Projeto Secreto

 Caroline Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

[Conto para análise #0028]
[Autora: Caroline Santos]
[Título: Projeto Secreto]
[Gênero: Mistério]
[Número de Palavras: 1.540]


O que houve? – base de comando.

– Estamos sendo atacados! – tripulante Dylan

– Por quem? – base de comando.

– ------------ - falha na comunicação

– Bem, pessoal, essa foi a última transmissão que captamos da nave Explorer Space. A nossa prioridade agora é descobrir o que aconteceu com os tripulantes e a nave. – falou Daniel, comandante da ONG (Organização Não-Governamental) chamada Peace in World (Paz no Mundo).

A Explorer Space era uma nave composta por três tripulantes responsável por desenvolver e achar o material necessário para a mais avançada tecnologia criada pelo Dr. Roberto Lins.

A Peace in World está localizada no meio de uma ilha no Oceano Pacífico, pessoas de vários países foram selecionadas para fazer parte da organização. Elas teriam que além de ter interesse por questões sociais, ter condicionamento físico para suportar condições extremas.

A base está localizada no meio da pequena ilha. É um complexo que cobre uma extensa área, dividido em quatro andares, munido da mais alta tecnologia. No andar superior se localizam os quartos dos membros da equipe, providos de computadores, beliches, armários, numa estrutura compacta para possibilitar a acomodação de todos. O terceiro andar é uma área restrita aos responsáveis por um projeto desconhecido. Os demais andares são compostos por laboratórios paramentados para que sejam desenvolvidos projetos: cura de doenças genéticas, produção de alimentos em condições climáticas adversas e combustíveis não poluentes e baratos...

O patrocinador principal é um multimilionário americano chamado Sr. Nixon. Ele é um homem idoso, sem descendentes que no fim da vida resolveu realizar algo de útil para deixar para a posteridade – pelo menos era a notícia que corria nos corredores do prédio.

Os membros da equipe principal são: Christine – Dra. Venezuelana em patologias tropicais; Saul – Americano especialista em computadores responsável pelo suporte tecnológico; Dr. Daniel – Brasileiro que idealizou o projeto da ONG e o expôs a um grupo de empresários, que por acaso eram assessores do Sr. Nixon, atualmente como dito antes é o comandante da organização; Dr. Roberto colega de Daniel, autor de uma pesquisa que tornou tudo possível; Dr. Trevor – especializado em viagens espaciais; Dr. François – especialista em doenças genéticas; Jane – chefe da segurança. A maioria tem entre 25 e 30 anos, convidados por seus méritos em pesquisas iniciadas, porém consideradas muito arrojadas e ousadas para que uma empresa os patrocinasse. Os demais participantes são assistentes (recém-formados na faculdade) e estudantes (estagiários) constituindo um total de 150 membros.

Foi por isso que se submeteram à seleção para participar no Peace in Wolrd, devido a liberdade para criar e tornar tudo possível. A nave Explorer Space era a “menina dos olhos” da ONG, era o primeiro projeto a ser colocado em prática – seu objetivo era localizar áreas na atmosfera terrestre onde existissem alterações climáticas que poderiam produzir catástrofes. Os escolhidos para a viagem foram os assistentes escolhidos pelo Dr. Trevor: Jude, Bob e Dylan, que foram treinados intensamente durante três meses para a realização da viagem.

O lançamento foi perfeito, às 3 horas da madrugada de um Domingo. A Explorer Space entrou em órbita e momentos depois foi dado início à pesquisa.

No entanto, a equipe responsável pela monitorização das atividades da nave na sala de lançamento, perdeu a comunicação visual com os tripulantes, repentinamente. A última transmissão captada havia sido aquela exposta pelo Dr. Daniel.

Estavam reunidos Trevor, Saul, Roberto e Christine. A fita gravada foi passada para que cada um pudesse emitir sua opinião e decidissem o que iam fazer.

– Daniel, você desconfia que foi sabotagem? – perguntou Christine

– Christine, você ouviu o que foi dito.

Dylan estava claramente falando sobre um ataque.

– O que ela quer dizer, Daniel, é que nossas pesquisas são realizadas para melhorar as condições de vida para os países pouco desenvolvidos. Mas há empresas que não querem que nossas descobertas sejam postas a domínio público porque poderia diminuir o lucro delas. Por isso o termo “sabotagem” – aparteou Roberto.

– Bem, vamos aos aspectos práticos das implicações desse desaparecimento. – Saul se mainfestou.

– Aspectos práticos?! Três dos meus melhores alunos estão desaparecidos, sabe-se lá se estão mortos ou feridos. Estamos aqui em prol de uma causa maior, mas cada perda para mim é importante.- Disse Trevor.

– Eu não quis dizer isso Trevor. O problema é que de acordo com as minhas pesquisas na memória do computador central – “cérebro” - não foi captada a presença de nenhuma outra nave, ou de qualquer evidência de alguma criatura viva.

– O que isso significa? – Perguntou Daniel.

– Significa que o atacante era um dos membros da tripulação.

– Nunca! Isso só pode ser mentira!- esbravejou Trevor.

No momento em que iria ser iniciada uma discussão calorosa. Toca o intercomunicador, era Jane, a chefe de segurança, solicitando a presença de Daniel e Trevor no setor de controle, urgentemente.

Adiaram para decidir um pouco mais tarde sobre a atitude a ser tomada, e qual a versão que iria ser dita ao patrono da organização e aos demais participantes.

Ao chegar ao setor de segurança, Daniel foi submetido à identificação através da córnea. Achou estranho ter sido necessário ser feita a identificação dele e de Trevor para que pudessem passar de um setor do prédio ao outro. A segurança do prédio era mais uma questão de conveniência do que de necessidade, no entanto agora parecia estar sendo utilizado todo o mecanismo disponível. Jane estava sentada a uma mesa conversando com Túlio, que era o médico oficial da organização.

– Daniel, nós temos uma coisa importante e por enquanto reforçamos a segurança para torna-la sigilosa.

Ela se levantou e junto com Túlio os levou até uma sala reservada para a realização de necropsia. Havia um corpo coberto.

– Antes que comecemos a realizar a necropsia. Este corpo foi encontrado por Jane no laboratório da Dra. Christine, numa sala desativada. – falou Túlio.

Ato contínuo puxou o cobertor e descobriu o corpo.

– Dylan!! – gritou Trevor.

– Sim doutor, quem quer que tenha participado de sua pesquisa, não era o seu assistente Dylan. Pois ele está morto há mais ou menos uma semana.

– Eu também captei há alguns dias, transmissões originadas do centro através de um canal não autorizado. – disse Jane.

No momento em que estavam reunidos disparou o alarme indicando que a área restrita havia sido violada. Jane correu para instruir seus subordinados quanto à captura do invasor. Daniel e Trevor ficaram apenas olhando para o monitor onde se podia visualizar um homem desconhecido para Trevor, no entanto bastante conhecido por Daniel, era um ex-terrorista chamado Birman que havia se tornado um mercenário. A maior preocupação de Daniel era para quem ele estava trabalhando e o pior; se ele tinha conhecimento da pesquisa.

A porta que dava acesso ao 3º andar havia sido travada por Birman. Ele queria apenas uma coisa, o projeto da vida de Roberto: “A máquina do Tempo”. Havia sabotado a nave para atrair a atenção deles para outro problema enquanto ele conseguia obter as informações necessárias para pôr em prática todo o mecanismo dela. No entanto o que Birman não sabia era que havia um mecanismo de autodestruição na máquina capaz de destruir até a ilha.

– Contatem Roberto, avisem a ele que a pesquisa não é mais secreta, e que estamos todos em perigo. – Solicitou Daniel à Jane.

– Daniel, Roberto foi encontrado morto dentro do quarto dele.

– Isto quer dizer que aquele homem que estava participando da reunião conosco era Birman disfarçado de Roberto.- disse Christine se reunindo a eles após ter sido posta a par dos fatos por membros da segurança que tentavam driblar a segurança do 3º andar para poder invadi-lo.

Birman repassava seu plano de fuga mentalmente quando chegou até a máquina. Ela era pequena e funcionava como um tipo de teletransporte. Quando ele a pegou, um sinal eletrônico soou na sala vazia. Quando a manipulou para procurar o que poderia ter causado o som, viu os mostradores de tempo e lugar, piscavam mostrando a mensagem: “detonação ativada para daqui a 30 segundos”. O que era aquilo? Não teve mais tempo para evitar o que iria acontecer, pois a bomba detonou antes do tempo.

Pontos estratégicos do prédio começaram a explodir enquanto Daniel, Trevor e Christine tentavam escapar utilizando uma lancha que ficava no deque da ilha, se pudessem chegar até lá. Saul havia sido morto por Birman, quando os dois haviam sido deixados na sala a sós. Os demais membros já haviam iniciado a evacuação do prédio e da ilha devido a um alarme acionado pela segurança, à medida que chegavam a praia iam ocupando botes, enquanto viam tudo que eles mais sonharam ser destruído pelas sucessivas explosões.

– Daniel, o que foi que causou isso? – Perguntou Christine.

– Agora que foi tudo destruído, vocês têm o direito de saber. – Gritou Daniel para que as pessoas que ficaram nos botes próximos à lancha pudessem escutar.

O murmúrio de vozes cessou enquanto olhavam para ele e esperavam por uma explicação para o que aconteceu.

– O projeto secreto que seria revelado daqui a algumas semanas a vocês era uma máquina do tempo idealizada pelo Dr. Roberto. Devido a uma tentativa de roubo foi detonado um mecanismo de autodestruição para que ela não parasse em mãos erradas e quem tivesse conhecimento sobre ela fosse morto. Mas não se preocupem meus amigos, iremos recomeçar porque o que foi destruído foi um protótipo, a verdadeira máquina está segura!     

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