S�bado, Setembro 25, 2004

FELIPE HENRIQUE PACHELLI RODRIGUES

Eis uma tentativa em versos decass�labos de transmitir um pouco de minhas inquieta��es rotineiras, em que a pregui�a domina meu ser e a falta � maior do que a for�a de vontade para realizar minhas obriga��es acad�micas. Costumo irritar-me perante as dificuldades, at� lembrar o qu�o sortudo sou de poder estar numa universidade p�blica.

Lam�rias cotidianas

Sem nada a fazer, quando deveria
N�o � dever, mas sim poder gozar
Reclamar de pan�a cheia, � regalia
Entorpecido, tonto a delirar

Tempo vai, sono vem, dever j� era
�cio, pregui�a, fadiga doutrinam
Arrependido torno-me uma fera
Frustra��o e c�lera me dominam

Diversas vezes pego-me pensando
Em largar, desistir de tudo logo
Tento reunir for�as e ir levando
� meu drama, eterno mon�logo

Paro, penso, sou um privilegiado
Estando deveras certo ou errado
Perten�o � minoria e dou-me ao legado
De praguejar posto t�o almejado
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