|
–
O que houve? – base de comando.
– Estamos
sendo atacados! – tripulante Dylan
– Por quem?
– base de comando.
–
------------ - falha na comunicação
– Bem,
pessoal, essa foi a última transmissão que captamos da nave
Explorer Space. A nossa prioridade agora é descobrir o que
aconteceu com os tripulantes e a nave. – falou Daniel, comandante
da ONG (Organização Não-Governamental) chamada Peace in World
(Paz no Mundo).
A Explorer
Space era uma nave composta por três tripulantes responsável por
desenvolver e achar o material necessário para a mais avançada
tecnologia criada pelo Dr. Roberto Lins.
A Peace in
World está localizada no meio de uma ilha no Oceano Pacífico,
pessoas de vários países foram selecionadas para fazer parte da
organização. Elas teriam que além de ter interesse por questões
sociais, ter condicionamento físico para suportar condições
extremas.
A base está
localizada no meio da pequena ilha. É um complexo que cobre uma
extensa área, dividido em quatro andares, munido da mais alta
tecnologia. No andar superior se localizam os quartos dos membros da
equipe, providos de computadores, beliches, armários, numa
estrutura compacta para possibilitar a acomodação de todos. O
terceiro andar é uma área restrita aos responsáveis por um
projeto desconhecido. Os demais andares são compostos por laboratórios
paramentados para que sejam desenvolvidos projetos: cura de doenças
genéticas, produção de alimentos em condições climáticas
adversas e combustíveis não poluentes e baratos...
O patrocinador
principal é um multimilionário americano chamado Sr. Nixon. Ele é
um homem idoso, sem descendentes que no fim da vida resolveu
realizar algo de útil para deixar para a posteridade – pelo menos
era a notícia que corria nos corredores do prédio.
Os membros da
equipe principal são: Christine – Dra. Venezuelana em patologias
tropicais; Saul – Americano especialista em computadores responsável
pelo suporte tecnológico; Dr. Daniel – Brasileiro que idealizou o
projeto da ONG e o expôs a um grupo de empresários, que por acaso
eram assessores do Sr. Nixon, atualmente como dito antes é o
comandante da organização; Dr. Roberto colega de Daniel, autor de
uma pesquisa que tornou tudo possível; Dr. Trevor – especializado
em viagens espaciais; Dr. François – especialista em doenças genéticas;
Jane – chefe da segurança. A maioria tem entre 25 e 30 anos,
convidados por seus méritos em pesquisas iniciadas, porém
consideradas muito arrojadas e ousadas para que uma empresa os
patrocinasse. Os demais participantes são assistentes (recém-formados
na faculdade) e estudantes (estagiários) constituindo um total de
150 membros.
Foi por isso
que se submeteram à seleção para participar no Peace in Wolrd,
devido a liberdade para criar e tornar tudo possível. A nave
Explorer Space era a “menina dos olhos” da ONG, era o primeiro
projeto a ser colocado em prática – seu objetivo era localizar áreas
na atmosfera terrestre onde existissem alterações climáticas que
poderiam produzir catástrofes. Os escolhidos para a viagem foram os
assistentes escolhidos pelo Dr. Trevor: Jude, Bob e Dylan, que foram
treinados intensamente durante três meses para a realização da
viagem.
O lançamento
foi perfeito, às 3 horas da madrugada de um Domingo. A Explorer
Space entrou em órbita e momentos depois foi dado início à
pesquisa.
No entanto, a
equipe responsável pela monitorização das atividades da nave na
sala de lançamento, perdeu a comunicação visual com os
tripulantes, repentinamente. A última transmissão captada havia
sido aquela exposta pelo Dr. Daniel.
Estavam
reunidos Trevor, Saul, Roberto e Christine. A fita gravada foi
passada para que cada um pudesse emitir sua opinião e decidissem o
que iam fazer.
– Daniel, você
desconfia que foi sabotagem? – perguntou Christine
– Christine,
você ouviu o que foi dito.
Dylan estava
claramente falando sobre um ataque.
– O que ela
quer dizer, Daniel, é que nossas pesquisas são realizadas para
melhorar as condições de vida para os países pouco desenvolvidos.
Mas há empresas que não querem que nossas descobertas sejam postas
a domínio público porque poderia diminuir o lucro delas. Por isso
o termo “sabotagem” – aparteou Roberto.
– Bem, vamos
aos aspectos práticos das implicações desse desaparecimento. –
Saul se mainfestou.
– Aspectos práticos?!
Três dos meus melhores alunos estão desaparecidos, sabe-se lá se
estão mortos ou feridos. Estamos aqui em prol de uma causa maior,
mas cada perda para mim é importante.- Disse Trevor.
– Eu não
quis dizer isso Trevor. O problema é que de acordo com as minhas
pesquisas na memória do computador central – “cérebro” - não
foi captada a presença de nenhuma outra nave, ou de qualquer evidência
de alguma criatura viva.
– O que isso
significa? – Perguntou Daniel.
– Significa
que o atacante era um dos membros da tripulação.
– Nunca! Isso
só pode ser mentira!- esbravejou Trevor.
No momento em
que iria ser iniciada uma discussão calorosa. Toca o
intercomunicador, era Jane, a chefe de segurança, solicitando a
presença de Daniel e Trevor no setor de controle, urgentemente.
Adiaram para
decidir um pouco mais tarde sobre a atitude a ser tomada, e qual a
versão que iria ser dita ao patrono da organização e aos demais
participantes.
Ao chegar ao
setor de segurança, Daniel foi submetido à identificação através
da córnea. Achou estranho ter sido necessário ser feita a
identificação dele e de Trevor para que pudessem passar de um
setor do prédio ao outro. A segurança do prédio era mais uma
questão de conveniência do que de necessidade, no entanto agora
parecia estar sendo utilizado todo o mecanismo disponível. Jane
estava sentada a uma mesa conversando com Túlio, que era o médico
oficial da organização.
– Daniel, nós
temos uma coisa importante e por enquanto reforçamos a segurança
para torna-la sigilosa.
Ela se levantou
e junto com Túlio os levou até uma sala reservada para a realização
de necropsia. Havia um corpo coberto.
– Antes que
comecemos a realizar a necropsia. Este corpo foi encontrado por Jane
no laboratório da Dra. Christine, numa sala desativada. – falou Túlio.
Ato contínuo
puxou o cobertor e descobriu o corpo.
– Dylan!! –
gritou Trevor.
– Sim doutor,
quem quer que tenha participado de sua pesquisa, não era o seu
assistente Dylan. Pois ele está morto há mais ou menos uma semana.
– Eu também
captei há alguns dias, transmissões originadas do centro através
de um canal não autorizado. – disse Jane.
No momento em
que estavam reunidos disparou o alarme indicando que a área
restrita havia sido violada. Jane correu para instruir seus
subordinados quanto à captura do invasor. Daniel e Trevor ficaram
apenas olhando para o monitor onde se podia visualizar um homem
desconhecido para Trevor, no entanto bastante conhecido por Daniel,
era um ex-terrorista chamado Birman que havia se tornado um mercenário.
A maior preocupação de Daniel era para quem ele estava trabalhando
e o pior; se ele tinha conhecimento da pesquisa.
A porta que
dava acesso ao 3º andar havia sido travada por Birman. Ele queria
apenas uma coisa, o projeto da vida de Roberto: “A máquina do
Tempo”. Havia sabotado a nave para atrair a atenção deles para
outro problema enquanto ele conseguia obter as informações necessárias
para pôr em prática todo o mecanismo dela. No entanto o que Birman
não sabia era que havia um mecanismo de autodestruição na máquina
capaz de destruir até a ilha.
– Contatem
Roberto, avisem a ele que a pesquisa não é mais secreta, e que
estamos todos em perigo. – Solicitou Daniel à Jane.
– Daniel,
Roberto foi encontrado morto dentro do quarto dele.
– Isto quer
dizer que aquele homem que estava participando da reunião conosco
era Birman disfarçado de Roberto.- disse Christine se reunindo a
eles após ter sido posta a par dos fatos por membros da segurança
que tentavam driblar a segurança do 3º andar para poder invadi-lo.
Birman
repassava seu plano de fuga mentalmente quando chegou até a máquina.
Ela era pequena e funcionava como um tipo de teletransporte. Quando
ele a pegou, um sinal eletrônico soou na sala vazia. Quando a
manipulou para procurar o que poderia ter causado o som, viu os
mostradores de tempo e lugar, piscavam mostrando a mensagem:
“detonação ativada para daqui a 30 segundos”. O que era
aquilo? Não teve mais tempo para evitar o que iria acontecer, pois
a bomba detonou antes do tempo.
Pontos estratégicos
do prédio começaram a explodir enquanto Daniel, Trevor e Christine
tentavam escapar utilizando uma lancha que ficava no deque da ilha,
se pudessem chegar até lá. Saul havia sido morto por Birman,
quando os dois haviam sido deixados na sala a sós. Os demais
membros já haviam iniciado a evacuação do prédio e da ilha
devido a um alarme acionado pela segurança, à medida que chegavam
a praia iam ocupando botes, enquanto viam tudo que eles mais
sonharam ser destruído pelas sucessivas explosões.
– Daniel, o
que foi que causou isso? – Perguntou Christine.
– Agora que
foi tudo destruído, vocês têm o direito de saber. – Gritou
Daniel para que as pessoas que ficaram nos botes próximos à lancha
pudessem escutar.
O murmúrio de
vozes cessou enquanto olhavam para ele e esperavam por uma explicação
para o que aconteceu.
– O projeto
secreto que seria revelado daqui a algumas semanas a vocês era uma
máquina do tempo idealizada pelo Dr. Roberto. Devido a uma
tentativa de roubo foi detonado um mecanismo de autodestruição
para que ela não parasse em mãos erradas e quem tivesse
conhecimento sobre ela fosse morto. Mas não se preocupem meus
amigos, iremos recomeçar porque o que foi destruído foi um protótipo,
a verdadeira máquina está segura!
|