Quarta-feira, Outubro 15, 2003

GABRIELA ANDRADE DA SILVA

Outro soneto para voc�s... Esse com a forma ainda mais trabalhada: tem rimas no meio do verso.

Soneto ao sono

Fresta de janela, raio de lua
Escurid�o cerra os olhos cansados
Apaga-se a vela, ningu�m na rua
O dia se encerra em olhos fechados

Na colcha amarela o corpo flutua
E ent�o desenterra fatos passados.
O sonho revela, solene, atua
Sorrateiro berra signos velados.

Relaxa, menino, � Morpheus que canta
Com voz maviosa o canto suave:
"Dorme, pequenino, e cedo levanta

Pois diz o destino, os males espanta
Quem a noite goza leve qual ave
E ao soar o sino, na vida planta"
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