| Segunda-feira, Abril 19, 2004 MATEUS YURI RIBEIRO DA SILVA PASSOS Vida longa e pr�spera, unidade-carbono! Fus�o de Parentais chega � sua conclus�o! Nem t�o conclusiva assim, como pode-se ver. Mas espero que gostem, enche o saco colocar cada termo estrangeiro em it�lico. Depois deste post, uma int�rfase tempor�ria. Houve certa adultera��o em caracter�sticas de personagens, como o Delf, mas espero que o autor n�o ligue: procurei acrescentar algo, n�o destruir (assim como o Jardel e suas express�es em r�quen�s e as mudan�as geneal�gicas que j� se poder�o constatar neste texto). E como o S�vio j� tem uma tend�ncia a fazer personagens latinos... hurm. ALTERA��O Cap�tulo 1 - Fus�o de Parentais X Em toda Zemlya � nos continentes conhecidos, pelo menos � havia intenso conflito resultante da intoler�ncia ao conv�vio for�ado entre as mais diversas esp�cies animais evolu�das a ponto de formular id�ias racionais. Os an�es, por exemplo, n�o eram benquistos em diversas p�trias por conta de seu not�rio mau humor e sua avidez por metais preciosos � superior � de qualquer bispo. Indiv�duos mais impacientes tendiam a desprezar os gamer�deos por sua lentid�o em organizar pensamentos, por melhores e profundos que fossem. Grande suspeita ca�a sobre os mymercof�gidos � embora fisicamente incapazes de falar ou escrever, possu�am comunidades complexas, portanto deviam se entender de alguma forma (as possibilidades de telepatia apavoravam pa�ses como Orbisterrarum, obrigando-os a ignorarem tais seres). Os tanfos, apesar de saborosos, eram demasiado inconvenientes. Criaturas como duendes, orcs, trolls e kobolds sofriam discrimina��o pelo estado de barb�rie no qual encontrava-se a esmagadora maioria dos esp�cimes � mesmo quando os mais cultos contra-argumentavam atentando para o fato de ainda haver imenso n�mero de selvagens humanos � como os r�quens e algumas tribos silv�colas � e �lficos. Os �ltimos, no entanto, estavam entre os Zemlyenses mais odiados. Ainda nos inacess�veis Velhos Continentes, os elfos foram o primeiro povo a se organizar de forma civilizada, a criar idiomas e cultivar as artes, motivo que os levou a alegar � embora houvesse uma ampla gama de controv�rsias � serem os Primog�nitos, a primeira ra�a inteligente criada para habitar o mundo � e, portanto, legalmente propriet�rios e herdeiros de tudo, tratando outras etnias, sobretudo humanos e an�es, como subalternos, inferiores. As atitudes do autoproclamado Povo Belo eram extremamente malvistas pelos mais diversos Estados � em R�clanda, elfo algum possu�a direitos pol�ticos � e at� mesmo por certos segmentos de seus semelhantes, fartos de tanta arrog�ncia, aliena��o, pedantismo, prepot�ncia e afeta��o � como provara o recente incidente criador dos elfos vermelhos. Havia, contudo, uma ra�a �lfica gozando de razo�vel popularidade, principalmente nas na��es irm�s Oliv�rio e Seg�via: os pardos, h� oitocentos anos segovianos de organiza��o tribal, prontamente integraram-se � civiliza��o � todavia, a esmagadora maioria dava prefer�ncia � vida em pequenas cidades e vilas. Em tudo diferiam dos demais elfos, tanto nos aspectos f�sicos � cabelos castanho-escuros ou pretos (em vez de castanho-claros ou loiros), pele morena de sol (ao contr�rio da caracter�stica tez p�lida, quase verde) e o famoso e espesso bigode (enquanto um elfo normal n�o possui p�los faciais), sinal de maturidade nos homens � quanto no cultural � ternos e joviais (at� vulgares, em certos casos), a despeito de seu sangue quente (contrariando a popular seriedade e sisudez), com uma culin�ria ex�tica (os outros apreciavam saladas e frutas frescas e leves, mas os pardos se deliciavam com carnes e gr�os, de prefer�ncia bem-temperados � alguns chegavam a degustar pimentas do tamanho de cenouras) e bebidas mais fortes at� do que as dos an�es (popularmente conhecidos como os �Reis do �lcool�). Tamb�m n�o viam problema algum no enlace de seus filhos com indiv�duos de outras esp�cies aparentadas, desde que fossem respeit�veis ou, pelo menos, gente de opini�o. Por essas e outras, os altos-elfos preferiam consider�-los um grupo � parte, sem o mais sutil parentesco, embora apresentassem a mesma longevidade, as orelhas pontudas, a vis�o agu�ada e o sangue m�gico resistente a sono e encantamentos. Assim, logo o crocodilo encontrado por Dean � satisfeito com as rea��es a sua chegada � fez uso de seus dons metam�rficos � concedidos pela Natureza a todo druida dedicado e eficiente � para revelar sua verdadeira apar�ncia: cabelos azuis e vermelhos � por conta de sua vila natal ter sido assolada por uma maldi��o �, era fruto da uni�o entre uma humana e um elfo pardo. Aparava o bigode para evitar coment�rios dispens�veis. �Delf!�, exclamou a fada. �N�o tinha ficado em Vanadil?� �Assuntos mais importantes surgiram, se�or tanfo. Onde est� o primo? Ele com certeza ficar� vibrante!� �M�ctor! Veja s� quem apareceu!� Atendendo ao novo chamado de Dean � n�o ouviu (ou fingiu bem) o primeiro �, o minotauro veio com o restante. Ficou estupefato ao divisar o meio-elfo � discordante da ida ao festival em Ahrwe, permanecera na atual morada do grupo, um sobrado alugado na cidade-estado de Vanadil, centenas de l�guas ao sul. Confuso, indagou: �Com� qui c� cheg� aqui hoje?� �Hoje? M�ctor, cheguei a Meliaceae h� quase uma semana. El clima � bem aconchegante e, se me permite dizer, a biodiversidade � um atrativo � parte: poderia ficar anos aqui, a catalogar novas criaturas da fauna e flora locais para a Liga, n�o fossem mais relevantes nossas urg�ncias atuais.� �Nossas u qu�?� �J� explico, deixe-me sentar primeiro.� �I a prima? C� larg� ela l�?� �Ora�, disse Delf com um sorriso, �Nala sabe se cuidar. �s vezes, at� melhor do que nosotros, �n�o?� Guillard presenciou a cena aturdido, dada a estranha familiaridade com que conversavam ambos. Talvez o meio-elfo, cujas vestes de couro e algod�o denunciavam sua profiss�o, houvesse tratado do minotauro em alguma vicissitude. Temeroso por causar algum mal-entendido com a tal quest�o, o r�cland�s indagou a Walker, postado a sua direita: �Amigos de inf�ncia?� O mago sacudiu a cabe�a em desalento. �Pior. Parentes.� �Prrimos, parra serr mais exato�, completou �damo. �De quarrto grrau, crreio eu.� �N�o era de quinto? Pensei...�, inquiriu Jardel. �Tanto faz�, cortou William, temeroso de outra discuss�o a respeito da genealogia segoviana. �Venha, eu o introduzo a voc�. Caminhou, seguido pelo compatr�cio, na dire��o do druida. Tamb�m morria de curiosidade quanto a sua apari��o repentina, por�m preferiu delegar ao minotauro o trabalho sujo dos questionamentos. �Delf�, disse, cumprimentando o confrade, �este � Kilaro Guillard de R�clanda, companheiro nosso das antigas, dos tempos de Ohdin.� O meio-elfo estendeu a m�o e apertou a de Guillard, dizendo: �Soy Enrique-Juarez Delf Nyr, druida de not�vel habilidade, natural de El Condor Pasa, Seg�via.� �E primo de M�ctor?� Nyr sacudiu os ombros. �� la vida. Nem tudo pode sair perfeito.� �N�o enxergo possibilidades para o parentesco. Voc�s s�o t�o...� �Es uma longa hist�ria.� �Semprre serr�, concordou Efraim. �O que o trrazerr aqui, Delf? Mudarr de id�ia?� �N�o desta vez. H� trabalho a ser feito.� Virou-se para os demais. ��Se�ores, voy tir�-los dessa viagem ma�ante!� Caminhou at� a fogueira esfor�ando-se para imprimir um ar de mist�rio � ocasi�o. Foi interpelado por �damo, quando se sentou. �Trrabalho? Parra depois da festival, voc� dizerr?� �Alteza! �Tudo bom com usted?�, respondeu o druida com ar sarc�stico, estendendo a m�o. O bardo cumprimentou-o. �quela altura, Walker, Dean, M�ctor e Kilaro j� haviam se postado ao lado de Jardel � pouco recobrado do pileque � em volta da fogueira, como antes de o meio-elfo interromp�-los. A fada perdera o esp�rito para a piada. S� pensava, inquieto, na novidade trazida por Nyr, sentimento tamb�m presente na mente do minotauro. �Primo, qui qui � esse trab�lhu?� �Nada muy complexo, creo yo. Uma conhecida daquela amiga Pequena de Nala veio procurar nosotros com um contrato. Parece que el pr�ncipe financiou una expedici�n e agora os exploradores desapareceram.� �Qui saco! Agora v�mu fic� procurano neguinho perdido? Pra �ndi qui esses biquinho foro?� �Lech. Nala y su amiga j� foram para l� com o Rob.� O acr�scimo n�o fez diferen�a. Os olhos de M�ctor, arregalados, brilharam em resson�ncia ao mero vibrar da palavra. A Terra da Liberdade! Cada fibra de seu ser voltava a se aquecer com as perspectivas da nova tarefa. R�quen�s Lech � �farra do r�quen�, em req arcaico � era a maior parte do que restara do tit�nico Imp�rio Orbisiano ap�s sua queda � entre uma cidade-estado e outra, entre uma ou outra na��o de pequeno porte, imperava um imensur�vel campo de bosques e feudos, terras onde n�o havia qualquer lei a restringir um minotauro saud�vel de bater em quem tivesse vontade, fosse monstro, b�rbaro (cuja popula��o r�quen perfazia aproximadamente 20% do total desses povos) ou silv�cola. L�, os drag�es existiam em plena atividade, havia cidades perdidas, tesouros escondidos, criaturas perigos�ssimas. Vivia-se numa eterna luta pela sobreviv�ncia � n�o era exatamente �Terra de Ningu�m�: �Terra de Muitos� a descreveria de forma mais precisa. Em resumo, um prato cheio. �Um... Voc�s parrtirr depois da festival, i�?� �N�o. O lugar fica un p�co lejos. Aconselho-os a sairmos logo ao nascer del Sol.� �Mas...� �N�o v� chorar, �damo�, disse Walker. �Ouvi voc� e Kiro agora h� pouco, sabe que ele vai para esse seu festival.� �Isso, v�o voc�s dois! Depois nosotros voltamos para busc�-lo.� �Em uma m�s? O parrte de Lech mais prr�xima daqui demorrarr quase duas parra irr a cavalo.� �Nosotros teremos meios para tanto, yo te asseguro.� O trovador deu de ombros. Sabia quando era voto vencido limitou-se a resmungar �Ingrratos�, �Incultos� e semelhantes improp�rios. Delf Nyr dirigiu-se aos demais: �Todos querem ir a Lech, creo yo?� Walker, M�ctor e Jardel concordaram prontamente. O tanfo, por�m, parecia hesitar. �Vamos, Dean! Garanto, fica perto do outro oceano.� �Do outro? � t�o longe assim?�, perguntou a fada, n�o pouco ofendida pelo coment�rio � nem menos interessada. �Perto da Floresta de Abaet�.� �Nossa!�, exclamou Dean, cansado s� de pensar no local. J� o vira em mapas de grande escala. Levariam meses para chegar l�, ainda que arrumassem cavalos novamente � devoraram os �ltimos, por falta de alimento e desconfian�a do estoque de M�ctor. �N�o sei...� �Lembre-se de que yo repar� o estrago dos trolls em teu peito, nesta tarde.� �Voc� currarr Dean? Eu non te verr porr l�...� �damo se interrompeu e refletiu um pouco. �Se bem que ele j� estarr meio cuidado quando eu chegarr.� �ɔ, concordou o tanfo, �agora me lembro de ter visto uma �guia quando estava com um p� no outro mundo. Voc� me aplicou os curativos, ent�o?� ��Claro que no!� O meio-elfo parecia ofendido. �N�o?� �Negativo�, disse Enrique-Juarez, abrindo um sorriso jovial. �Solo precisei bater las palmas.� Dean fechou a cara, enquanto o resto riu recatadamente � at� mesmo �damo, antes casmurro e carrancudo, sentindo-se subitamente abandonado, reavivou o esp�rito com a jocosidade. N�o fazia mal, ainda teria o apoio de um confrade e colega de profiss�o. Brook Brook aproveitou o momento de descontra��o para indagar: �Delf, voc� que � druida, conhece um tipo de galinha que vira p� quando pega fogo?� �Fais�o!�, corrigiu Dean. �Galinha ou fais�o? Bem, n�o importa, yo creo que todo animal volta ao p� se queimado.� �N�o, eu quis dizer um passarinho que queima na hora, s� de se encostar ao fogo. E era galinha�, insistiu Jardel. �M�ctor, pelo menos, tinha certeza disso.� ��Voc�s cozinharam el bicho nessa fogueira?�, perguntou Nyr, com um olhar intrigado, apontado o indicador tr�mulo para as chamas. �Foi. Quer ver?� �Certamente!�, disse o meio-elfo quase num brado. �Tiveram a oportunidade de encontrar um de los p�jaros mais raros de Zemlya... �Y lo mataram?� �Eu matei�, disse Jardel. �E eram dois.� �Dois?� Delf Nyr levantou-se num salto, estupefato. ��Es impossible! N�o se v� duas f�nixes juntas por a�! Es dific�limo encontrar uma delas, �imagine duas!� �F�nix?� Walker parecia, tamb�m, intrigado. �Aquela ave mitol�gica? O P�ssaro de fogo? N�o pensei que existissem de fato.� �E da� se forem duas? E se fossem um casal?� O druida fitava-os, ansioso, a vermelhid�o pr�xima a lamber o ar. Virou-se para Jardel, na tentativa de acalmar os �nimos: �Brook, at� existem machos e f�meas entre las f�nixes, pero elas n�o copulam, �entende? Esse, ali�s�, disse ao encarar o mago r�cland�s, �� um dos motivos pelos quais est�o em peligro de extinci�n. Por s�culos e s�culso, as criaturas, quando sentem a morte pr�xima, atiram-se no fogo e renascem, na forma de ovo. Claro, si no encuentram las chamas a tempo, o corpo padece. Um desperd�cio�. Apontou para a fogueira. �Agora mesmo, ali, deve haver dos huevos reluzentes�. N�o se conteve: andou a passos largos, quase correndo, olhou por sobre as chamas... ��Madre santa!� Jardel e William aproximaram-se rapidamente, seguidos por Dean. Ficaram estarrecidos com a cena: em meio ao fogar�u e � madeira ardente, alojavam-se tr�s belos ovos, cuja pigmenta��o �gnea conferia-lhes uma estranha incandesc�ncia aparente. Brook Brook, intrigado, cutucou um Delf extasiado. �Eram s� dois bichos... Tem coisa errada a�.� Lentamente, o druida, piscou, o c�rebro em trabalho pesado retardava as demais fun��es corporais. Ao alcan�ar uma resposta satisfat�ria, sorriu de prazer e auto-rever�ncia. � claro! ��Fusi�n!� �Hein?� �Fus�o, Brook! As cinzas... Elas devem ter se misturado ao se espalhar e, quando o fogo come�ou a construir los huevos... Las duas f�nixes que matou s�o como que pais destes...�. Apontou para os mont�culos alaranjados, encantado. �Precisaremos apresent�-los � Liga, durante a viagem.� Walker questionou-o, com desd�m: �Que import�ncia h� nisso? S�o s� bichos!� �Meu caro�, disse o pardo, quase encostando no rosto do mago o indicador, o qual agitava de modo acusador, �� a sobreviv�ncia de uma esp�cie!� Diante do olhar de d�vida do confrade, explicou : �N�o v�? Se criarmos essas aves e las induzirmos � vida conjunta, ao morrer fundir-se-�o e seu n�mero aumentar�. � at� poss�vel certa variabilidade de caracter�sticas � o que n�o acontece agora, porque los hijos s�n iguales a los padres... Talvez at� mudem los costumes para retomar la reproduci�n sexuada.� Diante da possibilidade de salvar a esp�cie amea�ada � e receber uma promo��o dentro da Liga Zemlyense de Druidas, Enrique-Juarez Delf Nyr concentrou-se e orou � Natureza para proteg�-lo do fogo, impedir as chamas de ass�-lo e as brasas de feri-lo. Sem temor, adentrou as labaredas como se mergulhasse numa agrad�vel lagoa e apanhou cuidadosamente os ovos, aninhando-os nos bra�os. Levou-os at� uma pequena bolsa com divis�rias para frascos e carinhosamente aconchegou-os nos nichos. Ficou a contempl�-los, maravilhado. Teve um rompante de inspira��o e lhes atribuiu nomes, apontando cada um: �Erke, Charango y...� �Bongo?�, completou M�ctor. Um ar de tristeza tomou conta do meio-elfo. �N�o�, disse. �Seria de mau gosto�. Pensou com saudades em seu gorila de estima��o � o qual o acompanhara em muitas aventuras. Bongo fora um grande amigo. Delf jamais superara sua morte nas m�os de orcs, durante uma empreitada nas periferias de Lech. Depois daquilo, adotara apenas um falc�o � mas n�o fora a mesma coisa. Agora, por�m, tentaria mudar. A descoberta o animara de tal forma que se sentia disposto a deixar de remoer o passado. Concluiu, ent�o: �Este se llamar� Pepe.� Decidiram se recolher. �damo tirou uma m�sica leve do ala�de enquanto guardavam seus pertences e Nyr, assim como Guillard, armava sua tenda. Ao deitar-se, o druida abriu a bolsa com ovos, posicionou-a a sua frente e, deitado ficou admirando sua beleza at� dormir. Guillard sentia-se animado com o reencontro e o restante de sua licen�a parecia ser melhor ainda. H� muito esperava pelo Festival. S� o intrigava o misterioso estrondo que abalara a mata. Jardel tamb�m esperava com ansiedade os dias seguintes: voltaria a sua terra natal � talvez at� visitasse algum lugar conhecido, como as montanhas Alberfran, onde passara grande parte da inf�ncia. Walker estava desconfiado: se o druida conseguira chegar �quele ponto de Meliaceae antes deles, provavelmente dispunha de algum meio r�pido de chegar ao destino. Via a�rea, quem sabe? Dean prometera refletir e comunicar aos camaradas, pela manh�, sua decis�o: se partiria para Lech ou seguiria com Efraim e Kiro at� Ahrwe. O menestrel se permitia uma pontada de esperan�a � ainda que tivesse suas manias espalhafatosas, a fada seria boa companhia (ao menos, sua presen�a o impediria de cultivar um saud�vel ressentimento em rela��o aos demais). A M�ctor couberam as primeiras quatro horas de vig�lia � depois disso, acordaria Jardel para uma substitui��o. Fazia um frio consider�vel, mas sua espessa pelugem preta o protegia eficazmente. O minotauro caminhou em c�rculos por alguns minutos e, por fim, sentou-se sobre a grande pedra pr�xima ao acampamento � mas distante o bastante da encosta do Setentriterrarum. Sua labir�ntica mente trabalhava em rebuli�o. Marretas. Prima longe. Fada metida. Pedra. Seg�via. Em breve, prima perto. Fogueira. Trolls. Magia maldita. Piada de elfo. Luta. Primo voltou. Comida. Altura d� vertigem. Efraim tentou enganar. Crocodilo. Tio Manolo. Galinha que se dissolve. Amiga da prima � crica. Cisma. Contrato. Terra da Liberdaaaa-haade. R�����-quen�s Lechhhh... �Hrrrrrrrrrrf�, rugiu, embora inconscientemente. O cansa�o se abatera sobre ele, afinal. Enquanto a lua erguia-se triunfante no horizonte, monstros deixavam seus ref�gios para averiguar se o chifrudo j� se fora, lar�pios lamentavam a perda de economias e equipamentos armazenados nas �rvores e seis trolls recuperavam-se das m�goas vespertinas, M�ctor � minotauro guerreiro, herdeiro direto e filho unig�nito do Marqu�s de Baltazar da fam�lia real de Seg�via e mestre da for�a bruta �, alerta e disposto como uma �vida serpente, dormia o sono dos justos. Brook Brook Jardel criado por Jo�o Pedro Amaral Ramos Augusto Dean Kilaro Guillard criados por Miguel Nakajima Marques Delf Nyr criado por S�vio Fran�a Rosa M�ctor criado por T�lio Vieira de Paiva |
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