
Folhas mortas no chão
Em minha alma doente
O sonho e a ilusão
São como o sol poente.
Melancólico outono
De suave magia...
Meu derradeiro sono
Onde há só nostalgia...
Suavemente a tristeza
Penetra em meus sentidos
Relembrando a beleza
Dos dias já vividos.
A mocidade é morta!
Acabou-se o verão!
Quem é que bate a porta?
Es tu desilusão?
Folhas mortas no chão
O vento as dispersou...
Vida, amor, ilusão...
Passou... Tudo findou!
Myriam
Santos, 1950