| Ter�a-feira, Novembro 23, 2004 INDIRA PASSOS Oie meninos e meninas ^_^ J�ia? Hoje vou postar meu novo continho ^_^ Ele relaciona-se com o outro (da pessoa atr�s da cortina castanha)... Em alguns momentos podem ser vistas as rela��es :) Bom... ae vai... :) Beijos :o****** A PROSA PO�TICA DA NARRA��O DISSERTATIVA - O 2� PRESENTE. Experimente despertar - escreva. Escrever era sem d�vida uma "estranha sensa��o" (diga-se assim para n�o cair no lugar comum da simples e vulgar "paix�o - magia"). Era como se concebesse um "eu" t�o seu, e um seu t�o "eu", que n�o o pudesse possuir. Era o toque da varinha, era sua fada madrinha. Era a v�lvula de escape para o real. Era a ilus�o fantasiosa tornando-se palp�vel. Sim, concreta. Ganhava um corpo e cada um com quem tomasse contato poderia conferir-lhe uma nova roupagem. Por fim, era seu labirinto - ao qual, de passagem contarei - era imensamente grata por nunca mais poder sair. ------------------------------------- Ainda hoje lembra-se do dia em que ali entrou. Sim, n�o lutou contra, deixou-se levar. Muitas vezes havia aberto frestinhas da cortina e chegou a sentir uma leve brisa. J� havia se aventurado a esticar o bra�o e estender a m�o para senti-la com mais intensidade. No entanto, sempre a puxavam de volta; afinal, n�o era correto e bem visto fazer essas coisas. Essa brisa era muito forte no tornado que era sua raiz. E este encontrou um jeito de puxar aquela m�o curiosa antes que outros o fizessem. A ela duas surpresas entregou. Deu a ela um simples instrumento com o fabuloso carbono. Esse tal n�o era apenas um meio de sinalizar sua exist�ncia e seu al�vio, mas uma met�fora de si. Curioso � como combinado de diferentes maneiras pode se tornar instrumento de gente, acess�rio caro - e at� motivo de guerras - de gente e, quem diria... at�...gente! Assim era a personagem. Se a combinassem bem podiam usar seu potencial de metamorfose para preciosos fins. E em meio ao tumultuo, viu um doce vulto, o susto! O carboninho se combinou e a ela mais um presente concedeu. Contudo, n�o se conformou e mais desejou. Desejou ser presente da sua d�diva. E assim, pensou... Sendo um ser humano, como SER humano? Seu presentinho carbonado possu�a dois tipos de "mem�rias". Embora incerta e certas vezes incoerente, gostava de classific�-las. Denominou-as. Fogo, a primeira, era fugaz. Quanto mais chamas chama, mais frio chama. Era a que expunha � visita��o de conhecidos, pouco mais que conhecidos e curiosos. L� estavam seus feitos cotidianos, seus explosivos sentimentos resultado de confrontos de outra "mem�ria", as velhas conhecidas desilus�es amorosas, expectativas banais de um novo amor, desejos, compuls�es materialistas consumistas. A personagem sabia que nunca estivera nesta. Esse tamb�m n�o era o objetivo. E claro - n�o deixava de ser uma b�n��o. Antes de abordar a outra � importante salientar uma sutileza. Existia uma "mem�ria transit�ria". Elementos da superficial fundem-se aos da profunda. Tudo acabava refletindo em um �nico tema: a inf�ncia. Saber fatos, �ntimos sabiam, o que estava por tr�s, causas e conseq��ncias que desvendavam ambig�idades era para poucos. Muitos poucos. Talvez apenas um ser possu�sse a chave desta �ltima. N�o s� o presente carbonado possu�a esta mem�ria, em todos ela existe. Entretanto, os le�es do cotidiano insistem em pression�-la at� que a guarde em uma caixinha de m�sica. Ao referido presentinho isso era diferente. Diferente pois foi contra a corrente: sentia e n�o sabia. N�o sabia, mas sentia. Oceano! Ah! Oceano do Allegro, do sol menor, a densa, intensa, imensa! Onde as m�sicas eram compositoras e sua obra era uma mescla delas com frases ao acaso resultando em compuls�es existenciais. L� estavam as fantasias mais criativas, os sonhos, os medos, as inseguran�as, a ternura, o toque do gesto ou da palavra. As mem�rias analisadas, constantemente analisadas. Algo na contram�o acontecia: os fatos mais importantes, esses sim tocantes, insistia em guardar secretamente. Como gostava da Oceano! � aquela que sabe-se que se sobressai quando o real come�a a se tornar opaco, a se ofuscar, os ru�dos t�o vivos e vibrantes tornam-se findos perante aquela voz e se perde na imensid�o da mem�ria-confusa-ilus�o. Curioso como aquele pontinho que ningu�m v�, de repente, se concentrar-se nele, � o respons�vel por abrir as asas inconscientes, quase oniscientes e certamente inconseq�entes dos sonhos. Ser� que a personagem estaria nela? As entrelinhas diziam que sim. Mas, ah, estas s�o facilmente subjugadas... Pois podem ser interpretadas � sua maneira, cega pelas luvas do impulso que vestem os bra�os da vontade. E ent�o, voltava a se questionar: "Onde estou, eu, estrela?". Onde est� "eu", estrela? Onde estou? Eu-estrela." |
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