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Sucintamente,
o romance trata da experiência verídica da autora, de sua vida
pessoal, seus dramas e sucessos.
A autora, no papel de enfermeira recém-formada, trabalhadora
assídua de um grande hospital na cidade de São Paulo vem a ser
vítima de um estupro. A peça narra toda a trajetória e drama da
enfermeira – físicos e psicológicos pela violência sofrida –
que faz primeiramente a opção pelo aborto, mas que, em determinado
momento, tomando conhecimento das verdades que envolvem mãe, filho
e agressor, muda de opinião e decide ter a criança.
Para expectação de todos, a criança, que antes era
rejeitada pelas intenções da passividade da nascença, veio a
refazer as condições existenciais de todos trazendo visões sob
novas perspectivas de vida, num ato onde a maternidade veio a ser
remédio para muitas chagas antigas. A peça traz como moral a visão Espírita do aborto, sendo a favor da vida. Demonstra que todo processo maternal é redentor, se não pela felicidade da família, mas pela oportunidade de vida que se dá à uma criança que não foi responsável pelos meios pelo qual teve a oportunidade de reencarnar. Oficina Espírita de A.L.Ma. |