Quinta-feira, Outubro 02, 2003


       
MARCELO AFONSO PONTES DA SILVA


Ol�, meu nome � Marcelo, tenho 18 anos e estou no 3� ano do Colegial. Resolvir entrar neste blog como uma experi�ncia, pois nunca li muito e nunca escrevi muito (a n�o ser no meu blog, hehe), ent�o, n�o esperam uma bela obra liter�ria de mim, mas estou me esfor�ando ^^. Eis aqui o primeiro conto que escrevi:


      
Sonhos


Aquele momento era intermin�vel. No abrir dos olhos, uma forte luz se expandiu partir de um pequeno ponto, crescendo e engolindo tudo em seu caminho, demolindo e desintegrando o velho mundo de sempre, t�o amarelo. Quando cessou a luz, lentamente um novo mundo apareceu, t�o mais colorido, belo e vasto. S� podia ser um sonho, retratado em peda�o de papel. Ao pai, o menino perguntou se tal maravilha existia e positiva foi a resposta, assim como foi dado seu nome: mar, representado naquele pequeno papel que encontrou no ch�o.

Nada mais tinha sentido, aquele lugar onde sempre sentiu se em casa parecia pequeno, simples e restrito demais. Aquele mundo j� n�o bastava, n�o era suficiente para existir, n�o passava de vazio e nada al�m disso. Nunca, em sua pequena vida naquele lugar triste e seco, havia visto tal azul e areia t�o bela. E o menino foi vivendo naquela mesmice de tons past�is, dia ap�s dia, apenas respirando com a abund�ncia e o calor gostoso dos seus sonhos. Azul, at� onde a vista alcan�ava e tocava no outro azul. A sujeira no azul era branca e de v�rias formas t�o macias. O ch�o de areia fofa era t�o convidativo quanto sua cama, �nico lugar onde ainda vivia. Quando acordava, era o de sempre. Por certo, ningu�m mais havia visto a janela para aquele sonho, e aqueles que viram, n�o entenderam e se contentaram com a terra, mas ele n�o. Cada vez mais distante, deixava de entender como podiam viver naquele lugar t�o ordin�rio e a solid�o encheu seu cora��o.

Os dias continuavam a passar e chegou o dia em que o menino j� n�o era mais menino e podia fazer uma escolha. Ele escolheu seguir seu sonho e por ele batalhou, sofreu, chorou e at� pensou em desistir, mas sempre via a noite mostrar seu belo objetivo novamente, e mais uma vez, tinha for�as. De tanto lutar, um dia o menino, agora homem, alcan�ou o mar. O portal que transformaria seu sonho na mais pura realidade estava logo ali, depois do cal�ad�o. O som das ondas hipnotizava e convidava. Ele deu um passo, dois. E parou. Subitamente, todas as lembran�as de seus sonhos, acumuladas ao longo dos anos, vieram � mente. Seria o real correspondente ao ideal? A areia era t�o fofa? Se n�o fosse, o c�u continuaria t�o azul? E se lembrou de qu�o maravilhoso era seu antigo mundo a primeira vez que deu um passo para fora de sua casa e viu aqueles lindos e harmoniosos tons past�is. O mar desapareceria no momento em que ele o tocasse, assim como desintegrou-se sua terra amarela? Virou-se, fechou seus olhos, guardou seus sonhos em uma caixinha e se foi, para viver mais uma vez no sono da noite que chegava.
Coment�rios:
Voltar para Marcelo Pontes

Voltar para
Tradu��es
Hosted by www.Geocities.ws

1