| Sexta-feira, Dezembro 12, 2003 JO�O PEDRO AMARAL RAMOS AUGUSTO Sejam bem vindos de volta �... Ch�cara S�o Francisco Cap�tulo 2 - O Pneu E A Lama Assim que os port�es da ch�cara foram abertos, l� foram Gugu e Beto correndo pro riozinho. O "riozinho", na verdade, era apenas um filete de �gua escorrendo sobre uma boa quantidade de lama e pedras. L� havia um pneu que os garotos gostavam de jogar de l� do port�o e observ�-lo rolando at� cair no riozinho, pois a ch�cara era descendente, come�ava alta, e ia descendo at� chegar ao projeto de rio. O pneu rolava, atropelando tudo o que via pela frente, dando saltos incr�veis, at� ir parar no rio. Beto e Augusto corriam no rio/lama�al resgatar o pneu, para repetir a opera��o over and over again. - Yeah! Essa foi legal, c� viu como o pneu pulou? - entusiasmou-se Gugu. - Vi... Foi muito legal. Agora desentala ele da lama, pra gente jogar de novo. - pediu Beto. - Hm... T� dif�cil, Bet�. - T� nada, c� que � bichinha, deixa eu te mostrar. - Com todo prazer, trouxa. E ali�s, vou te avisar, pra voc� n�o falar que n�o sou seu amigo: c� vai acabar caindo de bunda na lama. - Vou nada. Huuuuunf!!! Droga, t� atolado!!! Gaaaaahhh... Nisso, o pneu escorregou e Augusto tomou o maior banho de lama de toda sua vida. - Pois �, dizem que faz bem pra pele, ser� que � verdade? - zombou Beto. - Bet�. - Qu�? - Vai tomar no cu. Andaram um pouco mais no riozinho, andaram mais do que nunca tinham andado e encontraram um pouco de lama seca, j� dura e empredrada pelo calor e falta de umidade da parte do riozinho em que chegaram. Augusto se meteu a subir na lama, para testar se estava realmente empedrada. Com seus nos p�s, foi todo feliz para cima da pedra lamacenta. - Olha, ela me aguenta!!! - Cuidado, Gugu, n�o confia muito n�o... - Ah, p�ra com isso, olha, eu posso at� pular que... - e ao come�ar a pular, seu p� direito afundou com tudo no solo. Ao tirar o p�, seu chinelo tinha ficado no fundo da lama. Antes que o buraco fechasse, enfiou a m�o em busca do chinelo. Nisso, ficou com a m�o presa. - Me ajuda, Bet����!!!!! Eu t� afundando... Eu t� afundando... Eu t� afundando... Eu t� afundando... - gemia. Seu outro p� afundou logo depois. Tirou-o. O direito afundou com o movimento. Pegou o chinelo esquerdo, que havia sido perdido assim como o direito. No fim, acabou ficando de quatro, com os dois p�s e as duas m�os enfiadas na lama - Me ajudaaaaa... Eu t� afundando... Eu t� afundando... - Hahahahaha... Calma a�, que eu t� tendo um ataque de riso!!!!! Hahahahahah... Nossa... Hehe... T� at�... Hehe... Sem ar... - � s�rio, Bet�! Eu vou morrer! - Se eu for te ajudar eu afundo junto! Augusto, depois disso, tirou as m�os com os chinelos cheios de lama, tirou um p�, com esfor�o, depois o outro, e saiu andando do p�ntano de lama movedi�a. - Vamos subir o morro do vizinho. Quero dar umas voltas aqui pela ch�cara, pra ver se paro de me foder em tudo que eu fa�o - reclamou Gugu. O riozinho era o ponto mais baixo da ch�cara, e depois dele, havia um morro, com arame farpado, como se a ch�cara fosse em V. Subiram o morro. Augusto distraidamente segurou o arame farpado para cima, para que Beto passasse por baixo primeiro. - Ent�o, Gugu, a gente podia... - Pode soltar? �timo! - GAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!!!! - a perna de Beto ainda estava embaixo do arame, que se cravou nela, e com o susto, ele a puxou, o que resultou num talho enorme. - Desculpa, eu n�o vi... - FILHODAPUTADOCARALHO! Olha o que voc� fez com a minha perna! Ai... Vamos voltar... Ai... Um mancando, com a perna machucada, e outro com o chinelo escorregando para os lados do p� toda hora, devido � lama, voltaram devagar para a casa da ch�cara, onde seus irm�os brincavam na piscina de 1000 litros armada para eles. Lavaram suas lamas e ferimentos, e deitaram nas redes que ficavam no corredor da casa, em sua fachada. - Bom, o que a gente pode fazer agora? - Que tal... Brincar com o moedor de cana? - Legal! - disse Isabela, que ouviu a conversa logo que colocou os p�s no corredor - Vamos j�! - U�, mas voc� n�o era a mocinha, a lady, que ficava com os adultos? Vai l� com eles, vai, sua besta. Quem sabe voc� n�o fica um pouco mais inteligente, ouvindo os papos deles? - falou Gugu. - Ai, Gugu, cala a boca. Sabia que voc� � bem mais chato que o Gabriel? - Sim, e me orgulho disso! Mas voc� vai ver, eu vou ensinar ele direitinho, e voc� vai ter n�o s� um, mas DOIS irm�os mais novos te enchendo o saco... - Vamos l� pro moedor de cana logo, ent�o, Isa, Gugu. Odeio brigas entre irm�os quando eu n�o posso participar. |
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