Honestidade

 Edison Luís Raffi Silveira

 

 

 

 

 

 

 

 

[Conto para análise #0052]
[Autor:
Edison Luís Raffi Silveira]
[Título:
Honestidade]
[Gênero: Terror]
[Número de Palavras: 440]

 

O velho Pedro estava certa feita sólito no campo guardando o gado do seu patrão, a chaleira preta no fogo de chão aquecia água para o amargo, quando notou no céu pequenos riscos de fogo, sabia ele que chamavam isso de estrelas cadentes mas ignorava por completo o que fossem, achavas contudo bonitas e faziam uma boa distração para seus olhos cansados, estava assim toldado satisfeito da vida quando enxerga uma maior que as outras, que parecia crescer enquanto se aproximava, a qual depois de alguns segundos, bem diante de si atinge uma das reses do patrão, deixando muito contrafeito, orgulhava-se porque nunca perdera uma rês sob sua guarda fosse para gente, bicho ou assombração, esse orgulho era talvez seu único pecado na vida.

Pedro então monta e esporeia o pingo em direção a rês morta ao descer para examina-la nota uma cratera pouco profunda, fixando os olhos no fundo da mesma nota uma pedra brilhando suavemente, mas o que o realmente o surpreende a luz da lua cheia é ver o brilho dourado nos ossos da rês, puxando o velho sabre que com tanto valor empunhara na guerra dos farrapos trisca um dos ossos, ouve-se um som metálico não há dúvida os ossos se transformaram em ouro por graça de algum encantamento.

Mais surpreso ainda fica o velho Pedro ao ver surgir diante de si vindo do nada um diabo vermelho, com chifres, cascos de bode e ainda por cima empunhando um tridente, Pedro empunha o sabre esperando um ataque, mas o diabo lhe fala :

- Não te assuste que não vim para brigar está pedra que vistes é uma pedra filosofal com ela podes transformar até mesmo os ossos das reses do teu patrão em ouro, dou te-a bem como a a está estância e tudo o que a nela se me adorares. Ao que Pedro responde indignado:

- Nunca nos meus 68 anos roubei o que quer que fosse, estes ossos, está rês pertencem ao meu patrão, não tocaria neles nem por todo a riqueza do mundo, quanto a tua pedra não a desejo, nem a nada que venha de ti. 

Dito isso sabre em riste avança sobre o diabo que é obrigado a recuar, defendendo-se com o tridente, a peleja dura horas até que Pedro fere o diabo na cocha e este ferido desaparece como viera, com ele também somem a pedra, cratera no chão e a rês morta, está bem ali perto pastando tranqüila, o próprio Pedro acharia que tudo não passará de um sonho não fosse a lâmina do sabre manchada com o sangue negro do diabo.

Fale com o autor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Webmaster: Marta Rolim

Hosted by www.Geocities.ws

1