O Homem no Armário

 Douglas Tavares de Araújo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

[Conto para análise #0026]
[Autor: Douglas Tavares de Araújo]
[Título: O Homem no Armário]
[Gênero: Terror]
[Número de Palavras: 3.160]

 
Eu sei que muitos de vocês vão dizer que estou louco quando terminarem de ler esta história. Sei também que muitos vão rir, achando que isso é algum tipo de piada de mau gosto. Eu sei de tudo isso. No começo essas coisas me incomodavam, faziam minha alma doer mais do que ela já dói, mas agora eu já não ligo mais para isso. Isso não importa. Se quiserem me chamar de louco, de demente, ou de qualquer outra coisa que inventarem, isso não me importa. A única coisa que me importa é contar a minha história. Por que assim, talvez, eu possa evitar que aconteça com outra criança o mesmo que aconteceu com a minha filha. Talvez mesmo aquele pai que me chamou de louco ou de demente vá se lembrar dessa história quando seu filho o chamar no meio da noite, dizendo que está com medo. Talvez naquele momento ele se lembre desse homem louco, e a minha narrativa o faça pensar duas vezes... e talvez isso salve a vida daquela criança. Isso é tudo o que quero. Mesmo que me chamem de louco, eu não vou parar, por que agora eu sei com certeza que as coisas são diferentes quando a noite cai, e sei também que mesmo aqueles que me chamam de louco vêem as coisas diferentes quando tudo são sombras.

Talvez eles se lembrem da minha história na calada da noite. Talvez isso salve a vida de seus filhos.

Eu gostaria que alguém tivesse feito isso por mim antes do que aconteceu...

Me desculpem. Eu sei que estou divagando, mas é difícil evitar.

Tudo aconteceu há um ano atrás. Era uma noite fria de outono, e eu me lembro que havia ido dormir cedo por que tinha uma reunião importante no dia seguinte no escritório, e queria estar bem descansado. Eu já estava dormindo pesado quando Caroline veio me acordar.

- Papai! Papai!

Acordei vagarosamente, a voz de minha filha penetrando em minha mente, me trazendo de volta através das camadas de sono. Me lembro que resmunguei e virei de lado, tentando continuar dormindo, mas ela insistiu, chacoalhando meu ombro com sua mão pequenina enquanto continuava me chamando:

- Papai! Papaaaaiiii!

Eu virei novamente na cama e abri um olho, depois o outro. Helena, minha esposa, remexeu-se na cama a meu lado, puxando as cobertas para si. Olhei de relance para ela, e percebi que ela continuava dormindo.

O rádio-relógio ao lado da cama estava marcando dez horas e cinquenta minutos. Não fazia muito tempo que eu havia adormecido.

Sentei na cama e olhei para minha filha. Ela estava de pé ao lado da cama, me olhando, esperando eu acordar totalmente. Um linda menina de três anos. Apenas dois meses antes, nós havíamos comemorado seu aniversário em um McDonald’s perto de casa. Eu me lembro como ela ficou feliz naquele dia. Há meses que ela pedia uma festa de aniversário no McDonald’s.

Mas eu estou divagando novamente. Imagino que isso seja um tipo de fuga, para tentar evitar essas lembranças tão doloridas para mim. Apesar de eu saber que devo contar tudo o que aconteceu, minha mente ainda tenta evitar que eu me machuque ainda mais.

Mas deixe eu voltar ao meu relato.

Caroline estava de pé ao lado da cama, olhando para mim. Eu me lembro que ela estava vestindo um pijama azul, com desenhos do Ursinho Puff espalhados por todo o tecido. Nos desenhos, Puff estava sentado, todo lambuzado de mel, e olhava para uma abelha que estava em seu focinho. Este pijama havia sido presente de minha mãe para ela, e ela o adorava.

É engraçado como a mente humana funciona. Apesar de eu não ser uma pessoa com uma memória das mais privilegiadas, aquela noite ficou gravada em minha mente com todos os detalhes. Eu consigo lembrar de tudo com perfeição. Cada vez que me lembro, é como se estivesse rodando um filme em minha cabeça. Acho que é por isso que me lembro tão bem da expressão com que ela estava me olhando naquele momento: um misto de ansiedade e medo.

- O que foi, filha? – Perguntei, minha voz ainda embargada pelo sono. – O que aconteceu?

- Eu posso dormir com você e a mamãe?

- Por que você quer dormir comigo e a mamãe?

Ela olhou para o chão, envergonhada. Falou com uma voz quase inaudível:

- Eu tô com medo.

- Medo de quê?

Ela levantou os olhos do chão e olhou novamente para mim. Percebi, mesmo na penumbra do quarto, que ela estava quase chorando.

- Do homem.

- Que homem?

- O homem que tá dentro do armário do meu quarto.

Eu dei um salto da cama ao ouvir essas palavras. Helena se remexeu na cama mais uma vez, ainda adormecida. Agachei ao lado de minha filha e a segurei pelos ombros, carinhosamente mas com firmeza.

- Tem um homem no seu quarto?

Ela balançou a cabeça afirmativamente.

- Ele está no armário? Tem certeza?

Outra afirmação. Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Eu a abracei e falei baixinho:

- Não precisa chorar. O papai vai mandar o homem embora. – Levantei. – Fique aqui com a mamãe até o papai voltar, tá bom?

Ela fez que sim mais uma vez e se enfiou debaixo das cobertas onde eu havia estado menos de um minuto antes. Assim que ela deitou, eu saí para o corredor, em direção ao seu quarto.

Nesse momento, é importante que eu esclareça uma coisa: nunca fui herói. Não sou o tipo de homem machão, daqueles que quer enfrentar tudo e todos e não tem medo de nada. Eu sou simplesmente um homem normal, e a primeira idéia que passou em minha mente foi a de chamar a polícia. Mas eu precisava averiguar o que Caroline havia dito. Afinal, eu não poderia simplesmente chamar a polícia baseado na palavra de uma menina de três anos, que podia muito bem estar apenas sonhando. Eu precisava verificar.

Assim, caminhei até o final do corredor, onde ficava o quarto de Caroline. Era um quarto relativamente grande, pois a casa em que morávamos era do estilo antiga, em que todos os cômodos são grandes. As paredes eram pintadas de cor-de-rosa, e as cobertas da cama também eram desta cor. Em um canto, havia uma pequena poltrona com várias bonecas e bichos de pelúcia amontoados. Próximo à cama, um abajur com o formato de uma bailarina iluminava fracamente o quarto. Um velho armário embutido, que já estava na casa quando fomos morar ali, ocupava por completo uma das paredes.

Cheguei na porta do quarto e olhei cuidadosamente para dentro.

Não havia ninguém lá.

Já um pouco aliviado, entrei no quarto. Caminhei até o armário vagarosamente, procurando não fazer ruído, e abri as portas de sopetão. Lá dentro só havia roupas, gavetas e brinquedos. Não havia sequer espaço onde um homem normal pudesse se esconder.

Eu me senti tranquilizado, e imaginei que Caroline devia ter tido apenas um pesadelo. Mesmo assim, dei uma busca geral no restante do quarto e da casa. Olhei até embaixo da cama.

Nada. Tudo na mais perfeita ordem.

Então voltei para o meu quarto. Caroline ainda estava deitada no meu lugar, as cobertas puxadas até o queixo, os olhos arregalados. Havia parado de chorar, mas ainda estava com a expressão assustada.

Eu sentei ao seu lado na cama, e olhei para ela carinhosamente. Ela olhou de volta para mim, seu rostinho pequeno demonstrando ansiedade.

- Não tinha homem nenhum no armário, filha.

Ela levantou-se de um salto, como se já esperasse essa resposta:

- Tinha, sim, papai! Tinha, sim! Ele era grande e feio e verde! E tinha unhas compridas! Ele queria que eu entrasse no armário!

Helena se remexeu na cama mais uma vez. Eu a abracei e falei baixinho:

- Fale baixo, senão você vai acabar acordando sua mãe. O papai já olhou no armário e na casa toda, e não tem nenhum homem lá. Muito menos um homem verde com unhas compridas. Você deve ter sonhado.

Ela balançou a cabeça com força, as lágrimas já voltando a escorrer pelo seu rosto.

- Não foi sonho, não. Não foi.

- O papai tem que ir dormir, que amanhã tem trabalho. Vai pro seu quarto, vai.

- Deixa eu dormir aqui, papai. Por favor.

Foi então que cometi o primeiro erro que custaria a vida de minha filha. Eu me lembro claramente que hesitei por um instante antes de responder. Ah, se eu pudesse voltar no tempo... Se eu pudesse voltar nesse único instante, mudar minha decisão... Tudo poderia ser diferente.

- Não. – Respondi. – Você tem que dormir no seu quarto.

Caroline desceu da cama, ainda chorando, e começou a andar em direção à porta. Antes de sair, ela olhou mais uma vez para mim, e pude ver, mesmo na penumbra, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Então ela perguntou, a voz entrecortada:

- E se ele voltar?

- Ele não vai voltar. – respondi, firme, embora estivesse comovido por dentro. – O papai promete.

Então Caroline foi para seu quarto, e eu voltei a me deitar. Antes de adormecer, olhei novamente no rádio- relógio.

Onze e vinte e cinco.

Pouco depois, acordei pela segunda vez naquela noite. Caroline estava novamente ao lado da cama, chacoalhando meu ombro, chorando. Só haviam se passado quinze minutos.

- Papai! O homem voltou! Você prometeu que ele não ia voltar...

Eu comecei a perder a paciência. Estava cansado, com sono, e tinha uma reunião importante no dia seguinte. Precisava dormir.

- Caroline, eu já falei que não tem homem nenhum no armário. Você sonhou!

- Não sonhei, não, papai. Ele está lá!

- Então vamos até lá ver.

Levantei da cama e, segurando a mão dela, comecei a caminhar até o seu quarto. Ela chorava e soluçava o tempo todo. Estava realmente muito nervosa.

Entramos no quarto. Ele estava exatamente como eu havia deixado antes. A única diferença era que a coberta cor de rosa agora estava caída no chão, provavelmente devido a Caroline ter saído correndo para o meu quarto.

- Viu? Não tem nada aqui. – Fui até o armário e o abri. No momento em que fiz isso, notei pelo canto do olho que Caroline deu um passo para trás, como que esperando que alguém fosse saltar de dentro do armário para pegá-la. – Não tem ninguém no armário.

Mesmo através do choro, pude perceber a expressão de incompreensão no rosto de minha filha. Aquilo me comoveu. Agachei ao lado de dela e falei, suavemente:

- Foi tudo um sonho, filha. Não existem homens verdes que ficam em armários. Foi um pesadelo.

Ela balançou a cabeça com força.

- Não foi, não. Ele estava lá. E tinha unhas grandes assim, ó. – mostrou o tamanho com as mãos.

Eu levantei. Precisa ir dormir. Peguei Caroline no colo e a coloquei na cama. Depois, a cobri com a coberta cor de rosa que estava caída no chão. Dei um beijo em sua testa e disse:

- Vai dormir, filha. Foi tudo um sonho.

Ela olhou para mim com um olhar que expressava medo e tristeza.

- Tem certeza, papai?

- É claro que tenho certeza, filha. – Dei um beijo em sua testa. – Vai dormir. O papai te ama.

Comecei a caminhar em direção à porta.

- Papai?

- O que foi, Caroline...

- Deixa eu dormir com você? Só hoje...

Olhei para minha filha novamente, e por um momento eu quase cedi. Ela estava deitada, com a coberta cor de rosa puxada até o queixo, as mãozinhas a segurando com força. Sua expressão era de medo e esperança e as lágrimas escorriam por suas faces. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar.

Então tomei a segunda decisão da qual irei me arrepender pelo resto da vida. A Segunda decisão que custou a vida de minha filha:

- Não. Você já é uma mocinha, e tem que dormir na sua cama. Boa noite.

Então voltei para o meu quarto e me deitei novamente. Voltei a dormir quase imediatamente.

Antes de fechar os olhos notei que o relógio estava marcado onze e cinquenta.

Caroline não estava de pé junto à cama quando acordei pela terceira vez naquela noite. O que me acordou foi um grito. Caroline estava gritando, histérica. Gritando como eu nunca havia ouvido ela gritar. Gritando como eu nunca havia ouvido ninguém gritar.

Abri os olhos de repente. A primeira coisa que vi foi o relógio. No momento é claro que não prestei atenção a esse detalhe, mas a cada vez que revivo a cena em minha mente, me dou conta de que isto não deve ter sido uma simples coincidência.

O relógio estava marcando meia-noite. Em ponto.

Helena sentou na cama, assustada, sem saber o que estava acontecendo. Antes que ela pudesse perguntar alguma coisa, eu já estava correndo para fora do quarto, em direção ao quarto de Caroline, em direção aos seus gritos.

- Papai! Papaaaiiii!

Até hoje ainda ouço aqueles gritos em meus pesadelos. Eu nunca vi ninguém gritar daquele jeito, nunca vi tamanho desespero, tamanho medo, em um único som. Sempre que penso nisso, fico arrepiado. Sempre que fecho os olhos, sempre que estou sozinho, ouço Caroline gritando por sua vida. Ouço Caroline gritando por mim.

E eu não fui capaz de ajudá-la.

Eu corri pelo corredor, como nunca havia corrido em minha vida. Quando cheguei à porta do quarto de Caroline, percebi pelo canto do olho que Helena acabava de aparecer na porta de nosso quarto.

O que vi quando olhei para o quarto de Caroline me deixou petrificado. Por um instante eu parei, sem saber o que fazer. Esse foi meu terceiro erro naquela noite. Aquele segundo de hesitação, em que eu fiquei sem saber o que fazer, fez a diferença. Aquele segundo custou a vida de minha filha.

Todo o quarto de Caroline estava banhado em uma luz verde, pulsante, que fazia meus olhos doerem. O armário embutido ainda estava no mesmo lugar, mas agora suas portas estavam todas abertas, escancaradas, e o que havia dentro dele não eram mais roupas, gavetas e brinquedos. O que havia dentro dele era apenas... nada. Apenas a luz verde.

Pulsante.

Como um coração.

Então, dentro da luz, eu pude enxergar que havia alguma coisa mais. A princípio pensei que fossem pessoas, mas então percebi que estava enganado.

Criaturas.

Dezenas delas.

Os braços esticados, as garras compridas como navalhas arranhando o ar, como se quisessem escapar de uma prisão invisível, como se quisessem agarrar alguém.

Com se quisessem agarrar minha filha.

Tudo isto minha mente percebeu em um relance, como se fosse um flash, em um único instante de compreensão. Mas não foi isso que me fez ficar paralisado. Não foi isso que me fez perder aquele precioso segundo que poderia ter salvado minha filha.

O que me fez ficar paralisado foi o fato de ver que uma das criaturas estava dentro do quarto, e que essa criatura estava caminhando em direção ao armário, levando Caroline nas costas, como quem carrega uma boneca de pano. Era uma criatura horrenda, com o corpo todo verde e cheio de protuberâncias como se fossem verrugas. Estava nua, e seus braços e pernas eram longos e finos, muito mais longos do que o tronco. Sua cabeça era grande e arredondada. Ver minha filha de três anos sendo levada por uma criatura como aquela me fez ficar paralisado de medo. E isso acabou custando a vida de minha filha.

Terei que viver com isso pelo resto de minha vida. Quando fecho meus olhos ainda posso ver Caroline jogada no ombro da criatura, estendendo os braços em minha direção, lágrimas escorrendo por suas faces. Suas mãos pequeninas abriam e fechavam, desesperada para que eu a salvasse.

- Papaaaaiiiii!!!!

Tudo que aconteceu em seguida, aconteceu como se eu estivesse assistindo a um filme em câmera lenta. Acho que foi o choque, não sei. O fato é que a criatura virou seu rosto para mim, ao mesmo tempo em que Caroline gritava por socorro. Seu rosto era horrível, com olhos vermelhos e orelhas pontudas. Naquele breve instante em que nossos olhares se cruzaram, eu pude perceber toda a maldade que emanava daquele ser.

Naquele momento, eu percebi que ele não tinha alma.

Enquanto nos encarávamos, a criatura sorriu para mim. Um sorriso sarcástico, malévolo. Um sorriso que dizia tudo que iria acontecer com minha filha.

Foi isso que quebrou o meu torpor.

Instintivamente, dei dois passos e me joguei para a frente.

Meus braços, estendidos à frente, tentavam agarrar a criatura antes que ela voltasse para o armário. Para a luz verde.

Para as outras criaturas.

Caí no chão com um baque surdo. A dor subiu pelo meu peito, e soltei um gemido.

A criatura havia sido mais rápida. No mesmo instante em que saltei, ela pulou para a frente, livrando-se do meu abraço por alguns centímetros e ficando apenas a um passo das portas do armário.

Caroline havia parado de gritar. Olhei para ela e notei que havia perdido a consciência. Ela estava caída, desacordada, no ombro do monstro. Seu cabelo loiro cobria metade do rosto.

Essa foi a última vez que vi minha filha.

A criatura então virou-se novamente e olhou para mim, caído no chão a poucos centímetros de seus pés. Pareceu sorrir novamente, e dando um salto para a frente, desapareceu no meio da luz verde. Um som de júbilo se fez ouvir, vindo das outras criaturas.

Agradeço a Deus por Caroline ter perdido a consciência naquele último instante. Pelo menos, ela não deve ter sentido nada.

Ainda tentei levantar e segui-lo para dentro do armário, mas no mesmo instante em que ele desapareceu na luz, levando consigo minha querida filhinha, as portas do armário se fecharam com um estrondo.

Abri as portas do armário com força, pronto para entrar na luz verde e enfrentar todas as criaturas para trazer minha garotinha de volta.

Mas não havia nada dentro do armário. Somente roupas, gavetas e brinquedos.

Isso aconteceu há um ano. É claro que ninguém acreditou em mim, nem mesmo Helena. Quando ela entrou no quarto, a única coisa que viu foi a mim, esmurrando o interior do armário e chorando como louco. Depois de alguns meses ela acabou me deixando. Eu não a culpo. Ela também pensa que eu estou louco.

Mas essa é a verdade. Foi o que aconteceu.

E hoje, tudo o que me resta, é viver com meu remorso, sabendo que eu poderia tê-la salvo, se ao menos eu tivesse permitido que ela dormisse conosco aquela maldita noite. Por três vezes, tive a chance de salvá-la, e por três vezes, não o fiz.

Por isso, eu repito e repito esta história, mesmo sabendo que todos me acham louco. Eu faço isso para alertá- los que, se seu filho acordar no meio da noite dizendo que tem um homem verde no armário, mesmo que você não acredite, lembre-se desse louco e pense duas vezes antes de mandá-lo de volta para o quarto... 

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