o melhor ensino do idioma olivar�s, pois, se a mente limitada de M�ctor n�o era capaz de assimilar mais de uma l�ngua, era melhor que se ensinasse uma de uso internacional, mesmo precisando deixar de lado a de sua terra, afinal ele era um nobre. O jovem ficara marcado para sempre por aquele dia � apesar do choque, a luta final causara empolga��o tit�nica, a ponto de despert�-lo para os caminhos da for�a bruta, o of�cio para o qual nascera! Juntamente com a batalha, gravara-se em sua mente a �Ca��. Dessa forma, o minotauro ferozmente atacava os trolls com a marreta, enquanto em sua cabe�a se desenrolava o pasodoble � a letra jamais aprendera, mas a melodia, sim, era o importante. Desviou-se de uma clava � os espinhos em grande parte quebrados pelas colis�es com o alvo e sua arma � e por pouco n�o amassou a cabe�a de seu portador. A criatura caiu inconsciente, enquanto as tr�s restantes atingiam M�ctor pelas costas, simultaneamente. Ainda bem-humorado, ele concentrou-se numa delas com entusiasmo, cobrindo-a de contus�es com a rapidez feroz de uma on�a no auge da ca�ada. Um dos inimigos largou a clava e tentou arrancar a marreta das garras do minotauro � o qual conseguiu segur�-la com firmeza. Ficaram ambos disputando a arma com toda a for�a, enquanto um dos trolls observava, entretido, e o segundo tomava f�lego para recuperar-se da chuva de metal, perscrutando com os olhos as redondezas. Seus outros dois confrades, furiosos, desviavam-se de flechas vindas do nada e tentavam agredir seu emissor invis�vel. O humano dedilhou seu instrumento e obteve como resultado um acorde agudo e insuport�vel, causando a paralisia do troll, mais outros tr�s pr�ximos e M�ctor, que de repente encolerizou-se, ao cair de costas no gramado pr�ximo a um abeto e ser atingido no est�mago pela pr�pria arma � felizmente para ele, a armadura absorveu boa parte do impacto. Subitamente, o monstro marrom-esverdeado notou o crescendo de um barulho, fitou os eucaliptos ao redor e percebeu que se moviam sucessivamente, em sua dire��o. De um deles veio, voando, uma figura coberta por um manto ocre com capuz e, a seguir, de um lari�o vizinho saltou um homem baixo de rosto barbudo em excesso, trazendo nas m�os um machado duplo. Maldi��o! Ao notarem a chegada de refor�os, os desertores haviam voltado! Dean criado por Miguel Nakajima Marques M�ctor criado por T�lio Vieira de Paiva |
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