| Ter�a-feira, Fevereiro 24, 2004 MATEUS YURI RIBEIRO DA SILVA PASSOS Vida longa e pr�spera, unidade-carbono! Aqui est� a terceira parte de Fus�o de Parentais... Bem curta, � mais um interl�dio. Carpe Jugulum ALTERA��O Cap�tulo 1 - Fus�o de Parentais III Dean abriu os olhos, levantou-se e arriscou dar alguns passos. � sua volta, o mundo mergulhava em brumas de incerteza e a realidade tornava-se gradualmente transl�cida e, aparentemente, menos real. Era poss�vel ver formas distorcidas atrav�s das �rvores, dos animais (incrivelmente, havia uma �guia por ali), do Sol, de seus companheiros em batalha e de seus atuais algozes. Contudo, nada disso lhe interessava no momento. A fada � que, embora pertencesse a essa categoria, assemelhava-se a um moleque narigudo, de oitenta cent�metros de altura, coberto por p�los esverdeados e dotado de um par de asas aparentemente delicadas, mas incrivelmente resistentes � examinava com rapidez os arredores, � procura do ser de manto verde, cujo capuz lhe cobria totalmente o rosto. Este se movia com lentid�o, olhando para os lados com a expectativa de um predador cuja presa est� garantida e pronta para cair em suas garras. Tomava o cuidado de parecer terr�vel e poderoso, para dar um clima especial ao momento. Ficou est�tico quando avistou Dean. Examinou-o por alguns instantes, estarrecido. Ao reconhec�-lo, levantou os bra�os, num misto de incredulidade e decep��o. �Voc� de novo? Nos vimos h� bem menos de um m�s. O que foi, agora?� Dean acenou para o outro acompanh�-lo e voou at� o local onde seu corpo ensang�entado jazia. Ap�s examin�-lo rapidamente, relatou: �Trolls. Um deles me abriu um corte profundo no tronco... deve ter arrebentado pelo menos uma art�ria. Um estrago e tanto, se comparado com a �ltima vez.� �A da hidra?� �N�o. Na �ltima vez foi M�ctor, o minotauro. Um pequeno acidente.� A criatura sob o manto verde olhou para o c�u com um ar pensativo e co�ou a cabe�a. �Acha que aquele congelamento foi menos pior? Daquela vez, quando provocou o feiticeiro? Se bem me recordo, o encontraram com os membros quase gangrenados.� �Aquilo n�o foi nada. Uns poucos feiti�os resolveram o problema. Um rasgo desses � muito mais grave. Quero s� ver como v�o dar um jeito no rombo. N�o h� nenhum curandeiro por perto.� O outro enfiou as m�os num bolso de seu manto e retirou um tomo branco, de apar�ncia seminova. Sofrera alguns cortes, al�m de manchas - de origem org�nica - e rasgos, causados por um manuseio descuidado. Abriu-o em uma das p�ginas centrais. �H� mais ajuda por perto. Seu outro colega far� uma breve visita agora e se reintegrar� ao bando dentro de algumas horas. �damo e M�ctor tamb�m est�o a caminho. No entanto, como bem sabe, a cura funcionar� apenas se me der uma boa raz�o para isso.� A fada prontamente fez alguns gestos e abriu um mini-portal dimensional, de onde retirou uma sacola de couro. Perguntou: �O mesmo de sempre?� �N�o. Quero o dobro, desta vez, por conta dos riscos. J� est�o come�ando a desconfiar. Se o pessoal do departamento me estranhar, ser� o fim.� �Tudo bem.� Dean retirou algumas dezenas de genu�nos soli, a antiga moeda do Grande Imp�rio, ainda utilizada pelas na��es mais saudosistas, e entregou-as ao outro. Estendeu-lhe, tamb�m, algumas moedas de pouco valor, oriundas de v�rias localidades, dizendo: �Aproveite a viagem e passe em algum canto para tomar uma marvada.� �Obrigado! � sempre um prazer negociar com voc�.� A figura verde dissolveu-se em pleno ar. A fada sentou-se na grama, ao lado de seu corpo, abriu uma sacola para pegar uma ma�� e passou a devor�-la, enquanto assistia � batalha, ainda longe do fim, travada entre seus amigos e os trolls. Dean criado por Miguel Nakajima Marques |
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