| Segunda-feira, Setembro 22, 2003 MIGUEL NAKAJIMA Ol� leitores de plant�o, Como meu primeiro post nO Folhetim colocarei no ar um conto de Fic��o Medieval novinho em folha. A Cria��o Era manh�, o sol nascente lan�ava seus raios sonolentos pelo campo desolado. Ningu�m ouviria o canto dos p�ssaros naquela manh�. Pelo menos, ningu�m que estava ali. Na grama umidecida pelo orvalho estavam os homens que um dia tiveram fam�lia, casa e um peda�o de terra, mas isso nada adiantava agora, pois eles n�o conseguiram manter seu mais precioso bem, do qual dependiam todos os outros: a vida. Em seus rostos notam-se as fei��es de quem morreu lenta e dolorosamente, de quem gemeu e agonizou durante a noite toda, mas n�o foi capaz de apreciar a aurora um �ltima vez. As gotas do orvalho em suas armaduras eram como l�grimas dos deuses, os quais lamentavam que sua mais bela e pomposa cria��o agora n�o passava de um monte de carca�as amontoadas, esperando que os abutres e os vermes venham lhes devolver � terra que tanto os alimentou e deu abrigo. Hoje, o sol nasce como sempre fez das �ltimas infinitas vezes, mas ao contemplar o campo decr�pto n�o sente vontade de que seus raios, queridos e aconchegantes, atinjam tal local de atrocidades. O Homem por diversas vezes esperou aquele momento m�gico, quando a noite dava lugar � luz, para iniciar sua labuta, fazer seu suor correr e suas m�os fabricarem o alimento e o abrigo de que tanto precisava. Mas hoje esse mesmo Homem n�o passava de um abrigo para as moscas e os vermes. Hoje a �nica figura que se podia ver contemplando a aurora era um ser estranho, f�nebre e esquel�tico, com peda�os de carne podre presos entre os ossos amarelados, vestida em um manto negro como a noite que a precedia, ela sorria, com seus dentes podres e fedorentos sempre � mostra, ela sorria. Flow do ca�tico Miguel |
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