Segunda-feira, Outubro 06, 2003

          
JO�O PEDRO AMARAL RAMOS AUGUSTO

Essa � uma hist�ria real. Se poss�vel, vejam a hora em que estou postando. Imaginem minha raiva, he-he.

          
Mem�rias de Uma Noite de Sono Mal-Dormida

Pernilongos n�o dormem? Nesse momento, fazem festa em volta da minha cabe�a, aqui em meu quarto. Faz calor, muito calor. Rolo na cama. Inseticida? N�o posso us�-lo, mataria aos insetos, mas tamb�m me deixaria bem mal. Preciso me cobrir, apesar da temperatura quente, para que os malditos mosquitos n�o me tenham como refei��o noturna. N�o aguento ficar mais de cinco minutos embaixo do sufocante len�ol, e tenho que voltar � superf�cie para respirar. E vem a comunidade pernilonga conversar com meu ouvido. Aos berros, diga-se de passagem, num intermin�vel zzzzzzzzzzzzz...

Ser� que meu ouvido � um irresist�vel atrativo para que os famigerados seres com asas fa�am fila para emitir seu irritante som? Parece que toda a popula��o de mosquitos da cidade resolveu se reunir em meu quarto, nessa noite. Preciso acordar �s seis e meia da matina. Mas meus companheiros de quarto n�o me permitem dormir.

Minha tentativa de exterm�nio dos malditos com minhas pr�prias m�os foi em v�o. Apenas dois mortos, com grandes consequ�ncias � pintura de minha parede e pequenas para o ex�rcito deles. Id�ia genial: pego o ventilador na cozinha, o trago para o quarto e o aponto para minha cara, na cama, na velocidade m�xima. Assim evito que eles se aproximem de meu ouvido, tirando meu precioso sono. A-h�! Venci voc�s, seus filhos da puta!

Meia hora. Uma hora. Duas. Tr�s. Tr�s e cinquenta e um minutos. N�o consigo dormir. S�o tr�s horas e cinquenta e uma da manh�, e aqui estou, insone, escrevendo isso. Enquanto isso, pernilongos fazem seus v�os acrob�ticos em frente ao monitor, zombando de minha condi��o. D�o piruetas e mortais em meu nariz, s� para me irritar. Mas prometo uma coisa a voc�s, leitores dessa cr�nica noturna: antes de deitar-me novamente em minha cama, em mais uma tentativa de dormir, assassinarei com minhas pr�prias m�os mais um mosquito. De forma fria e cruel, pra ver se eles aprendem a n�o roubarem mais meu precioso sono dominical.
Coment�rios:
Voltar para Jo�o Pedro Ramos

Voltar para
Contos
Hosted by www.Geocities.ws

1