| Ter�a-feira, Setembro 30, 2003 GABRIELA ANDRADE DA SILVA A� vai meu conto mais recente, escrito semana passada (pelo menos que eu me lembre, n�o escrevi nenhum depois desse). Desculpem pelos termos psicol�gicos. Mas enfim, um escritor geralmente envolve seus textos com a l� de seu pr�prio meio, e meu meio anda repleto de psicologia, por raz�es �bvias. Claro, existe o eu po�tico, mas ainda assim o meio d� um jeito de entrar. Ah, se d�... O inconsciente serve para isso... Em todo caso, se algu�m desejar explica��es, depois eu explico. Mas explico pouco, porque sen�o perde a gra�a! Morte: a cidade oprimida no h�bito aceso Sil�ncio. Velas acesas. Penumbra. � noite. S� se v�em pontos vermelhos luminosos: olhos e brasas, olhos em brasa. Pessoas sentadas nos cantos. Olham-se sem se ver. N�o falam. N�o se mexem. Todos de negro. Vel�rio. Velas. Cheiro de morte com gosto de unhas. Olhos parados. Corpo fl�cido. Fim da consci�ncia. N�o h� caix�o. Mas h� velas. E h� defuntos. Mortos no gozo. Puls�o de morte. Sem a��o. Sem intera��o. Seres inertes. Gozando o sil�ncio. Gozando em sil�ncio. O sil�ncio goza deles. Pois sabe que em breve ser� eterno. Sono eterno. Sono profundo. Alguns dormem. Todos sonham. Sonhos gozados. Gozo sombrio. Gozo de morte. Gozam da morte. A morte goza deles. Gozo proibido. Gozo velado. Velas na penumbra. Gozo distante. Gozo for�ado. Gozo solit�rio. Masturba��o. |
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