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Cemitério de Campanha Jayme Caetano Braun |
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Cemitério de campanha, |
Que importa a coroa fina E a vela de esparmacete? Se entre os varais do teu brete Nada mais tem importância? Um patrão, um peão de estãncia Um doutor, uma donzela? Tudo, tudo se nivela Pela insignificãncia. Por isso quando me apeio Num cemitério campeiro Eu sempre rezo primeiro Junto a cruz sem inscrição, Pois na cruz feita a facão Que terra a dentro se some Vejo os gaúchos sem nome Que domaram este Chão. E compreendo, cemitério, Que és a última parada Na indevassável estrada Que ao além mundo conduz E aqueces na mesma luz Aqueles que não tiveram E aqueles que não quiseram No seu jazigo uma Cruz. E visito, de um por um, No silêncio, triste e calmo, Desde a cruz de meio palmo Ao irnais rico mausoléu, Depois, botando o chapéu Me afasto, pensando a esmo: Será que alguém fará o mesmo Quando eu for tropear no Céu??? |
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