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       A Oficina Espírita de A. L. Ma. utiliza da música em várias de suas apresentações, projetos e trabalhos sociais, ciente de que a mensagem transmitida por meio da música alcança recantos mais profundos do ser humano, aos quais a própria palavra, muitas vezes, não tem acesso.

       Aqui estão as letras de algumas canções compostas pelo grupo.

       

      

 

 

 

algumas letras 

 

 

oficina

 

Outro desembarque

E nesta praia

O sol

 

Pés que trazem outra areia

Mãos salgadas pelo mar

Que na sonolência do despertar

Sentados em roda dividem uma canção

E aprendem a abrir o coração

 

Outro recomeço

E nessa trilha

O sol

 

Necessário as mãos entrelaçar

Pra que quando a noite chegar

O fogo esteja ao centro

E reconstruir e trabalhar

Pra quando de novo embarcar

O fogo esteja dentro

 

Que o Amor ensine a Arte a nos iluminar

E que a Arte nos ensine a amar

 

 

 

mel

 

Todo anjo, um dia, foi um átomo a nascer

Divina semente da vida

Bruma da manhã de um dia que não vai morrer

Numa viagem só de ida

 

Se nunca viste um beija-flor fazendo mel

Então não viste nunca um beija-flor

Pois há na criatura colméia de um céu

Pra fabricar o mel do Amor

 

Toda prece é luz que brilha na escuridão

E a obra é sempre chama acesa

Toda luz é prece transformada em canção

A dissipar tua tristeza

 

Se nunca viste um beija-flor fazendo mel

Então não viste nunca um beija-flor

Pois há na criatura colméia de um céu

Pra fabricar o mel do Amor

 

Vem com a primavera 

Para um novo mundo nascer

Abrindo os olhos à verdade

A transformação começa dentro do teu ser

E sorria fraternidade

 

 

 

ama

 

No festival dos sorrisos humanos 

Entre mentiras e enganos

Homens correndo em vão

Saulo solidão

 

Fidelidade e paixão pela vida

E o coração em ferida

No céu da alma a canção:

Saulo, Saulo, por que me persegues?

 

E o sol eterno nasceu

Na madrugada do coração

As mãos fiéis e a íntima luz

De um homem que deu-se à Jesus

 

Quem já viu Jesus jamais esquece

Mas quem conhece Jesus,

Floresce

 

 

 

ele

"Jesus chorou" 

(João 11:35)

 

Viu, não chora ainda não

Porque ainda não é hora de chorar

 

Viu, abre o teu coração

Esquece atua dor, lembra do teu irmão

 

Mas se ainda assim nascer,

Na fonte do olhar, uma gota de dor

Viu, não deves esquecer

Que Ele também chorou

Mas foi por muito amor

 

 

 

 

pássaro noturno

 

Pássaro noturno, como se faz?

Pra voar no escuro sem ver jamais

O sol da manhã, dilacerando a escuridão

Deves ter no peito um sol, no céu do coração

 

Pássaro noturno, como se faz?

Pra voar no escuro e não olhar pra trás

Não te vi cansar, tampouco vi alguém contigo

Deves ter no peito o Criador por teu amigo

 

Pássaro noturno, como se faz?

Pra voar no escuro, em plena paz

Não ouvi tua voz, mas ouço o som do teu olhar

Deves ter no peito uma canção chamada amar

 

 

 

amigo luz

 

Quando eu vejo o sol no horizonte

Se despedindo

Do canto das aves e nuvens de ouro sorrindo

Penso tranqüilo: Amigo luz, eu sei que voltarás

Pra nos ensinar a viver da luz que somos nós

Quando eu vejo o sol no horizonte

De novo surgindo

Acordando o pão na semente, flores se abrindo

Volta tranqüilo, amigo luz, a gente aprenderá

Acender na escuridão o sol que somos nós

 

 

 

 

a manhã

 

Austera manhã de oportunidade

Senda de luz, a alvorada

Alvo no vale como o lírio no lodo

Eis o ensejo, imacular-se

Quando a dor, confiantes

Do Amor, integrantes

 

Desnudar a chama desse sol interno

E os girassóis nessa eterna manhã

Se voltarão pra dentro do nosso ser

 

 

 

conversa

 

Essa minha voz de taquara rachada

Não tem pretensão de lhe ensinar

Porque nem sei bem se é a tradução

Do que vai lá dentro desse coração

Eu não sou poeta e nem sei cantar

E isso não é poema nem também canção

 

Quando a noite batia na minha janela

Eu ficava quieto pra ela pensar

Que eu não tava lá, que eu tinha amanhecido

É que nesse tempo eu não tava sabido

Que a noite conhece a respiração

De quem já andou no meio da escuridão

 

Depois aprendi que devia cantar

Com a mão firme na viola santa

Pra que a noite se cansasse de insistir

E soubesse logo que eu não ia ouvir

Porque minha canção seria bem mais bela

Que as batidas da noite na minha janela

 

Mas um dia vi que não podia mais

Viver sempre surdo aos meus próprios ais

Cansei da chatice de se repetir

A canção do medo,  e admiti

Que a voz da noite tem origem sim

No meio da sombra que ainda mora em mim

 

A janela aos poucos hoje quero abrir

Enxergar meu mundo sem querer fugir

Pular a janela, começando assim

A viagem longa pra dentro de mim

Pois o fim da trilha, além dos sonhos meus

Vai dar justamente no quintal de Deus

 

 

 

tentando

 

Eu quero aprender a amar

Como a luz do sol, que beija

A meiga flor sem machucar

 

Eu quero aprender a cantar

Nada mais de voz ou violão

Apenas o silêncio do coração

 

Pra gente botar de uma vez

Nesse coração cheio de medo

Que é necessário tentar o amor

E correr o risco de ser feliz mais cedo

 

 

 

 

 

colméia do ser

 

Contém a lágrima

Prevê o verde nessa chuva que mingua

Contempla a brisa, 

dentro do barco, sobre o marco, destino

 

Lutemos serenos

Pois a guerra é sagrada 

Contra a teia que nos prende

Dá-me a mão,

Diz-me o silêncio do vento da paz

Escuta esse canto, melodia de doce encanto

O santo Amor

 

Não deixa virar rotina

O sol que volta todo dia

E que a ânsia de chegar

Não sufoque a paz de caminhar

Abraça a tua irmã Humanidade

 

Se a luz do Universo se apagar

Saibamos que é a nossa visão

Que faz a escuridão

 

E quando, enfim, o primeiro ato acabar

Não esquece do nosso trato de olhar

Para a Estrela,

com toda a razão de chorar assim,

Eu, você, o início e o fim

 

Não chora não

Ainda não

 

 

 

enfim

 

Mãe

Do menino Deus

Do menino eu

Tenha fé em mim

Pra que eu diga sim

Ao convite e Deus

Deite sobre mim

E fecunde então

O meu coração

Pra "Senhora Alma"

Dar à luz enfim

O menino Deus

E o menino eu

Chegue ao seu fim

 

 

sorriso de deus

 

O Amor

Coração do Universo

Alma da Vida

Sorriso de Deus

 

Na essência do ser ou na flor

No olhar de uma estrela ou na dor

Em a mãe natureza, esplendor

Eis o pai da beleza, o Amor

 

Coração do Universo

Alma da Vida

Sorriso de Deus

 

Todo luz, todo paz, todo cor

Canto cósmico do Criador

Como é intenso o imenso Amor!

Como é terno o eterno Amor!

 

Coração do Universo

Alma da Vida

Sorriso de Deus

 

 

sol criança

 

Em teu peito mora uma estrela

Que é da cor da alegria

Que sonha tornar-se manhã

Com um silêncio no olhar

 

Em teu peito mora uma estrela

Que é gestante da alvorada

E será mãe do amanhecer

O sol do teu amanhã

 

Em teu peito mora um sol criança

Amamentado de esperança

E de Luz

 

 

amiga estrela

 

Teu vôo manso

Teu canto criança

Eu amo tua dança no céu

 

Teu brilho meigo

Sorriso de irmã

Te amo sol de outra manhã

 

Amiga estrela me ensina

Com essa tua luz de menina

A ser, ao menos, na estrada

Um vaga-lume e mais nada...

 

sol nascente

 

Cabeça de homem

Quando calcula o amanhecer

Raciocina somente

Que a rotação do planeta

Fez visível o astro central do sistema

 

Olhar feminino

Quando vê o sol nascer

Nota que a luz voltou

Nota que a flor se abriu

Nota que a folha escreve em tinta verde o seu poema

 

Coração de criança

Quando nasce a esperança, no horizonte

Bate forte

Como forte bate  a cachoeira 

Porque sabe e sente 

Que Deus sorriu pro mundo, mais uma vez

Em forma de luz

 

Então pra discernir

O que é  mal e o que é o bem

Tenha a cabeça de um homem

E pra poder trazer

Beleza ao seu destino

Tenha um olhar feminino

Mas para aprender a amar

E em Deus ter confiança

Tenha um coração de criança

 

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