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Ela é pão
que mata todas as minhas fomes
Ela é remédio que alivia minhas dores todas
A brilhante alegria estampada no seu rosto
banha de luz todas as minhas sombras.
Seu corpo é sagrada árvore de beleza
Seus seios são frutos
maduros
esperando serem
cuidadosamente colhidos
com o carinho das minhas mãos
nas horas calmas de
uma noite de luar.
Quero sentir na sua boca o
gosto dos vinhos que ainda não bebi
Quero encontrar na
geografia do seu corpo
a surpresa de novas descobertas
Quero escutar na sua voz
melodias que ainda não
foram entoadas.
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Ele chegou
numa brisa do mar
Em tarde quente de verão
Entrou como sombra a flutuar
E se instalou no meu coração
Sem questionar se
eu o queria
Perfumou toda a minha vida
Virou sonhos, música, alegria
Despertou uma afeição perdida.
E com alma
enganada
Aceitei depressa essa paixão
Deixei seguir, sem medo, o coração!
Silêncio imenso!
Tudo em calma!
Tenho a impressão de escutar
O rumor dos sonhos em minh'alma!

Ocirema



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