REVELAÇÕES  DE  AMOR      

        
                                  

      

 

 

 

 

O começo foi você, pai Américo, me fez vir ao mundo como mulher! Qual a mulher, cujo pai, não foi  seu primeiro amor!
Tive outros durante a vida. Meus irmãos João e Fábio. Com eles descobri a amizade pura, a camaradagem, o repartir, a felicidade da união familiar. Aprendi a brincar e conheci o amor fraternal.
Vieram os amores da vida, da adolescência, em uma época diferente. Não existia o ficar!
Aprendia-se a amar, passeando, dançando, namorando. Levava-se dias para o entrelaçamento das mãos; meses para o primeiro beijo! No passado de alegrias e tristezas, vieram Lucio, Luiz Geraldo,Roberto,Douglas, Carlos Luiz,
deixando sombras pequenas ou infinitas, de mil visões que já são passadas.
A seguir chegou você Nino, meu marido. Quantas juras! Quantas esquecidas! Fomos amigos, companheiros, camaradas, amantes, partilhamos trinta anos juntos de amor e harmonia. Foi bom enquanto durou! Recebi de presente meu grande amor minha filha Paola! Hoje ela me deu outro amor, a netinha Luiza.
Nada mais esperava. Aceitei  o que a vida me reservou. Nem sempre a sorte é acessível o tempo todo. Nunca desejei o impossível e resignada relembrava, recantos ideais, canções, dias cinzentos, mas também dias de azul perfeitos!
De repente, de muito longe, vislumbrei na minha telinha, você  Didi. Olhei de frente o sol que apareceu, esqueci as sombras, mas foi ilusão treda, minha alma continuou solteira, porque afinal ficamos nós dois A SÓS.   Tenho agora, a alma vazia de sonhos, de ideais, de amor, que  não sente inquietações, nem conhece rancores.
O bosque dos sonhos eu visito, às vezes; lá existe o castelo dos medos, que nos renova a coragem e faz com que avistemos do alto, outros caminhos, que quem sabe poderão vir,  ou então conformismo para a serenidade eterna..........

Ocirema
novembro de 2004

 

 

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